Concepções Psicológicas na construção da Personalidade infantil

O desenvolvimento da personalidade infantil sob a ótica das concepções psicológicas está longe de ser algo simples. Muito pelo contrário, esse processo guarda as suas complexidades por envolver etapas que dependem de outros fatores.

A comunidade científica tem se debruçado sobre pesquisas muito bem fundamentadas ao longo dos anos. O resultado desses estudos contribui de maneira imprescindível para a abordagem de teorias e técnicas que ajudam a proporcionar o bem-estar a todos nós.

Diante dessa importância, falaremos hoje sobre como se dá a personalidade infantil segundo os estudos psicológicos. Vale adiantar que a partir do momento em que temos o conhecimento acerca dos pontos que levam à formação desse conjunto de características, os possíveis tratamentos ou atividades direcionadas às crianças podem ter um efeito satisfatório sobre os pequenos.

O primeiro contato da criança e o início da personalidade

Assim que a criança nasce ela é incluída em uma rede de relações, envolvendo pai, mãe e todas as pessoas que compõem aquele círculo. É interessante notar que a partir desse momento, o bebê é estimulado através da fala dos adultos, assim como o carinho e a atenção. Isso cria a necessidade de novas impressões, mesmo que a capacidade visual e auditiva não esteja desenvolvida em sua totalidade.

Ao longo do aperfeiçoamento de tais aparatos, os pequenos vão se desenvolvendo, sobretudo a evolução orgânica dos sentidos. O resultado disso é o enriquecimento dos aspectos físico e emocional. Com isso a percepção se constitui como a primeira grande marca da formação psicológica da criança. Importante ressaltar que essa conquista representa a apropriação sensorial do ambiente em um processo comunicativo-emocional diretamente com o adulto.

Atitudes que contribuem com a construção da personalidade infantil

As generalizações sensoriais representam outra etapa importante no desenvolvimento da faculdade mental e social da criança. Isso é impulsionado por algumas atitudes corriqueiras como conversar com o bebê, apresentar a ele objetos, carregá-lo no colo, etc. Esse progresso ocorre porque tais formas de comunicação ativam a percepção e promovem o funcionamento do cérebro.

O momento da manipulação de objetos e a condição de sujeito

De acordo com as concepções psicológicas, no momento em que ocorre a manipulação dos objetos, a função que se desenvolve como linha principal do cérebro é a memória. Isso é responsável por subordinar as demais formações psíquicas.

Como resultado da evolução da memória, a criança passa a demonstrar a sua condição de sujeito da situação, pois ela já estará com uma determinada consciência de seus desejos. Importante pontuar que nesse período a percepção da criança já está bem constituída e capaz de compreender o mundo que a cerca.

O aspecto afetivo e a autoconsciência da criança

Interessante notar que até os três anos de idade o aspecto afetivo é desenvolvido, marcado pela vontade própria do pequeno em pegar determinados objetos, em colocar a mãozinha em todos os lugares; mesmo que os adultos tentem impedir. Essa obstinação configura-se como fortalecimento de sua personalidade.

O desenvolvimento da linguagem oral e a personalidade infantil

Vale ressaltar que nessa fase a criança busca aumentar todas as suas possibilidades comunicativas a partir da expansão de seu vocabulário. Sendo assim, o pequeno quer saber os nomes dos objetos que estão por perto. O enriquecimento da linguagem oral contribui para o fortalecimento de novos níveis de generalização, que passam a fazer parte de suas ações.

O pensamento verbal exerce um papel importante na vida da criança, sobretudo porque o pequeno passa a ter uma noção ainda maior sobre o espaço em que está, além de aumentar a complexidade de suas generalizações.

A escolarização, o contato com outras crianças e os desafios

A fase escolar é responsável por promover a socialização da criança com seus colegas de sala. Através de atividades individuais e em grupo, os professores podem conduzir as demandas das crianças frente aos desafios que surgem no dia a dia.

 

Luciana Brites Psicomotricista

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