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TOD precisa de tratamento médico?

TOD

O Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD) é uma condição que leva a comportamentos altamente restritivos socialmente por gerar na criança e no adolescente acessos de raiva exagerados, sentimentos de vingança, intensa dificuldade em seguir regras e conselhos de outras pessoas, especialmente pais e autoridades. A presença de indivíduos com TOD em fase escolar pode levar a muitas intercorrências dentro da instituição e desarranjos intensos no relacionamento aluno-professor. Na família, este jovem causará desunião, sensação de desprezo pelos demais, má adaptação aos conselhos e pouco engajamento para atividades de interesse coletivo. Não raro, é comum seus portadores evoluírem para quadros depressivos e/ou transtornos de conduta, tanto a família quanto as escolas muitas vezes não sabem qual caminho seguir podendo a demora resultar em muitas complicações.

Neste contexto, o apoio médico pode ser de grande valia. Especificamente, o  Transtorno Opositivo-Desafiador TOD deve ser conduzido por neurologista ou psiquiatra infantil, os quais são preparados e já direcionados para perceber os sintomas e tratá-los. Sempre numa visão multidisciplinar, a condução médica permite que sejam tomadas medidas importantes como, por exemplo, prescrever medicações que tenham a finalidade de reduzir a raiva excessiva e a agressividade, pois estes sintomas diminuem muito a flexibilidade e o engajamento do jovem à interação com autoridades. O médico deve investigar se, além do TOD, este paciente pode também estar apresentando comorbidades frequentemente associadas como o TDAH, Autismo, Transtorno de Conduta (TC) e Transtorno Bipolar, os quais pioram a evolução do quadro e reduzem a possibilidade de sucesso na vida acadêmica.

A presença do suporte médico propicia, por meio de documentos por ele emitidos, providenciar atendimentos psicológico e psicopedagógico, ter acesso a uma atenção mais individualizada na escola, além de recomendar, se necessário, a presença de um acompanhante terapêutico para mediar estratégias entre os professores e este aluno. O médico também deverá chamar a atenção de todos os envolvidos no sentido de direcionar medidas psicoeducativas, as quais tem o intuito de sistematizar ações de como lidar e dialogar com esta criança, além de orientar como prevenir e manejar problemas de relacionamentos ou bullying. Nos casos onde o portador se encontra institucionalizado ou abandonado pelos seus responsáveis e sem a tutela do Estado, o médico costuma ser consultado para assessorar as medidas protetivas que devem ser implementadas para reduzir os riscos sociais e os de delinquência.

A importância da abordagem médica do TOD toma maior corpo nos dias de hoje, onde o conceito de psicofobia e o crescente papel da escola como lugar-comum das ações tanto preventivas como terapêuticas de transtornos neuropsiquiátricos se tornaram disseminadas e consolidadas. O médico tem, neste aspecto, o papel histórico de reduzir sofrimentos e ajudar a garantir o acesso ao bem-estar social, os quais também só podem ser efetivados com medidas realmente válidas no campo da saúde mental.

14 Comentários
  1. karina 3 meses atrás

    Olá Dr o meu filho tem 6 anos e foi diagnosticado com tdah e tod mas ele e muito obediente comigo e intolerante com as outras pessoas principalmente crianças. ..nao acredito que seja tod…

  2. Izael Santos 3 meses atrás

    Muito importante a intervenção médica e imprescindível a medição para redução dos comportamentos agressivos, mas o médico com figura central não corresponde à nossa realidade. Médicos não conseguem, por inúmeras razões, alcançar este nível de envolvimento acima descrito. Principalmente porque não levam em conta ou dão conta de forma suficiente e necessária dos aspectos psicossociais. Mais realista seria uma visão multidisciplinar, especialmente a psicoterapia para a criança e principalmente para os pais para aprenderem estratégias para lidar com a criança, e entenderem os gatilhos sociais e as questões que levam a criança ao sofrimento e, consequentemente, de toda a família. Lembrando que uma reorientação afetiva-comportamental associada à farmacoterapia é imprescindível. E nem sempre o TOD ocorre em todas as instâncias ou ambientes, mas especialmente naquelas em que a liderança não está fortalecida ou se faz exclusivamente pelo uso da autoridade.

  3. Lia 3 meses atrás

    Tenho um aluno na 2°série do fundamental 1, ele tem 8 anos e foi diagnosticado Autista leve, em alguns momentos se torna bravo e fala que dará um soco ou irá matar alguém, chora muito e fica c muita coceira… Ele é muito inteligente… Como ajudá -lo??? Obrigado

  4. Maria Aparecida Campos da Costa 3 meses atrás

    Olá de o meu filho adulto de 33anos tem todos atendimentos está bem desenvolvido a comunicação ainda tem dificuldade de expressar mais o que chama atenção que tem momentos derrepente fica nervoso chega a tremer um pouco qualquer objeto que fica na mão faz movimentos repetitivos e às vezes leva ao nervosismo.Sendo objetos que não machuca não toma remédio chegou a tomar neozine 250mg recebeu alta e a anos não toma nada fico preocupada como mãe se teria que voltar aguardo sua resposta agradeço e desculpa pelo tamanho do comentario

  5. Liege Camara 3 meses atrás

    Sim, penso que o tratamento deve ser medicamentoso, acompanhado por terapia e tratamento multidisciplinar.

  6. Conceição de Maria Assis de Araújo 3 meses atrás

    Sempre porque ajuda aos pais e aos professores ,mas que seja todos juntos para que juntos aprendam a lhe dar com a situação para que essa criança seja um adulto menos agressivo.

  7. Joana 3 meses atrás

    Já acompanhei aluno que apresentava esse quadro de TOD, realmente é muito complicado lidar com alunos com esse tipo de transtorno, pois a princípio todos os vêem como rebeldes e indisciplinados, por sua vez os educadores agem indevidamente, complicando cada vez mais a situação, impedindo a socialização dos mesmos, a aprendizagem fica comprometida e enfim, prejudicando o desenvolvimento socio-cognitvo do indivíduo!

  8. Simone Gomes 3 meses atrás

    Dr e Dra estes sintomas já são apresentados em crianças pequenas, porque trabalho em creche e temos um menino com 3 anos e meio, com um histórico social de violência familiar e apresenta todos os comportamentos descritos.
    Como se trata de famílias de baixa renda como devemos proceder quanto escola????
    Acredito que crianças com estes comportamentos devem ser acompanhados com urgência!!!

  9. Vivian 3 meses atrás

    Muito bom adorei o artigo… muito esclarecedor é muito importante saber identificar esses transtornos para poder ajudar essas crianças que muitas vezes sofrem na escola sem ser compreendidas…

  10. Mônica Maria Vieira 2 meses atrás

    Boa noite
    este artigo é bem esclarecedor, tenho um aluno, do 9º ano, que apresenta estes sintomas. Além da medicação seria o caso dele ser atendido na Sala de Recursos Multifuncionais? ]

  11. claudia márcia 2 meses atrás

    Tenho um aluno com esse transtorno, e confesso que é difícil lidar com ele. Como devo agir?

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