Aluno com autismo: Como vencer os desafios na escola?

Vocês, quando em fase escolar, já passaram por algum desafio na sala de aula? Seja na superação de uma timidez, no aprendizado de uma matéria, entre outros; todos nós, um dia, enfrentamos um determinado obstáculo na vida estudantil, sobretudo na infância. Com as crianças e adolescentes que convivem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) também é assim, mas com uma intensidade maior.

Quais fatores tornam essa experiência mais marcante para aluno com autismo?

É importante que se saiba o quanto a vida de quem vive com autismo pode ter muitas barreiras. Algumas características, por exemplo, costumam ser notadas nessas pessoas, embora o TEA não tenha uma fórmula única. Vejam quais são os fatores que influenciam no relacionamento do pequeno consigo mesmo, com o ambiente em que está e com seus colegas de classe:

  • Interação social comprometida;
  • Comunicação que nem sempre apresenta efetividade;
  • Estereotipias;
  • Hipersensibilidade;
  • Interesse profundo a um determinado assunto;
  • Outros.

Imaginem agora o quanto pode ser difícil para essas crianças a adaptação em um espaço como a sala de aula. Portanto, torna-se mais que necessária a busca por estratégias que visem ao desenvolvimento de habilidades desses alunos.

Qual a primeira coisa deve ser feita para proporcionar o bem-estar da criança?

O que é primordial nesse processo é estabelecer uma comunicação entre os pais e os professores, considerando que nesse estágio o acompanhamento médico já deva ter sido feito. Somente com a orientação de um especialista é que a relação família-escola ganha fundamentos para a promoção de uma ligação eficaz entre essas partes. Há que se ressaltar que a visita aos médicos deve ser rotineira.

Conhecendo e adaptando a escola ao pequeno

Os responsáveis pelo aluno podem e devem levá-lo antes do início das aulas ao prédio da instituição para que a criança tenha oportunidade de se familiarizar gradualmente ao espaço em questão.

O próximo passo é adaptar as instalações para que o estudante se sinta menos distante e arredio. Confiram abaixo algumas dicas:

– sala de aula que não tenha muitos estímulos visuais;
– identificar os objetos e as tarefas que mais despertem interesse ao pequeno;
– colocá-lo em um local que tenha o mínimo de ruídos externos (se possível).

Relação professor-aluno: estabelecendo a confiança

Conquistar o laço de confiança em uma criança com autismo é um desafio, mas é possível. O processo consiste no preparo que o educador tem, além dos relatos dos pais do estudante. Comece de forma sutil, mostre que você está ali para ajudá-lo em todos os desafios.

Um dos segredos para o sucesso nesse quesito é a comunicação utilizada. É aconselhável que o professor utilize uma linguagem que seja clara, objetiva e sem conotações. Pessoas com TEA não compreendem piadas e expressões de sentido figurado.

Em busca da autonomia

A utilização de materiais pedagógicos é uma ótima forma de proporcionar aos pequenos com autismo o desenvolvimento de sua coordenação motora. No entanto, é importante que uma equipe de especialistas esteja sempre por dentro do cotidiano do aluno.

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Comments 5

  1. Boa tarde ! Gostaria de receber informações sobre o assunto autismo. Descobrimos em nosso filho recentemente e queremos nos aprofundar no assunto. Grata!

    1. NeuroSaber Responde
  2. TRABALHO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E TENHO ALUNOS COM ALTISMO, QUANTO MAIS CONHECIMENTO , MAIS FACIL FICA PRO PROFESSOR ACOMPANHAR SEU ALUNO.

  3. Há alguma orientação mais adequada de como ensinar ou melhor transmitir conhecimento a criança autistas? Quais as estratégias e metodologias mais adequadas…? É condenável /errado pegar mão do aluno pra ensinar o traçado das letras, números e objetos?

    1. NeuroSaber Responde

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