Como realizar a inclusão escolar?

Sabia que o acesso ao acompanhamento pedagógico é assegurado por lei? Isso mesmo, a educação é um direito universal. É bem verdade que há casos e casos; e todos eles devem ser tratados isoladamente para considerar a real situação do aluno. No entanto, nada como adaptar o ambiente ao estudante de forma que ele obtenha todos os proveitos possíveis acerca do conhecimento que a ele são garantidos.

Confiram quais são os passos a serem dados no processo de inclusão escolar e como todos nós podemos fazer a nossa parte. O estímulo deve vir não só de dentro da sala de aula, mas da família e da sociedade também e isso tem a ver com nosso primeiro tópico.

Como a família contribui para a inclusão do escolar?

Tudo começa com uma observação mais detalhada acerca do comportamento que a criança apresenta dentro de casa. Peguemos como exemplo um caso de autismo: o pequeno já começa a demonstrar alguns sinais sutis ainda bebê. Um olhar que não se encontra com o da mãe, um choro agitado sempre que vai ao colo, certo distanciamento de seus pares (crianças da mesma faixa etária).

Com esses sintomas ainda é impossível diagnosticar o Transtorno do Espectro Autista (TEA) sem o acompanhamento de um médico. Portanto, é fundamental que diante de qualquer suspeita de autismo ou algum distúrbio (associado ou não), o especialista seja procurado para que ele possa avaliar a situação. Importante deixar claro que o profissional se baseia em escalas de avaliação reconhecidas pela comunidade científica. Somente com esse aval é que o diagnóstico pode ser dado.

Então, quando a família está inteirada do assunto, a inclusão escolar é possibilitada, pois haverá uma articulação entre núcleo familiar, escola e terapeutas. Isso estabelece uma ligação crucial e que possibilita o desenvolvimento da criança, como vocês verão abaixo.

Acompanhamento multidisciplinar: a chave para a inclusão escolar

Quando o aluno é assistido por uma equipe formada por profissionais de áreas distintas, as chances de as intervenções serem eficazes são enormes. Entretanto, para que haja tal evolução, é recomendável que o tratamento seja precoce. O acompanhamento feito por médicos, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, psicoterapeutas, analistas comportamentais, psiquiatras (dentre outros tão importantes quanto) faz diferença.

Isso significa que quando a criança concilia o percurso pedagógico com as intervenções, o desenvolvimento dela tende a ser mais notável e, provavelmente, mais rápido em comparação a outras (crianças) com o mesmo problema, mas que foram diagnosticadas tardiamente. Reiteramos que quanto antes, melhor.

Adaptação de toda a escola

Esse ponto é muito importante, pois não só os professores e auxiliares devem ser responsáveis pela inclusão escolar, mas realmente toda a instituição: porteiros, secretários, ajudantes de serviços gerais, vigias, etc.

Essa articulação com todos os funcionários é essencial para a criança, tendo em vista que ela não ficará somente dentro de sala. Portanto, quando existe essa comunicação e todo esse preparo, a assistência se torna um detalhe extremamente eficaz para a convivência do pequeno com todos que pertencem à escola.

Importante lembrar que utilizamos o exemplo de um estudante com TEA, mas essas informações são apropriadas também para os demais transtornos e distúrbios que exigem uma atenção especial.

Desafios à vista

É preciso ter muita persistência para fazer valer o direito de seu filho ou filha de ter acesso à educação e à inclusão escolar. As instituições ainda estão no processo de adequação e adaptação para receber os pequenos, os adolescentes e até os adultos que entraram tardiamente no universo pedagógico.

Mantenham-se sempre informados a respeito dos direitos e deveres que implicam no acesso à educação de qualidade e que visam ao desenvolvimento desses alunos. A inclusão escolar é o melhor caminho para o progresso pessoal e social dessas pessoas.

 

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Comments 2

  1. Com relação ao TDAH não existe lei para que possa a criança ter uma segunda professora…. como faço…
    a escola estadual disse que não podem fazer nada, a escola não tem ninguem preparada para esses casos e não sabem de alguma forma agir como…. simplesmente afastaram ele por um tempo até a proxima consulta dele….
    eu como mae corremos atras de tudo… ele trata a 7 anos ja … tem acompanhamento com psiquiatra e toma remedio… já bati, ja gritei , ja conversei.,.,. muitas vezes erramos como pais tambem…. mas o problema maior dele é a escola…. não aguenta ficar…. tem bulim entre outros…. o que posso fazer

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