Como é o comportamento da criança com autismo?

Identificar o comportamento de uma criança com autismo é algo necessário para que pais, mães e demais responsáveis possam oferecer as condições que favoreçam o seu bem-estar. Tudo isso considerando que o pequeno estará assistido por um especialista e uma equipe multidisciplinar de terapeutas.

Esse acompanhamento visa à diminuição de sintomas e à busca pela autonomia, dentro das possibilidades de cada paciente. Por isso é imprescindível procurar ajuda e estar sempre disposto a providenciar soluções para as crianças que vivem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Vocês vão conferir neste artigo quais os comportamentos mais comuns no autismo infantil.

O contato visual de mãe para filho

Todo mundo sabe que os primeiros contatos se dão no olhar, geralmente de mãe para filho. No caso de uma criança com autismo, ela não fixa o olhar por muito tempo.

Ainda bebê, ela não se mostra muito interessada nas vozes das pessoas que estão por perto e nem mesmo pelos estímulos. Há que se considerar o fato de que cada caso deve ser observado separadamente. No entanto, algumas características costumam se apresentar em boa parte dos pacientes, como o pouco contato visual.

Curiosidade e interação abaixo do esperado

Outro ponto que merece destaque, e mencionado sutilmente acima, é o fato de a criança se mostrar pouco curiosa com as pessoas, os estímulos e os objetos que apresentam a ela. Muitas vezes ela fica parada por um bom tempo, olhando para um determinado ponto e demonstra não estar interessada em nada que esteja presente naquele ambiente.

Hora de brincar

A criança com autismo pode e deve brincar. No entanto, é preciso saber que o tempo dela é outro, ou seja, a brincadeira pode acontecer, mas o pequeno vai querer parar quando algo começar a incomodá-lo. Aliás, qualquer atividade ou gincana que cause sensação de aperto tende a irritá-lo. Isso pode ocorrer devido a sua hipersensibilidade.

Há casos daqueles que preferem brincar sozinho no seu canto e com o objeto preferido. Vale lembrar aos pais que a criança com autismo jamais deve ser forçada a brincar com os demais. O processo deve ser conduzido por meio de intervenções que procurem estabelecer no pequeno a condição exata para despertar nele a vontade de se juntar aos colegas e amigos.

Outro caso que deve ser relatado é aquele de crianças que não são muito flexíveis diante de alguma mudança proposta (geralmente que saiam da rotina). Elas tendem a se isolar por conta disso.

No entanto, vale reforçar aqui a seguinte situação: sempre que houver condições de convidá-las para brincar, não hesite, chame.  Elas gostam de se divertir, com um jeito peculiar, mas isso não as impedem de serem crianças.

A criança com autismo e a hipersensibilidade

Eis aí uma situação que desperta certa preocupação por parte de pais e responsáveis. Quando o pequeno apresenta essa característica, ele tende a necessitar de cuidados específicos. Uma das condições do TEA é a hipersensibilidade.

Nesse caso, o paciente pode apresentar sentidos extremamente apurados (olfato, paladar, audição, visão ou o toque da criança). É preciso cautela e procurar saber qual é a condição da criança.

Qual o tratamento mais indicado?

Na verdade, o que podemos salientar é a importância de o pequeno ser assistido por uma equipe multidisciplinar. No entanto, o passo inicial é a procura de sua família por um médico que possa diagnosticar a existência do autismo.

A partir desse ponto, a criança passará por todas as intervenções que visem ao desenvolvimento de suas habilidades diante do ambiente familiar, escolar (a escola exerce um papel importante na socialização da criança) e nos demais meios que fazem parte de sua vida.

 

Dr Clay Brites

Compartilhe este artigo

Comments 1

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *