Como preparar a criança autista para conviver em sociedade?

Diante do diagnóstico do Espectro Autista (TEA), pais e mães pensam acerca do que podem fazer para oferecer aos seus filhos uma vida agradável e cheia de aprendizados. O papel que essas crianças terão na sociedade responde por boa parte dessa questão.

A convivência desse grupo no espaço social simboliza um desafio, mas também uma superação quando conquistada. O artigo de hoje traz esse assunto para todos aqueles que desejam saber sobre como preparar a criança com autismo em relação à sua interação com as demais pessoas.

O auxílio médico é um passo importante?

Sim. A entrevista com um profissional da saúde significa um avanço no que diz respeito a essa inserção da criança com TEA na sociedade. Afinal, a missão do especialista é de identificar o caso apresentado pelos pais do pequeno e, assim, propor intervenções que sejam indicadas para o tratamento do paciente.

A partir desse acompanhamento, torna-se possível estabelecer algumas estratégias para promover a interação social. Esse ponto é importante, pois vai ao encontro das dificuldades que seu filho pode ter. Sendo assim, com base nesses levantamentos feitos pelo médico, os passos posteriores já podem ser esquematizados.

Socializando em casa

Nada melhor que a família para incentivar comportamentos e atitudes que impulsionarão a vida dos pequenos. O ambiente do lar é propício para oferecer a eles situações, que muitas vezes podem ser criadas, cuja finalidade será a de educá-las para a vida dentro do meio social em que elas estarão inseridas.

O que pode ser feito em casa: estabelecer atividades com as crianças, cuja objetivo é a estimulação de seu aspecto comportamental. Se houver mais crianças em casa, melhor ainda. Pois elas podem aprender a compartilhar seus brinquedos, brincar, conviver e aprender questões que serão levadas para fora do lar, como a escola, por exemplo.

O espaço escolar: um local de aprendizagens para a vida

A sala de aula é um divisor de águas, pois todos os alunos terão algum desafio a ser superado. No caso dos pequenos com autismo não é diferente. Os educadores são grandes auxiliares nessas questões, pois eles têm as estratégias certas na socialização dessas crianças.

O que pode ser feito na escola: brincadeiras e tarefas em grupo, atividades que promovam a participação de todos, criação de ambientes que permitam a permanência harmoniosa do estudante junto aos demais, uso de recursos imagéticos que estimulem a comunicação e a interação do pequeno, entre outros.

– Além disso, é de extrema importância que o grupo da sala, a qual a criança estará, saiba que o colega tem autismo (e que ele merece uma atenção diferenciada e respeito) . Um detalhe que não deve passar despercebido é o fato de estimulá-los a um trabalho em conjunto no auxílio à socialização desse aluno. Impulsionar o respeito às diferenças é um dos principais deveres de uma escola.

Estimule a criança a brincar

Nunca impeça o pequeno de obter diversão. Desde que tal atitude não ofereça riscos, os pais devem estimular seus filhos às tarefas lúdicas, seja com os irmãos, primos, vizinhos ou outros amigos da vizinhança. Dessa forma, o pequeno poderá desenvolver sua interação social. Lembrando sempre da importância do auxílio profissional para as intervenções.

 

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Comments 4

  1. Sempre eu acompanho tanto a Lu Brites como o Dr.Clai Brites. E vejo a importância de estarmos aprendendo a cada dia, e eles nos dão essa imensa contribuição nos seus ensinamentos. Agradeço muito esse compartilhamento em seus conhecimentos e a disponibilidade em mostrarem a melhor maneira em passar para todos tudo que eles têm a ensinar. Muito obrigada mesmo!

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