Como trabalhar Pedagogia no TDAH?

O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma síndrome que pode ser caracterizada pela desatenção, impulsividade e/ou hiperatividade. De origem multifatorial, ele exige atenção dos pais e de profissionais de áreas interdisciplinares. Por isso é importante não negligenciar o diagnóstico do TDAH na vida seu filho ou filha.

O assunto de hoje, no entanto, não pretende se aprofundar nos detalhes conceituais da síndrome, mas, sim, levar aos educadores algumas dicas que podem ser determinantes na vida do pequeno no ambiente escolar.

Não tenha receio

É muito comum que a primeira reação de um profissional da educação, diante da possibilidade de ter um aluno com TDAH em sala de aula, seja de receio; principalmente no que se refere à metodologia que deverá ser empregada durante as atividades. O que acontece, porém, é que vários professores têm essa sensação porque ainda não devem ter convivido com um aluno com TDAH. Embora os desafios surjam no cotidiano, pode-se dizer que existem muitas maneiras de estabelecer uma relação satisfatória entre a educadora, o estudante e o restante da turma. Veja a seguir como trabalhar a pedagogia no TDAH.

Técnicas infalíveis

Um ponto de relevância e que antecede as dicas é o estabelecimento da confiança que deve haver entre vocês. Isso pode ser conquistado no cotidiano escolar com os seguintes métodos:

– Demonstre atenção e gosto em poder ajudar a criança: no caso de um aluno desatento e que mostre dificuldade na compreensão dos conteúdos, é fundamental que o educador desperte na criança a segurança que ele tanto precisa;

– Crie rotinas: a criação de um esquema de tarefas é um meio de desenvolver na criança a habilidade de se organizar em itens importantes, como a organização da mochila, a produção dos deveres de casa, o asseio da mesa e da cadeira usada durante as aulas;

– Aulas dinâmicas: para facilitar o entendimento da criança em relação aos conteúdos dados em sala de aula, nada melhor que atrair a atenção do pequeno. Teatros, dinâmicas, músicas, desenhos e gravuras contam bastante ponto na hora de agradar crianças, sobretudo aquelas que precisam de uma concentração a mais;

– Esteja pronto para tirar dúvida do estudante: o ato de responder todas as dúvidas do aluno reforça sua explicação e, consequentemente, a fixação do conteúdo na mente do pequeno;

– Tente puxar as aulas para a vida do aluno: isso significa que sua metodologia deve se aproximar mais e mais do pequeno, para que ele possa assimilar os conteúdos com mais facilidade;

– Forme uma parceria com a criança: é importante que o pequeno sinta que está sendo visto e valorizado em sala. Além dos deveres que são pertinentes ao estudante, tente atraí-lo para perto de si, principalmente solicitando sua ajuda para vigiar a sala, ser seu ajudante em funções leves e que podem ser feitas por uma criança;

– Tente sempre manter contato com o pequeno: durante a explicação em sala, tente ganhar a atenção da criança com a exposição de exemplos de temas que podem o interessar.

É importante que haja uma parceria entre educadores, pais, profissionais da área da saúde e a criança. Apenas com tal compreensão e determinação, a criança com TDAH encontrará formas de viver melhor em todos os ambientes.

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Comments 35

    1. NeuroSaber Responde
  1. Aprendo muito com vocês. Obrigada por nos orientar a lidar e observar o comportamento diferenciado dos alunos.

    1. NeuroSaber Responde
  2. Boa Tarde
    Amei as dicas. Gostaria de algumas sugestões de avaliações para aluno com dislexia e como comorbidade TDAH.
    Obrigada
    Simone

    1. NeuroSaber Responde
    1. NeuroSaber Responde
    1. NeuroSaber Responde
  3. Leio sempre os conteúdos que recebo ” Neuro Saber “e são ótimos ajudam muito no meu trabalho com os autistas,TDAH e DM .Parabéns !

    1. NeuroSaber Responde
    1. NeuroSaber Responde
  4. Por favor estou com uma aluna que não consegue dar conta das atividades propostas durante a ula, sempre fica faltando matéria, os pais estão sempre presente já a levaram ao oftalmo e otorrino e não houve nenhuma intercorrência, até seu irmão de 4 anos já ultrapassou pela fala do pai que compara muito.
    Encaminhei para psicologa e avaliação AEE.
    O que mais posso indiciar alem das dicas recebidas por vocês. É uma criança TDA ou DISLEXIA?
    Como posso auxiliar essa criança, professora e pais?

    1. NeuroSaber Responde
    1. NeuroSaber Responde
    1. NeuroSaber Responde
  5. Amei as as instruções sobre como trabalhar crianças com TDAH! Todo professor deveria se empenhar em conhecer sobre o problema! Vejo muitos colegas insensíveis aos sofrimentos das crianças e adolescentes que nao buscam conhecer o que se passa com eles é assim., minguam-os conduzindo -os ao fracasso escolar ou até mesmo por toda sua vida! Obrigada pelo empenho em nos oferecer tão nobre conhecimento!!!

    1. NeuroSaber Responde
  6. boa noite quero recebi email… estou fazendo pos de educação especial e quero estar atualizada. quero me dedicar . obrigada

    1. NeuroSaber Responde
    1. NeuroSaber Responde
  7. Que bom seria, se houvesse parceria entre a escola e o aluno. Infelizmente não rede pública está longe de ser, meu filho e eu sofremos muito com o descaso dos professores em relação ao Tdah! Muitos dele nem sabem de que se trata, e quem sofre somos nós!

    1. NeuroSaber Responde
    1. NeuroSaber Responde
  8. Olá!
    Muito boa tarde.
    Paz e bem.

    Sou Alexsandra, tenho acompanhado este belo trabalho e como sou grata a NeuroSaber.

    Aqui, na III jornada da Neuro Saber defini um tema para mim (O estudo das narrativas de uma criança com TDAH no 1º ano do ensino fundamental I.)

    No tocante aos resultados ao final da jornada, confrontarei todo o estudo/pesquisa com a narrativa de uma criança com o Transtorno/síndrome aqui estudada.

    Gosto de estudar desta forma.

    Abraço grande ____0___ a todos (as) que fazem parte dessa equipe maravilhosa.

    Grata,
    Alexsandra

  9. BOM DIA,GOSTEI MUITO DAS DICAS,MEU FILHO TAMBEM TEM DEFCIT DE ATENÇAO E MOMORIA CURTA,SO NAO CONFIRMO SE E TDAH.

    1. NeuroSaber Responde
  10. RELATO DE CASO -1

    Responsável (mãe): xxxxxxxxxxxxx
    Responsável (pai) xxxxxxxxxxx
    Crianças: xxxxxxxxxxxxxxx

    Endereço: xxxxxxxxxxxxx

    Este acompanhamento começou a ser realizado em xxxxxx a uma família em situação de vulnerabilidade e risco social no bairro xxxxxxxx, especificamente na rua xxxxxxxxxx xxxxxx em xxxxx na qual fiz várias tentativas de sensibilizar e mediar o caso da família junto a rede de assistência.

    Neste, já procurava compreender como se dava o processo de inclusão desta família, frente aos inúmeros desafios que teria que enfrentar, como por exemplo a burocracia do sistema.

    Percebi no acompanhamento realizado que as crianças não estavam bem. A fome os obrigavam a ter comportamentos atípicos como lentidão nas respostas, semblante abatido e muita tristeza. No tocante ao Ensino e Aprendizagem, tudo parecia limitar-se a ida/deslocamento até a escola. Não se percebia avanços no rendimento escolar nas crianças. Quanto a saúde, todos precisavam de algum tipo de acompanhamento. Alguns em mais de uma especificidade (clínico, pediátrico, odontálgico, neurológico, psicológico, e nutrição)

    E, ao lado destes, há a suspeita de que uma das crianças do casal se encontra com dificuldades no aprendizado decorrente de limitações específicas (deficiência intelectual) nos quais o acompanhamento diário interdisciplinar e multidisciplinarar faz-se necessário.

    Desse modo, aqui neste acompanhamento, foi trabalhado com foco na socialização do caso para a rede de assistência. Foi com base nas observações das devolutivas dos profissionais das mais diversas instituições a que procurei, que percebi a importância do trabalho sinérgico entre os envolvidos no processo. No entanto, não deixei de sentir o peso da responsabilidade chegando ao ponto na época xxxxxx, de me exaurir físico e financeiramente.

    Compreendi que mais pessoas precisariam se unir a este propósito, de aqui, minimamente fazer valer a Lei 8.069 e também a Lei 8.078

    Portanto, hipoteticamente, com base em suposições que antecedem a finalização deste trabalho, acredito que o problema centra-se na falta de acompanhamento efetivo e sistemático das crianças por parte de todos os envolvidos no processo. Além disso, as interrogações abaixo podem sim ser as respostas para o problema em questão.

    Assim sendo, este acompanhamento gerou as seguintes indagações; como se dá o processo de garantia de direito até sua real efetivação? Como promover a mais ampla defesa dos direitos fundamentais dos necessitados no que se refere aos seus direitos como moradia digna por exemplo? Como a rede de assistência pode contribuir com a rotina de famílias em situação de vulnerabilidade no que se refere às necessidades de segurança no tocante a (amparo legal, orientação precisa, médicos, segurança da propriedade) e também no que se refere as necessidades afetivo social como (respeito, atenção, aceitação, integração com as pessoas e troca de afeto)

    Aqui, de forma sucinta, estão tipificados abaixo, os principais problemas encontrados no período de acompanhamento xxxxxxx a família supracitada. 1º- O fator de subsistência da família até xxxxxxxxxx era o benefício do Bolsa Família, 2º- A mãe das crianças com suspeita de depressão, 3º- são 05 crianças no lar, um com suspeita de “deficiência intelectual” (não diagnosticado) e outro com desnutrição, 4º-Falta de moradia, 5º- Pais desempregados.

    Diante do exposto, o caso foi encaminhado para diversas instituições, dentre elas OG’s e ONG sem respostas efetivas até o momento, e olha que já faz tempo.

    Com tudo, diante da citação abaixo, não dá pra responsabilizar apenas uma das partes, todos são corresponsáveis. Aqui, no caso quem está “esperando” é a família por uma resposta efetiva do estado.

    “Não são raros os pais que preferem “esperar” para ver se melhora do que buscar um diagnóstico quando o filho tem extrema dificuldade na escola. O que eles não sabem é que deixar “passar batido” qualquer dificuldade de aprendizado de uma criança pode acabar com o futuro dela caso o motivo dessa dificuldade seja um Transtorno!!”

    E no caso da família aqui supracitada, os pais também precisam de ajuda. Não estão dando conta da árdua missão de cuidar de 5 crianças onde toda a família se encontram em situação de risco e vulnerabilidade social. Estão entregues a própria sorte.

    Alexsandra

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