Como lidar com os medos e ansiedade em criança?

Toda criança sente medo. Isso é normal, pois durante a infância começa a surgir uma infinidade de coisas novas ou que até então não faziam parte do contexto do pequeno. Ir para a escola, ter de conviver com pessoas estranhas, separar-se dos pais por um período determinado, resolver algumas situações sem a ajuda da mãe.

Enfim, existe uma série de fatores que podem aumentar ou interferir no comportamento da criança. Como consequência, ela tende a ficar ansiosa. Mas então o que pode ser feito para lidar com a ansiedade dos pequenos?

A resposta é sim e os efeitos desse transtorno atingem não só o aspecto comportamental, mas também o corpo: taquicardia, dor de barriga, problemas intestinais, tremores, falta de ar, entre outros.

De acordo com a Associação Americana de Transtornos de Ansiedade, a incidência da condição em pessoas de 5 a 16 anos pode variar entre 9% a 15% dessa população. Tudo isso mostra que nossos pequenos podem, sim, conviver com o distúrbio.

O problema é que muitos pais desconhecem essa situação e acabam brigando com as crianças diante de algum comportamento que demonstre medo ou grande ansiedade, encarando tal distúrbio como uma simples birra. As consequências desse transtorno, quando não devidamente tratado, podem ser graves, como o desenvolvimento de fobia social.

O que fazer para lidar com a ansiedade da criança?

O primeiro passo é perceber que o pequeno é ansioso. No entanto, isso só pode ser feito quando vocês começam a observar alguns pontos que demonstrem a existência da condição. O próximo passo é procurar ajuda profissional, pois somente os especialistas saberão conduzir as intervenções de forma eficaz.

O tipo de tratamento mais recomendado é a Terapia Cognitivo-Comportamental. Ela pode ser definida como uma psicoterapia cujo campo de atuação ocorre sobre pensamentos surgidos por uma dada situação estimulante.

Importante explicar que tais concepções são possibilitadas por gerar os comportamentos e os sentimentos que caracterizam a relação da criança com o espaço que ela está.

Em outras palavras, podemos dizer que a Terapia Cognitivo-Comportamental visa à autorregulação dos pequenos pacientes; além de ensiná-los a ter autocontrole em todas as situações. Um importante passo para saber lidar com a ansiedade.

O que pode ser feito em casa?

Vocês viram que é importante contar com auxílio de profissional para esses casos. No entanto, há maneiras de complementar (e não substituir) as técnicas que procuram diminuir o medo e ansiedade dos pequenos.

A primeira coisa que os pais e as mães devem ter em mente é: não posso ficar ansioso por causa do meu filho. Isso pode aumentar a irritabilidade e a insegurança dos pequenos.

Procure o diálogo. É extremamente saudável quando você pode conversar com sua criança sobre o dia a dia dela, sobre as obrigações que ela passará a ter ao ir para a escola; sobre algumas situações onde vai ser preciso se acostumar com a sua ausência. Não é uma tarefa fácil, mas que, com muita paciência, as terapias podem surtir efeito.

Mas e quando a ansiedade e o medo persistem?

Bom, nesse caso é importante que haja tanto a terapia como o uso de medicamentos que tendem a diminuir o quadro de ansiedade da criança. Reiterando que apenas os profissionais estão aptos para recomendar esses remédios.

Dicas importantes

Voltando ao ambiente doméstico, no que diz respeito à forma de lidar com a ansiedade e o medo proveniente dessa condição, devemos salientar outros pontos importantes, a saber: propor atividades onde vocês possam aproveitar maior tempo juntos; adotar exercícios de respiração e relaxamento e, lembre-se, manter sempre a paciência com o seu pequeno.

 

Dr Clay Brites

 

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Comments 1

  1. Bom dia, Minha filha tem o diagnóstico de ansiedade generalizada e transtorno de somatização . Ela começou o tratamento com psicólogo e psiquiatra. tomou medicamentos por um período e quis abandonar tudo. Hoje ela tem aversão a qquer remédio. Ela destruiu o quarto, no guarda roupas não sobrou porta. Ela fica nervosa começa a vomitar jatos sem enjoo. tontura, falta de ar. Na última consulta com a psiquiatra ela falou em suicídio. Ela tem 17,6 anos. Sou separada e segundo a psicóloga ela… odeia o pai. / Que escolheu a maneira errada de viver. drogas, prisão. Eu faço oque posso e oque não posso. Mas não é suficiente.

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