Como trabalhar TOD na escola?

O Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) pode representar um aspecto preocupante aos educadores, pois é normal que muitos desses profissionais ainda não saibam como lidar com tal situação. Se você enfrenta um dilema parecido em sala de aula, veja como trabalhar de forma proveitosa para todos.

É importante saber que quando uma criança apresenta características do TOD, ela pode ter bons resultados pedagógicos. Tudo isso depende, é claro, de algumas adaptações que visem ao que é esperado. Por falar em adaptar o estudante, este quesito é o primeiro que abordaremos.

Adaptações que fazem diferença

A primeira sugestão é fazer algumas mudanças que podem beneficiar o aluno, como colocá-lo em um lugar que não o faça distrair. Sendo assim, vale tentar reposicioná-lo na primeira fileira, por exemplo. O TOD não é uma condicionante do TDAH, mas os dois transtornos podem apresentar comorbidades. Estima-se que 50 % dos pacientes apresentem ambos.

O fato do aluno não ter com o que se distrair favorece a apreensão do conteúdo e, consequentemente, um clima mais harmônico entre o pequeno e seus colegas. No entanto, é sempre bom ressaltar que cada caso pode variar muito.

Advertir comportamentos com calma

Quando o aluno quiser adotar comportamentos que chamem a atenção, a melhor maneira é não repreendê-lo na frente dos coleguinhas. Ao adverti-lo, faça da maneira mais branda possível e nunca o coloque em uma situação de constrangimento. É importante que você estimule a amizade da criança.

Outra dica é manter a calma, mesmo em momentos de agressão. Quando a criança com TOD é contrariada, ela pode agir de forma mais ríspida e ameaçar a bater. A melhor forma de lidar com isso é segurar-lhe as mãos, agachar-se junto dela e falar com muita doçura para que a criança perca a coragem de prosseguir com o ato pensado anteriormente.

Por isso é aconselhável nunca debater com o pequeno para evitar situações que só trarão muito desgaste aos dois, principalmente a você.

Inclusão total da criança

Se a criança com TOD agir de maneira inadequada, não faça como muitos profissionais fazem erroneamente: isolamento. A solução é chamá-la para ser ajudante de turma ou pedir ajuda a ela para fazer parte de alguma brincadeira. Se isso não adiantar, procure estabelecer um contato com os pais e o terapeuta da criança para que você possa encontrar uma solução para essa rebeldia. A única coisa que não deve ser feita é submetê-la ao isolamento ou ao constrangimento.

Conquiste a simpatia do aluno

Eis aí um detalhe para os educadores: conquista. Claro que isso deve ser feito com todas as crianças, mas quando se tem um aluno com TOD, é muito bom que você o conquiste. O estabelecimento dessa parceria com a criança é importante e pode até mesmo inibir algumas ações que ela gostaria de fazer.

Entretanto, vale dizer que o tratamento responsável pela diminuição dessas características do TOD deve ser feito pelo psicólogo, psicopedagogo e outros terapeutas. A relação familiar também deve ser aprimorada a fim de dar ao pequeno as condições necessárias para uma vida bem melhor.

Agora, imagine entender profundamente como avaliaridentificar e auxiliar no tratamento multidisciplinar do TOD em casa e na Escola. Em um E-book + 4 video aulas o Dr. Clay Brites e Malu Rossi te ensinam tudo sobre TOD com fundamentação científica e de forma prática e simplificada.

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Comments 65

  1. Mas quando agacharmos que éa hora, de segurar as maõs da criança com carinho e paci~
    ência e mesmo assim ela nao~atender ? O que fazemos.

      1. Sonia espere ela se acalmar, se já fez a conduta certa.Por que alguns não conseguem rapidamente controlar-se. abraços

    1. Olha….geralmente seguro meu filho até ele se acalmar. Depois de um tempo ele…as vezes menos…as vezes mais…ele se acalma e a gente conversa. Falar no ouvido que ama e que ele precisa acalmar. Cantar uma música que ele goste. Pode ser a canção que vc canta para dormir. Nessa hora temos que passar calma e tentar trazer a tona relaxamento.

  2. muito importante se todos os educadores e pais de crianças com TOD,tivessem esse conhecimento.

  3. Amei as dicas!E realmente quando chamamos uma criança com comportamento agressivo pra ser nosso ajudante,eles percebem que chamarão mais atenção tanto do professor quanto dos coleguinhas.São dicas que dão certo.

    1. Obrigada Magda! em breve terá mais informaçoes. Acompanhe nas lives, no site e no canal da Neurosaber no youtube que voce encontrará varias aulas disponiveis sobre varios assuntos importantes.

  4. Com a inclusão é de grande importância os cursos apresentando propostas de como podemos lidar com o universo autista eles são pessoas fantásticas o que precisamos e tentar entende-los

  5. essa matéria é de grande valia para pais, educadores, e na minha área de atuação em Psicologia, acompanhar esse curso esta me trazendo uma riqueza de conhecimentos que eu ja mais imaginei, muito obrigado por me proporcionar esse vasto conhecimento.

  6. Adorei tudo muito bem explicado.
    Tirei todas minhas dúvidas,embora acredito que tenho muito que aprender ainda

  7. Muito interessante as formas apresentadas para lidar com crianças dentro da sala de pelos ao menos pra mim que sou iniciante em sala de aula e já vir certas situações não sabia o que fazer porém agora tudo esclarecido. Muito bom!

  8. Boa noite!
    desde o começo dos lançamento tenho tentado de varias formas pleitear uma bolsa, com os conteúdos aqui ministrados em bônus.
    Porém além de não ter um retorno satisfatório deu a entender se não tem recurso financeiro para adquiri o lançamento fica em off…
    Bom tento mais uma vez de forma educada e humilde, pontuar este procedimento.
    Gostaria muito de obter a gama de informações pertinentes ao meu meio de estudo, atuação e para elevar ainda mais a práxis.
    Tenho uma visão multiplicadora daquilo que recebo, ainda não tenho poder aquisitivo para adquirir este lançamento, pois estou caminhando em uma auto sustentabilidade e o alvo de nossa equipe é também de mais á frente realizar um lançamento para que assim possamos ajudar pessoas e não mais precisar passar por este constrangimento.
    sem mais, aguardo retorno.
    ” O AMOR NUNCA FALHA!!!”

  9. AMEI….!!!!! OBRIGADA LU E DR CLAY BRITES…..TENHO APRENDIDO MUITO COM VCS ….E APLICADO EM SALA DE AULA….DÁ UM RESULTADO TREMENDO…..DEUS ABENÇOE GRANDEMENTE VCS…..NÃO PERCO UMA PALESTRA!!UM GRANDE ABRAÇO !

  10. Gostaria de receber mais dica de com lidar com as indisciplinas e as resistência de não quere realizar as atividades.

  11. Sim, concordo inteiramente que devemos tratar a criança com carinho, afinal elas nos ver como mães e se sentem em seu segundo lar.
    Foi assim com esse comportamento que conseguir alfabetizar um aluno diagnosticado autista de forma convencional.
    E entre outros alunos da escola com comportamento agressivo partimos para muita conversa e carinho dai conseguimos amenizar. Muito grata.

  12. Nem sempre tenho tempo de ler suas mensagem mas, as vezes que consigo ler, mim ajuda muito
    compreender um aluno que acompanho. ele representa muita agressividade, bate em todos da escola,inclusive na irmã que estuda na mesma. Não para assentado, não que escultar ninguém, mesmo falando com carinho. fica tão agitado que sua distonia chega a pingar das mãos, e seus pés.

  13. SEU diagnostico é altismo toma remédio constante sua agressão começa em casa e termina na escola.

  14. Adorei ter cadastrado percebi que estas informações será de grande valia na minha vida profissional,pois´trabalho em escola especial com alunos segundo laudo medico apresenta diagnostico de autismo ou espectro autista e TOD ,É algo novo e percebo a necessidade de estudar sobre.

  15. O material é maravilhoso, só é preciso tempo e dedicação para o estudo do mesmo, é visto que um dos passos favoráveis para lidar com essa situação é se adequar a mudanças benéficas para conquistar a amizade das crianças portadora do TOD, procurando também aproximação dos pais ou responsáveis, estabelecendo contatos próximo sempre.

  16. TRABALHO HÁ 15 ANOS COM CRIANÇA,12 NA CRECHE E TRES NA ESCOLA,E INFELIZMENTE A REBELDIA COMEÇA EM CASA,E O QUE NÓS PODEMOS FAZER É CONTAR COM NOSSO CARINHO E AMOR EM FAZER O QUE GOSTA QUE É TRABALHAR COM ESSAS CRIANÇAS,FAZENDO COM QUE SE SINTAM IMPORTANTES E CAPAZ DE APRENDER.MAS TODA ESCOLA DEVERIA TER UMA PSICÓLOGA

  17. Eu sou professora e mãe , tenho alunos e um filho que apresentam esses sintomas, acabo de descobrir que aestou fazendo totalmente o contrário do que você está explicando .
    Contudo, passarei a adorar essas estratégias simples, mas que fazem toda diferença pata lidar com esse tipo de situação sem perder a calma.
    Obrigada .

  18. Oi tudo bem?
    Meu nome é Vinicius. Eu sou o fundador da Migre Seu Negócio.

    Estou olhando o seu site e vi que tem alguns pontos que podem ser melhorados, por isso eu gostaria de saber se você tem interesse em nossa consultoria gratuita de marketing digital?

    Se tiver interesse é só me falar ou solicitar nossa consultoria gratuita pelo site http://pages.migreseunegocio.com.br/avaliacao-gratuita

    Ah! Você também pode acompanhar nosso blog onde eu escrevo várias dicas de marketing para PMEs. O link é http://ositeperfeito.com.br

    Desde já agradeço!

    Grande abraço!

  19. Esse artigo mim ajudou a entender o que acontece com uma aluna do Ensino Fundamental 1,pois a mesma apresenta as características acima .

  20. Bom dia, amo ler as matérias, mas não tenho tempo. Aprendi bastante com vcs, muito útil bem proveitoso. Obrigada

  21. Tenho um aluno que apresenta os sintomas acima citados, e, as
    vezes me olha e fala: tu não vai gritar… eu vou bagunçar?
    … eu , não. O tempo é pouco para perde-lo com gritaria.

  22. Fico imensamente agradecida pelos assuntos tratados aqui. E que vc carinhosamente me envia, as vezes demoro um pouco pra ler, devido a outros afazeres mas assim que posso corro logo, gosto de me informar, sobre tudo que diz respeito a criança… Dessa forma fico atualizada e consigo resolver vários problemas, que talvez não conseguisse sem ajuda de vcs. Parabéns pelo belíssimo trabalho.

  23. Muito bom esse tema…
    Meu filho é TDAH e desenvolveu TOD…A neuro destacou no seu relato a escola…a importância do conquistar e prescreveu Sertralina..psicoterapia e T.O
    obrigado Neurosaber

  24. Muito importante esse tema, pois muitas famílias enfrentam dificuldades por não terem o conhecimento de como trabalhar uma criança com TOD…..mas mais importante ainda é orientações para educadores que em sua maioria não tem conhecimento para trabalhar uma criança com TOD.
    Parabéns…

  25. BOA NOITE, sou professora de apoio de um autista, ele tem TOD. Ele nega muito em realizar as atividades propostas pela professora regente, não sei mais o que fazer. Converso com ele explicando que é necessário realizar as atividades, ele fica muito irritado e não quer saber de conversa, se eu insistir,ai que ele fica mais irritado até mesmo agressivo.Já usei varias estrategias mas não houve resultado. Não sei mais o que fazer.

    1. NeuroSaber Responde
    1. NeuroSaber Responde
  26. Olá, sou professora e trabalho com Educação Infantil. Tenho um aluno que foi diagnosticado com TOD segundo a mãe. Já fiz de tudo, espero o mesmo se acalmar e tentar conversar, mas não adianta, as outras crianças que sofrem , pois ele é muito agressivo. Este aluno tem 4 anos, é muito pequeno, já não deveria está fazendo o tratamento? E infelizmente não tenho ajuda da família.

  27. Sou chefe escoteira de uma alcateia com uma criança com TOD e estamos com dificuldades em adotar seus conselhos pois no ensinamento do escotismo não devemos ter contato físico e nem distinguir tratamento das crianças, causa conflitos e muitas divergências perante os demais. Tem mais alguma forma de lidar sem que haja o contato??

    1. NeuroSaber Responde
  28. Boa tarde Luciana!
    Eu sou professora de AEE e tenho um aluno com todas as características de TTOD. É um menino de 8 anos e está cursando o 3º Ano. Apresenta inteligência na linguagem superior à sua idade, não tem dificuldade de aprendizagem. Gostaria que você me desse umas dicas de atividades para trabalhar com ele.
    Desde já agradeço.

    1. NeuroSaber Responde
  29. Um aluno com TOD em sala. Os pais se recusam a levar a diante o tratamento com psicológico e psicopedagogo. A Escola (particular, classe média-alta) nao disponibiliza um mediador para este aluno em especifico. Diariamente ele agride colegas e professores, danifica material escolar e pessoal dos professores. Hoje agrediu uma aluna da mesma idade que ele na genitália, cuspiu no rosto de uma professora e chutou outros colegas. A coordenação diz que a responsabilidade é da professora em sala de aula. Vejo uma criança negligenciada por todos (familia e escola), e uma professora responsavel por 15 crianças, cada uma com sua peculiaridade de comportamento, sendo que uma tem TOD e faz isso tudo. Legalmente, há algo que possa ser feito para o bem desta criança, que tem apenas 6 anos de idade?

    1. NeuroSaber Responde

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