Dicas para lidar com criança com Transtorno Opositivo-Desafiador - NeuroSaber

Dicas para lidar com criança com Transtorno Opositivo-Desafiador

TOD

Crianças extremamente teimosas, agressivas quando contrariadas, com tendências vingativas e avessas a qualquer frustração podem apresentar intensas dificuldades em conviver socialmente com sua família e com figuras de autoridade. Tais comportamentos podem ser sinais componentes do Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD). O tratamento requer abordagem multidisciplinar e, principalmente, medidas psicoeducativas e estratégias de como agir e conduzir esta criança em casa e na escola. Conhecer bem o transtorno é o primeiro passo, naturalmente. Mas saber como lidar no dia-a-dia pode trazer ganhos rápidos e eficazes para todos os envolvidos!

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Neste sentido, vamos falar sobre dicas que podem ser muito úteis na condução de crianças opositoras. A primeira providência deve ser esta: os pais ou cuidadores devem falar a mesma língua e concordar sempre nas mesmas regras e no cumprimento das rotinas diárias. Em nossa sociedade atual, tal postura tem sido incomum devido às separações e terceirizações educacionais, o que empurra a criança a ter vários e divergentes educadores. É importante, mesmo separados, que os pais tomem as mesmas atitudes com a criança mesmo que esta conviva em casas diferentes. Costumo dizer no consultório que o casamento acabou, mas o filho continua sendo de ambos!

Ao dar ordens, é importante falar de forma clara e objetiva evitando ficar se justificando ou prolongando a conversa. Olhe nos olhos e seja direto. Imponha sem ser agressivo. Fale de forma a convencer antes de qualquer contra-argumento e assuma a postura de quem realmente manda, sem pestanejar. Este modo de discursar e expor inibe atitudes opositoras e vai condicionando a criança a respeitar autoridades. Ao mesmo tempo, esta criança tem que viver numa casa organizada, estruturalmente afetuosa onde os adultos devem ser um bom exemplo agindo positivamente para que a criança copie e siga.

Sabemos que castigos e punições tem pouca eficácia. Portanto, uma das formas mais corretas é elogiar o que ele faz de bom e ressaltar mais seus acertos do que ficar falando reiteradamente de seus erros. Ignore os tropeços e lembre mais dos acertos deste jovem. Ele precisa entender que decisões pensadas em conjunto para o bem de todos são vantajosas e ele pode passar a ganhar muito mais por este caminho. Mas, para isto, todos de casa devem ter a mesma filosofia, senão a criança sempre tenderá a seguir aquele que é mais permissivo.

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Conviver e conhecer as preferências, gostos e momentos gostosos junto da criança auxilia na interação e aumenta o vínculo afetivo. Este tem um poder de induzir a uma adesão, um engajamento desta criança a cumprir regras e rotinas pré-definidas pelo cuidador, pois ela se sente recompensada. Pais devem ser mais “parceiros” de seus filhos e não somente “gerentes” educacionais distribuindo deveres sem proporcionar o prazer de sua presença para brincar e “olhar nos olhos”.

A consciência de uma criança está em desenvolvimento, deve sempre fazer lembrar aos pais de que se iniciarem a educação de seus filhos observando sempre as dicas acima já estarão reduzindo de forma significativa a chance de terem filhos desafiadores num processo saudável de prevenção ao desenvolvimento de comportamentos anti-sociais e de evitar que estes se tornem adolescentes irascíveis sem qualquer autocontrole frente à mínima frustração.

No que tange à escola, estas medidas acima podem ser úteis mas as estratégias devem ser ampliadas, pois o contexto institucional exige pelo menos 4 medidas em paralelo: a psicoeducação ou treinamento do estafe escolar (professores, gestores e outros colaboradores do ambiente letivo), treino de habilidades sociais, prevenção e manejo do bullying e reforço escolar na maioria dos casos. Muitas vezes, em casos mais severos de TOD, pode-se inclusive contratar uma atendente terapêutica para mediar conflitos mais contundentes e situações mais complexas.

52 Comentários
  1. Estela Valentim 2 meses atrás

    Ótimo texto!

    • Jaqueline 2 meses atrás

      Dicas valiosas. Em casa tive que ser firme em mostrar minha autoridade. Meu filho tem tido melhora na escola e em casa tambem.

    • lorena tosta 2 meses atrás

      estou a cada texto , aprendendo ainda mais!!!Só a agradecer!

    • Maria de Fátima carvalho Neto 2 meses atrás

      A Neuro Saber nos apresenta uma gama de conhecimentos magníficos!
      Parabéns!

  2. Sônia da silva 2 meses atrás

    Muito bom estou passando por isso na escola mas a mãe e muito necligente.É muito difícil ela não dá nem um limite .

  3. Ronilda 2 meses atrás

    Muito bom o texto.Percebo que alguns pais tem muita dificuldade para dizer não.

  4. Elisabete 2 meses atrás

    Parabéns ao casal pela iniciativa de partilhar saberes tão importantes para ajudar profissionais e pais a ajudar outras crianças. Foi um presente ter encontrado a NeuroSaber, pois é uma fonte de conhecimentos. Gosto muito de acompanhar as aulas, os textos e compartilhar com outros colegas de profissão.
    Ótimo texto.

  5. odete monteiro maidana 2 meses atrás

    Que interessante!!

  6. Andressa 2 meses atrás

    Eu adoro essas informações, pois nós educadores lidamos diariamente com situações que não conseguimos resolver devido à falta de orientação. Obrigada!!!

  7. Caren Domingues de Carvalho 2 meses atrás

    Adorei, obrigada por compartilhar todo esse conhecimento de modo humano e coletivo.

  8. Rosangela 2 meses atrás

    Gostei muito da texto! Temos enfrentado na escola casos assim.Já encaminhamos a criança para o Centro de Atendimento Inclusivo, onde acontece diversas oficinas terapêuticas.

  9. ROSIANE Cruz da Fonseca de Freitas 2 meses atrás

    Muitíssimo obrigado pelos conhecimentos adquiridos com os artigos é uma forma de rever onhecimentos e melhorar a prática psicopedagogica. Parabéns

  10. Andréa Ciarlo Bayona Perez Furtado 2 meses atrás

    Adorei este texto e todos que tenho lido e acompanhado…. Obrigada!

  11. Oberlane 2 meses atrás

    Excelente!

  12. Juliana Gonçalves 2 meses atrás

    Esse texto é realmente muito bom ! As vzs quero comentar mais sobre as aulas sobreis comentários . … Tenho até vergonha de dizer não sou muito boa com eletrônicos ainda mas estou me esforçando . As aulas sobre o TEA eu sou apaixonada . Obrigada por vcs nós proporcionar esses conhecimentos .

  13. Patrica Cristiane 2 meses atrás

    gostei muito do método photovoice, que trabalha com fotografias, utilizado para a aprendizagem e autonomia do autista.

  14. Patrica Cristiane 2 meses atrás

    Os cinco passos para diagnóstico do autismo é muito importante para a atuação do professor na sala de aula e sua relação com a criança.
    Gostei muito! Muito rico.

  15. Ana Maria 2 meses atrás

    Gostei muito deste texto, clareou mais as minhas idéias a respeito do assunto. Obrigada!

  16. Patrica Cristiane 2 meses atrás

    Gostei muito da dica de como agir frente a um comportamento de transtorno opositor. A abordagem que deve ser multidisciplinar e em concordância com as partes envolvidas ( a escola e a família) no processo de disciplinar essa criança para o convívio social, a estratégias de dar ordens, impor sem ser agressivo, mandar nessa criança sem pestanejar, é uma atitude que requer do professor e de seus familiares uma postura de auto-controle e determinação, com muita cautela e afetividade para não haver recalque por parte da criança.

  17. Nubia Teresa 2 meses atrás

    Texto bastante esclarecedor.

  18. Hermínia Medrado 2 meses atrás

    Ser firme e afetivo com os filhos vale em todos os casos, especialmente nos casos com crianças com TOD.
    Texto muito enriquecedor.

    • Joselia Pereira Martins 2 meses atrás

      PAPAIS BRILHANTES E FILHOS BRILHANTES CAMINHAM JUNTOS…………..EDUCAM SEUS FILHOS PARA A VIDA .AMEI O TEXTO ´´E BEM ISTO PARABÉNS

  19. Marcinha Ribeiro 2 meses atrás

    Concordo que o humqno deve ser mais valorizado que seus erros. Discordo no sentido de ignorar tropeços ou erros porque é uma ótima oportunidade de educar. Não gosto do termo parceria para pais e sim de líder o Pai é autoridade não parceiro e diferente a hierarquia parceiro e líder. Por fim sou a favor da disciplina sem castigo, do diálogo e clareza nos acordos.

  20. Sueli 2 meses atrás

    Muito boas estás dicas. Mas penso que ainda falta formarmos parceria com a escola. Os professores precisam ser orientados.

  21. Flávia Magalhães 2 meses atrás

    Muito bom o texto. Obrigada!

  22. Maria Isabel Pinto 2 meses atrás

    Ser firme com os filhos também exprime nossa afetuosidade.Excelente texto,simples e esclarecedor.

  23. Beatriz Guimarães 2 meses atrás

    ótimo texto, mas me surgiu uma dúvida. Nesse texto fala´se muito da questão dos pais e da escola trabalharem em conjunto, da criança viver em um ambiente extremamente afetuoso e etc. Como seria aplicada uma ajuda para uma criança com TOD em que sua realidade é totalmente diferente da que foi dita? Se ela conviver com pessoas violentas, onde não há amor ou que os pais não colaborem?

    • Vanne 2 meses atrás

      Exato. Também tenho esta dúvida. Como agir nos casos de crianças/jovens negligenciados pelos responsáveis?

  24. Rita 2 meses atrás

    Nossa! Esse texto veio ao encontro de um problema que tenho em sala de aula, já vou começar usar essas dicas. Obrigada!

  25. maria 2 meses atrás

    ótima sugestão.

  26. Sandra Costa 2 meses atrás

    Amei este texto!Pois estamos com essas dificudades com meu neto de 7anos!Ele é um menino exemplar nos estudos!Cursa o 2ano e efera em matemática! Porem tem apresentado umas dificudades de comportamento!Me interessei por essa matéria!

  27. Sandra Costa 2 meses atrás

    Amei este texto!Tenho um neto com 7anos!Cursa o 2 ano!E muito elogiado por ser muito inteligente porem tem tido este compotamento!

  28. Juliana Marques 2 meses atrás

    É o tipo de aituação que realmente exige intensa comunicação e parceria entre família e equipe escolar.

  29. Hosana 2 meses atrás

    A afetividade ajuda muito pois tenho um filho com TDO..vcs estão me ajudando muito..

  30. Guimar 2 meses atrás

    Qdo li este texto eu senti na pele que muitas vezes o meu filho é assim ele detesta seguir regras…precisa mudar logo isso!

  31. carolina 2 meses atrás

    A criança diagnosticada com TDO deve fazer uso de remedio? OTDO tem relaçao com TDH?

  32. Suelania 2 meses atrás

    Muito bom sou Pedagoga e trabalho com crianças que demostras a alguns problemas de aprendizagem , o difícil é que os pais não aceitam , como posso incentivar esses pais a verem o que estão fazendo com seus filhos?

  33. Aurea 2 meses atrás

    Um menino de 6 anos está para tomar banho e começa a fazer escândalo. A bisavó aparece na porta do banheiro e fala para a avó colocá-lo embaixo do chuveiro para acalmá-lo.
    Ele fica com raiva da bisavó pq supõe que ela o viu pelado.
    Qdo termina de tomar banho, veste a roupa, vai até a casa dos fundos e dá um forte tapa no rosto da bisavó!
    Deve-se ignorar isto? Este texto está equivocado. Tem que punir sim!

  34. Nina 2 meses atrás

    Foi diagnosticado tod ao meu filho q vai fazer 8 anos.sexta feira tenho consulta no pedopsiquriatra mas não tenho a certeza se será o q deverei fazer.
    Não esta s ser fácil
    😣

  35. Tais jacques 2 meses atrás

    O interessante desse texto é que o TOD pode ser confundido com uma criança “mal educada”, porém o que dá pra entender é que vai além disso, mas esse quadro poder ser modificado devido a postura dos responsáveis.
    E como é importante delimitar quem é o adulto na situação, mas é claro que sempre com respeito ao ser em desenvolvimento que encontra-se sobre sua responsabilidade.

  36. rosana de fatima bento 2 meses atrás

    Estou feliz por descobrir o problema do meu filho ,uma professora me avisou mas eu não acreditei mas hoje vejo que é verdade e vou leva- lo ao tratamento,obrigada Luciana

  37. Vernusa Eline Veras Lima 2 meses atrás

    Ótimo texto, principalmente para os professores que diariamente enfrentam situações dessa natureza e ainda por cima não contam com a participação da família.

  38. carlene 2 meses atrás

    Maravilhoso texto. Trabalhei com educação especial por alguns anos e desconhecia este Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD), apesar de que já havia percebido anteriormente, mas achava que era apenas falta de limite dos pais e responsáveis em casa. Agora percebo que realmente, essas crianças precisam de tratamento. Bem como melhores esclarecimentos para nós professores, devemos sempre estudar para nos apropriarmos da melhor forma de atender a demanda em sala de aula.

  39. Andréia 2 meses atrás

    Excelente texto. Entretanto, fiquei em dúvida quanto nas regras que tem se estabelecer. Mas deve ser estabelecida conforme ao desejo da criança ou do adulto? Isso tem que ficar claro, pois para nao dar continuidade e uma educação permissiva, ao invés de um estabelecimento de uma educação democrática.

  40. mariza lopes de araujo 2 meses atrás

    gostei muito do texto sobre TOD, concordo com as dicas abordadas, pois crianças sabem bem como manipular, para elas tenham sempre o que desejam.

  41. Gilberto de Sousa Moura 2 meses atrás

    Gostei muito do texto.
    O conhecimento sobre o comportamento humano é muito importante, principalmente para pessoas que lida diariamente como profissional e que não teve acesso ao conhecimento através da sua graduação, por não fazer parte da grade curricular do curso realizado.

  42. Regina 2 meses atrás

    Foi de grande valia o aprendizado que adquiri com vocês. Infelizmente constatei que o sofrimento do meu neto que sofre desse mal e da minha filha que vive a convivência pode ser amenizado caso seja tratado corretamente. Não aguento mais viver os momentos de dor dele estampados em seu rosto seu corpo sua alma
    Percebo nitidamente quanto sofre por agir de forma a qual não deseja nem sequer entende porque age de tal maneira. Minha filha mãe continua a sofrer as dores de um parto agindo sob orientação de profissional de forma errônea. Peço auxílio. Aguardo resposta.

  43. Joelma 2 meses atrás

    Bom dia!
    Que bom que prorrogadas o pra si das aulas… semana corrida.
    Gostei desse texto! Tanto para meu trabalho na sala de recursos, quanto em casa. A maneira de falar com qualquer criança deve ser universal, olhar nos olhos, falar com firmeza e poucas palavras.
    Valeu!

  44. Paula 2 meses atrás

    Dicas ótimas!

  45. Daisy Ramos 2 meses atrás

    Esse texto foi muito esclarecedor, vou colocar em pratica com minha filha.

  46. Marilaine 2 meses atrás

    Gostei do texto, porém acredito que nossa realidade muitas vezes fuja do nosso alcance por estarmos sozinhos, sem auxilio, muitas vezes não somos compreendidos nem pelos nossos colegas por desconhecerem o assunto e também por falta de profissionais habilitados que realmente tenham conhecimento para nos orientar. Mesmo assim o texto é bastante esclarecedor. Obrigada por compartilhar conosco.

  47. Mardila 1 mês atrás

    Muito bom o texto! Simples, direto e com orientações!
    Márdila

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