Atuação do Psicopedagogo no distúrbio de aprendizagem

O distúrbio de aprendizagem afeta mais crianças que podemos imaginar. O que começa como uma dificuldade leve pode ser, na verdade, algo que necessitará de um acompanhamento profissional.
Não são poucos os casos de pais e professores equivocados quando descobrem que o filho/aluno não consegue assimilar determinada habilidade na vida acadêmica. Isso significa a possibilidade de um transtorno na vida do pequeno.

A figura do psicopedagogo é de grande importância a partir do momento que o profissional promove uma análise aprofundada do quadro apresentado pela criança. O processo consiste em determinadas etapas, sendo que a aplicação de atividades e uma conversa com o pequeno costumam ser as mais utilizadas.

Pais devem trazer alguma situação para conhecimento do profissional

Vale lembrar, no entanto, que o psicopedagogo deve ter uma apresentação dos possíveis problemas pelos pais e, até mesmo, pelos educadores. Somente com essas orientações, ele poderá traçar uma estratégia que estabeleça a metodologia mais indicada para cada caso. Por isso é sempre válido ressaltar a relevância da multidisciplinaridade em questões que envolvam desafios para crianças e seus familiares, como o distúrbio de aprendizagem.

Atenção dos pais é primordial

É preciso que os pais tenham muita paciência para não confundir o distúrbio com a dificuldade de aprendizagem. A segunda situação pode ser enfrentada por todos nós, inclusive por aquele aluno bastante inteligente.

Para ficar mais compreensível, a dificuldade de aprendizagem é algo mais pontual e que pode ser solucionado através de aulas particulares, monitorias, etc. Por exemplo: João não consegue aprender operações que envolvem soma; e Maria não entende o emprego das orações coordenadas.

Distúrbios de aprendizagem precisam de mais acompanhamento

Os casos que apresentam os distúrbios de aprendizagem são mais sérios e devem contar com o acompanhamento do psicopedagogo. Somente ele tem as coordenadas para a solução dos problemas apresentados.

Quais são os principais distúrbios de aprendizagem?

Dislexia: caracterizada pela dificuldade que a criança apresenta nas habilidades que se referem às ações como soletração, reconhecimento da palavra, desatenção, dispersão, atraso de desenvolvimento na linguagem, dificuldades para copiar conteúdos do livro e do quadro, vocabulário com poucas palavras.

Discalculia: caracterizada pelo bloqueio que a criança tem em tudo aquilo que se referir aos números: operações matemáticas e seus sinais; identificação de quantidades, classificar números, entre outras ações que envolvem raciocínio matemático.

Disgrafia: caracterizada principalmente por uma fraca assimilação da criança com a escrita: uso incorreto de letras maiúsculas e minúsculas; alinhamento indesejado, formação de letras aquém do esperado para a idade escolar, inclinação incorreta, entre outros.

O que todos os distúrbios de aprendizagem têm em comum?

Pode-se considerar o fato de tais distúrbios terem origem neurobiológica, o que mostra o quanto eles precisam ser tratados pelo psicopedagogo.

Quais são as atividades a serem aplicadas às crianças?

Não há existe uma ‘receita’ que possa ser aplicada em todos os casos, mas é bem verdade que o profissional de psicopedagogia tende a trabalhar em cima do problema apresentado pela criança; sobretudo com uma metodologia que impulsionará a situação acadêmica do pequeno.

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Comments 20

  1. Achei de suma importância a matéria. Poia a atuação e intervenção psicopedagógica é muito importante no momento certo!

  2. Bom Dia!
    Dra. Lu, preciso saber se vc tem algum livro publicado de atividades para aplicar em consultorio? Sei que não há uma receita, mas com as dicas, vamos adequando a necessidade de cada criança.
    Agradeço muito por toda ajuda que tem nos dado.
    Que Deus continue os abençoando !!

    1. NeuroSaber Responde
  3. Olá! Sou professora e possuo a psicopedagogia, no entanto escolhi ser somente professora. Com frequência realizo várias hipóteses diagnósticas, e mesmo com os conhecimentos que possuo, sei que não são suficientes.Acompanho a neurosaber diariamente, e tenham certeza a cada dia os admiro mais e mais. Atenciosamente, Flávia de J. Carvalho – Varginha/MG

  4. Gostaria de mais metodologias para trabalhar com a alfabetização com alunos autistas .

    1. NeuroSaber Responde
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