Como lidar com o TOD (Transtorno Opositivo Desafiador)

Por acaso vocês já notaram que algumas crianças são persistentemente rebeldes, desobedientes e costumam responder a qualquer advertência feita pelos adultos? Em situações de contrariedade, elas demonstram explosões de fúria, grande hostilidade e até mesmo sentimento de vingança? Muitos pais e mães convivem com filhos que manifestam esses sinais. No começo é comum que isso seja confundido com um simples caso de desobediência.

No entanto, esses casos pedem muito mais atenção e cautela, pois o acompanhamento com um especialista faz-se necessário frente ao progresso dessas reações ao longo do desenvolvimento da criança. O motivo desse alerta deve-se ao Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD).

O que é o Transtorno Opositivo-Desafiador?

Podemos considerar que o TOD é uma condição em que uma das consequências é o  impacto no aspecto comportamental da criança. Isso acontece porque o pequeno começa a conviver com um grande sentimento de irritabilidade. Vale ressaltar também que o pequeno pode ter momentos em que a indisciplina causa desgaste não só em si mesmo, mas em toda a sua família.

Sendo assim, o dia a dia com uma pessoa que apresenta as características presentes no TOD necessita de muita cautela e paciência por parte de seus familiares e amigos. O tratamento é fundamental para tornar os efeitos mais brandos.

Como lidar com o TOD?

– Bom, antes de pensar em como diminuir as reações da criança com o Transtorno Opositivo-Desafiador é preciso estar atento a alguns comportamentos que vocês adultos adotam no cotidiano. Sabiam que um lar onde os pais costumam se tratar de forma hostil pode impactar na forma com a qual os filhos se comportam? Sim, inclusive no TOD.

– Portanto, a primeira dica é que você e seu cônjuge evitem, ao máximo, agressões físicas e verbais. Lembre-se que a criança vai se basear na maneira que as pessoas se relacionam no ambiente doméstico.

– Quando o pequeno fizer alguma coisa boa, tente mostrar que aquela atitude é correta e deixa todos felizes, além de torná-lo uma pessoa mais querida. Esse estímulo fortalece a autoestima.

– A participação da criança em atividades esportivas é fundamental para que ela aprenda a ter mais disciplina. Outro benefício que seus filhos podem adquirir é a percepção do trabalho em equipe, muito influenciado pelo dinamismo presente em tais práticas. Eis aí uma excelente maneira de induzir o pequeno em tarefas que podem auxiliá-lo na interação social.

– Escolha sempre o caminho do diálogo, todos têm muito a ganhar com isso.

Como é o tratamento?

O Transtorno Opositivo-Desafiador necessita de acompanhamento profissional para que suas características sejam diminuídas e desapareçam. No entanto, é preciso dizer que quanto antes for descoberto, mais fácil será o controle da situação.

Caso a criança chegue à adolescência, o TOD pode evoluir para distúrbios que tornarão a situação ainda mais séria, como o surgimento do Transtorno de Conduta, por exemplo. Além disso, o abuso de álcool e outras drogas pode se intensificar. Há pacientes diagnosticados com TOD que também convivem com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

As intervenções se pautam em psicoterapia infantil. O especialista vai analisar também o ambiente familiar em que a criança vive e qual a relação social que ela demonstra em situações que requerem sua participação em determinados meios.  A terapia para a família também não está descartada.

Vale dizer que a psicoterapia visa trabalhar aquelas situações em que a criança precisa lidar com alguma frustração (onde surgem os momentos de raiva e outros traços já mencionados anteriormente). A orientação dada aos pais tem o objetivo de ajudá-los no comportamento e nos métodos a serem aplicados dentro de casa.

Luciana Brites Psicomotricista

 

 

 

 

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Comments 15

  1. Meu filho tem 8 anos e apresenta alguns desses comportamentos, foi diagnosticado com tdah toma o clo medicamento, mais ainda não vi grande evolução não

    1. Suporte Neurosaber
  2. Meu filho tem 6 anos, faz tratamento com o Dr. Cley Britz
    Ele tem hiperatividade, défit de atenção e TOD, transtorno Opositivo Desafiador.
    Tem dias difíceis, as aulas começaram e teve dias da professora duvidar que estou dando os remédios, pois tem dias que ele está mais calmo e dias mais agitados.

  3. Sou Priscila pedagoga é estou alimentando das suas orientações, que estão sendo de muita importância para minha vida pessoal e profissional.

    1. Suporte Neurosaber
  4. Meu entiado tem tdh+ TOD agora esta tomando a ritalina .Mais quando fica sem fica parece um louco fala muita bobeira e fica chingando eu vejo que se ele pudesse me agredia.ele tem 13 anos

  5. É de suma importância o acompanhamento com o psicólogo. Não adianta só medicar! Psiquiatria é prescrição de medicamentos praticamente, e o psicólogo vai orientar para que seja notório a evolução.

    1. Suporte Neurosaber

      Olá Elisângela , a multidisciplinaridade é imprescindível em praticamente todas as intervenções que lidam com distúrbios de neurodesenvolvimento. Sendo assim, é preciso reiterar a presença de dois profissionais que representam uma marca indispensável no tratamento do TOD: o neurologista e o psiquiatra infantil. Esses especialistas são devidamente preparados e direcionados para perceber os sintomas e tratá-los assim que há a confirmação do transtorno.

      Psicólogos, analistas comportamentais e psicopedagogos também podem compor o grupo de especialistas que oferecem intervenções às crianças e aos jovens que convivem com o TOD. As terapias propostas por esses profissionais também são indispensáveis para o tratamento do transtorno, principalmente se houver alguma possibilidade de comorbidades ou transtornos associados .

  6. É possível identificar TOD a partir de que idade? Noto minha bebê de 1a5m há algum tempo sempre contrariando as ordens dadas, de forma desafiadora, embora com um sorriso no rosto.

    1. Suporte Neurosaber
  7. Meu filho tem 9 anos desde muito pequeno reage muito a qualquer comando /ordem ou regra, desafia os adultos e colegas e tenta impor suas vontades. Quando não consegue o que quer torna-se muito agressivo. Depois que passa o momento de raiva se arrepende muito, percebe que fez besteiras e pormete se controlar na proxima vez.
    Até o ano passado ele só demonstrava esse comportamento em casa , era muito agressivo e certas vezes tinhamos medo que se machucasse. Tanto fez que a pessoa que trabalhava lá em casa desde antes do seu nascimento (e que ele ama muito) foi embora. Após este dia seu comportamento em casa melhorou muito, sentiu-se culpado e entendeu a consequencia dos seus atos. No entanto começou a apresentar problemas de comportamento na escola. Muitas vezes se recusa a fazer prova, deveres e copiar coisas do quadro.
    Esta tomando medicação e fazendo tratamento terapeutico.
    Fiquei assustada com a leitura que fiz aqui que diz que TOD não tem cura, confesso que não recebi o diagnostico fechado de que ele tenha TOD, mas me assusta muito a possibilidade de receber este diagnostico. Se não tem cura, como é a vida de um adulto com este tipo de transtorno ? Sempre imaginei que com o amadurecimento este tipo de comportamento se ajustaria.

    1. NeuroSaber Responde
  8. Olá. Sou pedagoga e tenho um aluno que está sendo diagnosticado com TOD. Ele sempre teve um comportamento bem difícil. Ele tem hoje cinco anos e fiquei sabendo que ainda no primeiro maternal ele foi diagnosticado com autismo e recebeu alta do tratamento. No final do ano passado ele já havia melhorado muito seu comportamento. Mas esse ano, tudo piorou. Finalmente os pais começaram a levar isso mais a sério e procurar ajuda. Às vezes é bem difícil lidar com ele, ele é um bom menino, gosto e muito dele, mas já existe uma certa implicância das outras crianças com ele e há momentos em que o comportamento dele muda da água para o vinho, se contrariado ele chora, se joga embaixo da mesa, sai correndo da sala. Como agir nessas situações?

    1. NeuroSaber Responde

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