Como lidar com o TGD na escola? (Transtornos Globais do Desenvolvimento)

O fato de lidar com alunos que sejam diagnosticados com síndromes, que pertençam ao TGD (Transtornos Globais do Desenvolvimento), é um desafio real para os educadores. O ambiente escolar mostra-se como um local onde a diversidade deve ser levada a sério.

Nesse caso específico, os estudantes dependem de uma atenção especial por parte dos adultos, mas isso não significa que os pequenos ficarão isolados do restante da turma. Muito pelo contrário. Antes, porém, vamos relembrar em que consiste o TGD.

O que é o TGD?

O TGD pode ser considerado como um conjunto de síndromes que interferem nas interações sociais recíprocas a partir dos primeiros anos de vida. Em outras palavras, aspectos ligados à comunicação (verbal, visual, emocional) da criança são afetados. Ela simplesmente não consegue corresponder aos estímulos desses sentidos. Além disso, os comportamentos podem vir acompanhados de estereótipos.

Você deve ter notado que a descrição acima remete bastante a casos de autismo, correto? A proximidade faz todo sentido, pois estão incluídos no TGD os transtornos pertencentes ao TEA (Transtorno do Espectro Autista), além de outras síndromes.

É impossível diagnosticar esses casos antes dos 3 anos. Porém, por volta dos 5 anos, a criança começa a demonstrar alguns traços que podem manifestar uma diferença em relação a outras que tenham a mesma idade. Eis o momento de procurar ajuda especializada profissional.

Como é a criança TGD na escola?

A princípio, educadores de primeira viagem devem ficar um pouco apreensivos quanto à forma de lidarem com as crianças. Nesses casos, a escola deve disponibilizar um profissional que já esteja acostumado à recepção de alunos TGD e outros transtornos.

No caso de dúvidas, nunca deixe de perguntar ou pesquisar qual a melhor solução para resolver uma situação-problema dentro de sala ou com alguma atividade, por exemplo. O esclarecimento é sempre a melhor saída.

O aluno em questão traz suas peculiaridades para a sala de aula, mas alguns pontos em comum podem ser notados através de seus comportamentos, já mencionados acima (não corresponder à comunicação visual, verbal, etc.).

Que atividades podem ser dadas a eles?

Não existe uma resposta única para esta pergunta, o que há é adaptação. Em situações de alunos especiais em uma escola regular, o segredo é adaptar instalações, metodologias e outros tópicos para que haja a devida inclusão dos estudantes.

No entanto, existem algumas atividades recomendáveis que podem fazer diferença na vida da criança, tal como comunicação e tecnologia assistiva; aulas com acompanhamento psicopedagógico, fonoaudiológico; exercícios que impulsionam a psicomotricidade; além de tarefas que procurem estabelecer, gradativamente, o contato mais efetivo da criança com as pessoas que compõem o ambiente que a cerca.

A importância da escola inclusiva

É importante frisar sempre no valor que a inclusão de alunos especiais pode representar na vida dos pequenos e de suas famílias. O fato de incluir, no entanto, refere-se ao fato de colocar a criança no centro das atividades; mostrar a elas que a dinâmica da turma só acontece quando ela também é parte integrante das tarefas.

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Comments 3

  1. É importante considerar sempre a maneira que a própria pessoa faz para direcionar seu aprendizado mostrando a modalidade de aprendizagem.

  2. Muito interessante as informações sobre TGD, fica bem mais fácil informar aos professores como lidar com crianças especiais.Muito obrigado.

  3. É verdade, quando a descoberta é cedo facilita o desenvolvimento intelectual e evita confundir com outras patologias, mas também é favorável às estimulações para que a criança com o Transtorno adquira experiência e se torne menos dependente.

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