A importância da instrução explícita na escola

A instrução explícita é essencial para o processo de cognição da criança, uma vez que ela estabelece o conhecimento. Nesse meio a alfabetização também é contemplada com o desenvolvimento dos aspectos relacionados à aprendizagem da criança.

O ponto de partida para a instrução explícita na escola

Devemos ressaltar que é necessário termos a plena consciência do ponto de partida que o estudante está inserido, ou seja, dependendo do nível da Educação Infantil, Ensino Fundamental l, Ensino Médio, Adultos e Educação Especial. Além disso, um detalhe é saber onde a consciência fonológica entra em cada um desses aspectos. Por conta disso, é fundamental que a gente consiga sistematizar a maneira consciente de exercícios que trabalhem essas competências por meio de todas as etapas de formação educacional.

Porém, como isso pode ser feito no ambiente escolar? Qual o tipo abordagem didática é a mais eficiente na implementação de habilidades de consciência fonológica? Atenção, a escola deve preparar os alunos e treinar as etapas de alfabetização de maneira explícita e não implícita.

O ensino explícito é aquele que exige um trabalho cuidadoso, cujo benefício é mostrar para as crianças os objetivos existentes em cada aprendizagem. Isso quer dizer que não basta apenas significar e apresentar os conceitos, mas muito mais. É preciso inserir os pequenos nesse processo e estimular uma participação ativa com interações e respostas.

A instrução explícita e seus três princípios

1) A pesquisa de ciência cognitiva:

Esta pesquisa se concentra na forma como nossos cérebros adquirem e usam informações. Além disso, também fornece sugestões sobre como podemos superar as limitações de nossa memória de trabalho (ou seja, o “espaço” mental em que o pensamento ocorre) quando aprendemos novo material.

2) Investigação sobre as práticas de sala de aula de professores:

São aqueles professores cujas salas de aula registraram os maiores ganhos em testes de desempenho. É aconselhável apresentar materiais novos. Vale lembrar que o apoio dado aos alunos, o número de atividades instrucionais, entre outros fatores que os privilegiem, podem servir como um diferencial no aproveitamento em sala de aula.

3) Seja claro:

Aqui é sobre o que você deseja que seus alunos saibam e possam fazer até o final de cada aula ministrada. Diga a seus alunos o que elas precisam saber e mostre a eles como fazer e o que precisam fazer. Dê aos seus estudantes o tempo necessário para praticar o que aprenderam.

O papel da escola na instrução explícita

A instrução explícita e direta é caracterizada por uma linguagem clara, um ritmo acelerado, um alto nível de resposta do aluno, feedback imediato e eficaz do professor e alunos praticando até o domínio. Veja.

  • Declaração explícita das intenções de aprendizagem:

“Estamos aprendendo a…”. Ex.: produzir rimas;

  • Declaração explícita de critérios de sucesso: “Meu objetivo

final nesta aprendizagem é…?” Ex.: conseguir produzir 20 rimas de 25 possíveis.

  • Revisão da aprendizagem prévia: o aluno sabe detectar rimas nos exemplos dados antes de fazer a atividade?
  • Ensino explícito (o professor deve mostrar e contar).
  • Reflexão sobre o que foi aprendido.

Relembrando sobre a alfabetização

Ela é um processo de aquisição de habilidades cognitivas básicas responsáveis por contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da capacidade de conscientização social e da reflexão crítica como base de mudança pessoal e social (UNESCO, 2006).

Quando falamos que alfabetização é a habilidade de aquisição cognitiva básica, estamos falando, portanto, da habilidade de leitura e escrita. Ainda, de acordo com a UNESCO, existem quatro eixos de compreensão do que é alfabetização:

1) Ela é resultado de um processo de aquisição de habilidades específicas.

2) É aplicada, praticada e situada de acordo com o contexto.

3) É composta por um processo de aprendizagem e aquisição de habilidades básicas. Ela precisa ter início, meio e fim, pois servirá de base para o aprendizado da criança. Primeiro é preciso aprender a ler, para depois ler para escrever.

4) Ela compreende o domínio do texto, compreensão.

 

Referência

BRITES, Luciana. Consciência fonológica: manual teórico e prático. Arapongas: Neurosaber, 2019.

 

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