Como atuar em uma crise depressiva infantil?

Vocês sabiam que a depressão infantil está mais presente do que podemos imaginar? Segundo estudos realizados na área médica, a depressão representa uma patologia com uma alta e crescente incidência na população geral. A prevalência desse quadro no grupo que abarca crianças e adolescentes está representada em taxas que variam de 0,3% a 5,9%; reforçando a necessidade do tratamento como uma questão de saúde pública.

O problema de um diagnóstico tardio está no risco de o paciente não deixar transparecer a existência dessa psicopatologia e, com isso, levá-la para a fase adulta. Tal situação mostra como é importante os pais observarem alguns sinais que podem revelar traços da depressão infantil.

O que fazer para lidar com crianças depressivas?

Antes de qualquer atitude, a primeira deve ser a procura por especialistas. A psicoterapia tem sido uma das intervenções mais eficazes na busca pelo controle da depressão nessa faixa etária. Dentre os tratamentos psicoterapêuticos disponíveis, os profissionais da área procuram adotar os métodos que são adaptados a cada necessidade. Veja abaixo:

– TCC (Terapia cognitivo-comportamental): esta intervenção atua sobre os pensamentos causados por uma determinada situação estimulante, tendo em vista que tais pensamentos dão origem aos sentimentos e comportamentos que caracterizam a relação do indivíduo com o ambiente em que ele está inserido;

– Psicoterapia de orientação psicodinâmica: esta intervenção é responsável por envolver a reativação do processo de desenvolvimento normal. Isso significa que as experiências na relação terapêutica contribuem bastante para revisões construtivas do self, expressando-se em mudanças nas representações de si e das outras pessoas, desenvolvida pelo aprimoramento de habilidades reflexivas da criança. Este modelo de terapia proporciona aos pequenos a possibilidade de explorar melhor a liberdade interna, além de otimizar suas capacidades adaptativas;

– Psicoterapia interpessoal: este modelo terapêutico procura fazer conexões entre o início dos sintomas da depressão infantil e os problemas interpessoais enfrentados atualmente pela criança. Tal intervenção pretende lidar mais com os relacionamentos dos pequenos com as pessoas. Isso enfatiza mais o contexto social imediato do paciente. O profissional objetiva intervir na formação dos sintomas e na disfunção social atribuída à depressão do que propriamente em aspectos da personalidade do paciente.

Quais são os sintomas da depressão infantil?

– Dificuldades acadêmicas;
– Problemas de relacionamento com os colegas de classe;
– Falta de concentração e desinteresse em aprender;
– Tristeza;
– Irritabilidade;
– Tédio;
– Baixa autoestima;
– Descrença em si mesmo;
– Ideação suicida;

Existem comorbidades na depressão infantil?

Sim. Estudos sugerem que essa condição pode vir acompanhada de transtornos e distúrbios associados. A depressão infantil é diagnosticada em crianças que convivem com Transtorno de Ansiedade (TA), Transtorno de Conduta (TC), Transtorno Opositor Desafiador (TOD) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Existem fatores de risco associados?

Sim. De acordo com pesquisas, o aparecimento de depressão infantil pode estar ligado a fatores diversos, tais como: uso precoce do álcool, abuso físico e sexual; presença do TDAH, perdas pessoais (de pais, irmãos e amigos); condutas inadequadas por parte dos responsáveis, etc.

Dr Clay Brites

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Comments 3

    1. Adriana Matias
  1. O meu filho tem TDAH TOD TA, então foi isso influenciou a ter a depressão..

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