Como melhorar o transtorno de conduta infantil?

O transtorno de conduta (TC) não se trata de uma simples desobediência casual. A situação, infelizmente, é bem mais séria do que um momento de pirraça ou birra. O artigo de hoje vai detalhar como melhorar não só a vida das crianças que convivem com o TC, mas também de seus familiares; além de explicar um pouco mais sobre o transtorno.

O que fazer para diminuir os efeitos do Transtorno de Conduta?

As intervenções realizadas junto à família e à escola, por exemplo, costumam ser bastante recomendados, principalmente a psicoterapia familiar ou individual; orientação de pais, etc.). Contudo, essas não são as únicas maneiras de se oferecer o tratamento ao Transtorno de Conduta.

Os casos são bastante variados e cada paciente pode se manifestar de uma maneira diferente. Portanto, o tratamento com psicofármacos é indicado para crianças que convivam tanto com o TC quanto com outras comorbidades, como o TDAH (veja mais abaixo).

Outra opção é a hospitalização, mas este caso é voltado para situações mais extremas, além de ser empregado em casos de jovens e adultos com TC, sobretudo aqueles que colocam a própria vida em risco.

Como podemos definir o Transtorno de Conduta?

O Transtorno de Conduta é uma das alterações mentais ou comportamentais mais frequentes na infância. Parte considerável dos pacientes abaixo dos 10 anos de idade, que procura atendimento psiquiátrico, é diagnosticada com TC.

Para se ter uma ideia, somente no Canadá, o número de pessoas entre 4 e 16 anos atingidas pelo TC chega a 5,5% da população geral; as taxas entre os gêneros variam da seguinte forma: 1,8% em meninas (com idades entre 4 e 11 anos) e 10,4% em meninos (com idades entre 12 e 16 anos).

Quais são as características?

Deve-se considerar um elemento-chave, cuja incidência abre possibilidades para outras atitudes que caracterizam o Transtorno de Conduta: o comportamento antissocial. Portanto, existe uma série de fatores que servem de características para a ocorrência do TC.

Segundo os critérios diagnósticos do DSM-IV para este transtorno, pode-se elencar aproximadamente 15 tópicos incluídos no aspecto antissocial comportamental, entre eles: insubordinação em casa, na escola e em qualquer outro ambiente; furto de objetos de valor, etc.

Existe alguma ligação com o TDAH?

Sim. O Transtorno de Conduta, quando iniciado antes dos 10 anos de idade, tem grandes chances de ser acompanhado do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Sendo o TDAH a comorbidade mais comum entre crianças com TC (43% dos casos), os pacientes do sexo masculino correspondem por uma parcela maior das pessoas diagnosticadas com ambos os distúrbios.

Existem fatores associados ao Transtorno de Conduta? Quais são eles?

Sim, de acordo com estudos, o Transtorno de Conduta na infância está ligado a fatores (constitucionais e ambientais) determinantes para sua incidência. Vejam a seguir:

– Ser do sexo masculino;

– Receber cuidados materno e paterno inadequados;

– Viver em um local com discórdias familiares;

– Ser criado por pais agressivos e violentos;

– Ser filho de mãe com problema mental;

– Violência doméstica e abusos (principalmente quando a criança presencia ou é vitimada pela ação);

– Fatores genéticos e neurofisiológicos;

– Outros.

Importante saber

Alguns acontecimentos da vida podem contribuir com a persistência do comportamento antissocial na adolescência e na fase adulta. Vale salientar que o ambiente escolar, dependendo de suas características, pode estimular ou desestimular o comportamento antissocial da criança. Isso significa que o apoio e a aproximação da vida pessoal e escolar de seu filho deve ser observado com total atenção. Em caso de dúvida, procure um especialista.

Dr Clay Brites

 

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Comments 4

  1. Poderiam me indicar um especialista em TDAH , em Minas Gerais, para tratamento de adolescente/ adulto ?

    1. Adriana Matias
  2. queria saber se meu filho so tem tdah ou se ele tem autismo também, queria um profissional em Teresina PI

    1. Adriana Matias

      Olá Luiza ,

      não tem nenhum profissional para te indicar no momento , mas para fazer o diagnóstico procure um profissional especializado em TDAH ou neurologista .

      Att
      Equipe Neurosaber

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