Atuação do Terapeuta Ocupacional no processo de aprendizagem

Vocês já sabem que a educação conta com muitas parcerias que ajudam a impulsionar a atuação dos profissionais e, sobretudo, a fruição do conhecimento por parte dos estudantes. O artigo de hoje vai falar sobre uma presença que tem contribuído imensamente na vida de crianças e adolescentes: a do terapeuta ocupacional.

O que vocês sabem sobre esses profissionais?

O terapeuta ocupacional, segundo o CREFITO – 8 (Conselho Regional de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional da 8ª Região – Paraná) é a pessoa que detém formação nas áreas da saúde e do social. A intervenção proposta e executada pelos profissionais devidamente formados em Terapia Ocupacional é bastante ampla e aborda várias habilidades, como “condutas fundamentadas em critérios avaliativos com eixo referencial pessoal, familiar, coletivo e social; coordenadas de acordo com o processo terapêutico implementado”.

Além de atuarem em diversos ambientes, os terapeutas ocupacionais são responsáveis por um protagonismo interessante nas escolas. Tudo isso se deve ao fato desses profissionais terem o conhecimento necessário para lidar com os desafios trazidos pelas crianças à sala de aula, principalmente no que se refere ao processo de aprendizagem.

Sendo assim, veja como se dá a atuação do terapeuta ocupacional e como ele contribui imensamente com o desenvolvimento dos estudantes no contexto educacional; seja por meio de uma intervenção pontual que priorize a coordenação motora ou de exercícios que trabalhem com um conjunto maior.

O terapeuta ocupacional e o processo de aprendizagem de crianças e adolescentes

A participação desses especialistas é de total importância para a vida de estudantes que necessitam de alguma ajuda no aspecto escolar. No entanto, trata-se de algo mais direcionado para questões que envolvam a inclusão motivada por transtornos de coordenação motora, disfunção neuromotora, processamento sensorial ou múltipla deficiência.

Enquanto o papel do pedagogo é estimular o saber e as técnicas que promoverão a habilidade pedagógica da criança, o terapeuta ocupacional ficará incumbido dos pontos colocados acima. Há que se ressaltar a participação multidisciplinar de diversos profissionais que trabalham em prol do processo de aprendizagem de uma pessoa.

O papel do terapeuta ocupacional está na capacidade do profissional de oferecer as coordenadas ao aluno através de atividades que estimulem as faculdades do corpo com o processo de aprendizagem. Um exemplo a ser dado é o fato de as crianças descobrirem suas habilidades por meio de brincadeiras. Elas servem, então, de ferramentas que incentivam o desenvolvimento e o aprendizado da criança.

Além disso, o terapeuta ocupacional pode utilizar tais tarefas para trabalhar os seguintes aspectos sensoriais: visual, audição e tátil (imprescindíveis para o conhecimento da criança, sem contar com a possibilidade da construção de conceitos importantes para sua formação: espaço, tempo, cor, profundidade, etc.).

O terapeuta ocupacional e o professor

Essa parceria merece bastante atenção, pois um precisa do outro de forma significativa. Ambos podem trabalhar com o aprimoramento de habilidades que refletem na vida acadêmica do aluno, como a coordenação grafomotora, por exemplo. Por meio de atividades lúdicas e pedagógicas, o protagonismo dos dois profissionais tende a promover a evolução do aluno e o acesso a uma qualidade de vida muito melhor.

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Comments 28

  1. Boa noite!
    Gostei muito do tema apresentado. Todas as escolas deveriam ter um Terapeuta Ocupacional. Sou graduada em Pedagogia e atua na área da Educação há mais de vinte anos em instituições privadas e o que observo é que o Orientador Pedagógico acaba desempenhando o papel do Terapeuta Ocupacional e do Orientador Educacional. É muito importante para o desenvolvimento educacional da criança que nas instituições tenham esses profissionais, até para não se sobrecarregarem, e fazerem um ótimo trabalho.

    1. NeuroSaber Responde
  2. Sou terapeuta fiquei feliz em ler que a neuro saber abordou a importância desse profissional e sua atuação no processo de aprendizagem.

    1. NeuroSaber Responde
  3. O meu comentário é o agradecimento que tenho por ter a oportunidade que tenho de receber tão nobre ensino que Vem a somar e enriquecer minha profissão como educadora! A cada vídeo que assisto, em cada infirmacao que leio me afirmo cada vez mais como uma eterna aprendiz capaz de aprender sempre com pessoas que sabem dividir e partilhar tão cobre conhecimento! Obrigada por sempre lembrar de mim e mantet-me infomada!!!

    1. NeuroSaber Responde
  4. Olá Lu Brites boa noite! Gostaria de saber a diferença da atuação do Terapeuta ocupacional e do Psicomotricista nas dificuldades de aprendizagem?

    1. NeuroSaber Responde
  5. meu filho tem 16 anos, desde OS 4 busco ajudA DE PROFISSIONAIS E SOMENTE NO MÊS PASSADO ME DERAM O DIAGNOSTICO DE SINDROME DE ASPERGER. AGORA PRECISO CORRER CONTRA O TEMPO, ESTOU PROCURANDO AS ONGS TERAPEUTICAS PARA PEDIR AJUDA

    1. NeuroSaber Responde
  6. É em uma sala de aula que percebemos a importância desses profissionais no processo de aprendizagem dos nossos as lunos.

    1. NeuroSaber Responde
  7. Sou musicoterapeuta,e a musicoterapia é fundamental num tratamento de aspectos sociais, Psicomotores, Cognitivos( aprendizagem)/ habilidades! Vcs tem que colocar essa informação. Bjs

    1. NeuroSaber Responde
  8. Esse artigo foi muito bom para esclarecer sobre o papel do Terapeuta ocupacional na educação escolar! as pessoas tem muitas duvidas sobre o papel do T.O NA ESCOLA, se pudesse falar mas sobre o assunto seria ótimo.

    1. NeuroSaber Responde
  9. Me encanto com as informações da Neurosaber. Estão fortalecendo e contribuindo para o trabalho que executo. Me formei a pouco em Neuropsicopedagogia. E sua contribuição tem sido fundamental no complemento dessa pós. Obrigada!

    1. NeuroSaber Responde
  10. Quero parabenizar o casal Dr. Clay e Luciana por divulgar o trabalho da Terapia Ocupacional na Neuropediatria. Trabalho como T.O. a 15 anos. Trabalhei um tempo em Apaes fico feliz em ver um médico valorizando trabalho de Equipes Multidisciplinar e que sozinhos não conseguimos fazer nada. Virei telespectadora assídua. Muito obrigada pelas aulas e pelas novidades da área de neuro. Sucesso ao casal!

    1. NeuroSaber Responde
  11. Pingback: O que são as doenças Neurológicas Funcionais? - NeuroSaber

    1. NeuroSaber Responde
  12. obrigada por mais contribuições de seus conhecimentos.
    você tem alguns artigos que falem da dificuldade de inclusão de meninas com problemas auditivos, no ensino regular? Estou desenvolvendo um artigo sobre este
    tema.

    Agradeço!

    1. NeuroSaber Responde
  13. Bom dia!

    Estou fazendo uma pós atualmente em Educação Especial em DI, e o artigo acima veio ao encontro ao artigo que quero escrever no final deste curso.
    Ao fazer o estágio na sala de recursos em escolas públicas quero fazer por minha conta uma ponte em espaços que o TO atua com crianças autistas para depois descrever os benefícios deste profissional com a classe de recursos para a criança com TEA.
    Caso tenha outro artigo que retrate especificamente o aluno TEA em Sala de Ed. Especial x Terapeuta Ocupacional pode enviar para o meu e-mail.

    Agradeço atenção, abraços
    Prof. Patricia

    1. NeuroSaber Responde
  14. Como sempre devemos parabenizar esta bela equipe pelos esclarecimentos. Adoraria ter essa ajuda mútua entre os profissionais e de atendimento a essas crianças, infelizmente não temos essa interação profissional. O atendimento as crianças e pouquíssimos e fechado. Sem evolutiva para o professor e os pais não valorizam o trabalho e desistem do tratamento.

    1. NeuroSaber Responde

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