TDAH: Quais as descobertas recentes? - NeuroSaber

TDAH: Quais as descobertas recentes?

TDAH

O universo da neurologia infantil, neuropediatria, psicopedagogia e todas as demais áreas que promovem a intervenção como tratamento para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) estão diante de descobertas recentes que envolvem o campo de pesquisa e prática para novas soluções em casos apresentados pelos pacientes.

Por ocasião do Congresso Internacional de TDAH, realizado em Berlim, na Alemanha, vários profissionais que pesquisam e trabalham diretamente com o assunto estão expondo alguns estudos acerca dos desafios pertinentes ao transtorno. Muitas das pesquisas que participam do evento já estão em fase de conclusão para publicação.

Trabalhos excepcionais no estudo de transtornos

Nossa experiência no Congresso permitiu o acesso a trabalhos respeitados na esfera internacional. Há alguns estudos voltados, por exemplo, para a labilidade emocional dos pacientes infantis com TDAH. A pesquisa debruçou-se sobre os efeitos do transtorno, como a oscilação de humor das crianças e adolescentes.

Há também estudos relacionados às vias neuropsicológicas. Vale considerar que o TDAH tem três principais constructos neuropsicológicos, a saber:

– Os déficits de função executiva;

– Os déficits de memória de trabalho não verbal;

– A dificuldade de autorregulação emocional.

Importante ressaltar que esses três caminhos são muito importantes para a concepção do TDAH, além dos problemas de atenção sustentada e seletiva.

Avaliação neuropsicológica

O Congresso trouxe também um trabalho interessante, no qual fala sobre as formas de avaliação neuropsicológica em sintomas precoces do TDAH na infância. O mote da pesquisa é o seguinte: o que precede o sintoma de TDAH é o baixo controle inibitório ou a dificuldade de lidar com recompensa? O pesquisador conclui que os experimentos explicam as duas situações. Isso significa que as crianças pequenas, que são inquietas e agitadas, e que apresentam quadro de oscilação de humor e impulsividade podem mostrar sinais precoces do TDAH.

Instabilidade

Outra pesquisa versa sobre a instabilidade emocional em adolescentes e como eles se relacionam com os sintomas. O artigo mostra que os adolescentes têm emoções mais intensas e mais flutuação. O artigo conclui que as flutuações são características de adolescentes com TDAH.

Além disso, o trabalho fala sobre como fazer avaliação por meio de testes que avaliam o controle inibitório, como a dificuldade que a criança pode ter ao precisar parar o que está fazendo para desempenhar outra função e esperar.

Funcionamento neuropsicológico

O evento proporciona aos participantes um estudo que retrata como pode se usar as taxas de medida de funcionamento neuropsicológico em criança com TDAH. O autor do levantamento colocou vários testes, avaliações e tipos de instrumentos que podem analisar os sintomas principais do TDAH.

Memória de trabalho

Um trabalho que merece destaque é o que aborda sobre a memória de trabalho, que é a capacidade que uma pessoa tem – durante uma atividade – de lembrar-se de todas as coisas importantes que devem ser colocadas em sequência. Vale lembrar que a criança com TDAH não consegue assimilar essas informações. A pesquisa conclui que durante as atividades com barulho ou com muitas informações, as crianças costumam ter dificuldade para aprender.

Autismo e TDAH

O último estudo que podemos falar é sobre o TDAH no espectro autista. O artigo mostra que a presença do TDAH no autismo piora o funcionamento executivo dessa criança. Isso significa que ela terá mais dificuldade de aprender e memorizar as atividades. Foi observado que, além do TDAH, as crianças têm mais tiques, epilepsia, TOC, distúrbio de aprendizagem, distúrbio do sono, entre outros.

Experiência enriquecedora

A participação no Congresso serve para fortalecer nosso próprio conhecimento como profissionais, ainda mais em contato com pesquisadores multidisciplinares respeitados em todo o mundo.

Veja nossa live:

5 Comentários
  1. alba cpeli santos silvs 3 semanas atrás

    Muito interessante que professores e toda sociedade civil se empenha e abrace essa causa de divulgar novas conhecimentos…

  2. Sinelma Azevedo 3 semanas atrás

    Tenho um filho diagnosticado com dislexia e tdah…e que aos 16 anos não suporta estudar porque não entende nada do que os professores estão falando…..seria muito mas fácil por aulas práticas do que as tradicionais com tanta escrita e leitura que eles não dão conta de acompanhar….

  3. ANA PAULA 3 semanas atrás

    Gostei muito da materia de TDAH

  4. Gilmara 3 semanas atrás

    Muito bom Clay e Luciana,amei

  5. Maria Gláucia Meira da Silva 2 semanas atrás

    Gostei de todos os conteúdos ,pois aprendi muito eu só tenho a agradecer o NEURO SABER .Abraços !

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