Conheça as opções de tratamento para o TDAH

Quem segue nossos artigos sabe que utilizamos muito espaço para explorarmos o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Essa condição é mais comum que se imagina, mas o problema ainda está na informação que muitos pais não têm sobre tal situação. Saber sobre sintomas, diagnóstico e intervenções é essencial para a condução de uma pessoa que conviva com o transtorno.

Demora no diagnóstico

Muitas vezes, o diagnóstico é dado tardiamente, pois tanto professores e pais tendem a encarar a hiperatividade como característica de uma criança normalmente rebelde. No caso da desatenção, tal apatia do pequeno com a realização de tarefas pode ser confundida como preguiça e até timidez. Por isso é importante investigar.

Quais são os tratamentos para o TDAH?

Para começo de conversa, deve-se salientar que as intervenções voltadas para o tratamento do TDAH consistem tanto em terapias comportamentais ou uso de medicamentos; a combinação destes dois também pode ser considerada, a depender da situação do paciente.

Isso significa que o acompanhamento de especialistas é fundamental para o sucesso dos procedimentos na vida da criança ou adolescente. A partir desses primeiros contatos, os médicos e os terapeutas vão encaminhar o caso para os procedimentos que atendem as demandas da pessoa.

Tratamento com medicamentos

O TDAH pode ser tratado por meio de remédios que controlam os efeitos do transtorno. Essas substâncias são responsáveis por diminuir os principais sintomas, como a impulsividade e a desatenção.

Além disso, os medicamentos favorecem aspectos importantes na vida da criança, adolescente ou adulto, tais como a interação social, o desenvolvimento pedagógico e o desempenho em funções profissionais.

Veja abaixo a relação de todos eles:

– Psicoestimulantescomo Metilfenidato (Ritalina), são a primeira escolha para o tratamento.

– Antipsicóticos: Tioridazina ou Risperidona, por exemplo, são úteis apenas em casos específicos para controle do comportamento, especialmente quando há retardo mental.

– Antidepressivos: Imipramina, Nortriptilina, Atomoxetina, Desipramina ou Bupropiona.

Tratamento para o TDAH utilizando a psicoterapia

Essas intervenções são voltadas totalmente ao aspecto comportamental. Os medicamentos têm participação efetiva nesse quesito, mas as terapias conseguem abranger ainda mais.

O tratamento, nesse caso, conta com a presença de profissionais imprescindíveis na condução das intervenções, com destaque para os psicólogos. Esses especialistas costumam utilizar a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

Como o próprio nome indica, essa terapia é responsável por reforçar mudanças de comportamentos e estimular hábitos mais saudáveis. Isso faz com que o paciente encontre formas de lidar com determinadas situações de forma mais segura, incluindo sua relação com familiares até ao ambiente escolar e profissional. A autonomia é uma das principais consequências desse processo.

No caso das crianças, por exemplo, a psicoterapia pode encontrar ecos em casa e na escola a partir do momento em que há o estabelecimento de conexão entre os diferentes contextos vividos pelos pequenos. Vale ressaltar que essa parceria ajuda, e muito, na manutenção da atenção da criança frente aos desafios que surgem em seu cotidiano.

Opções alternativas para o TDAH

Para contrabalancear, muitas pessoas já procuram outras terapias para tratar os sintomas do TDAH. Interessante ressaltar que as modalidades de tratamento citadas acima não devem e não podem ser descartadas em hipótese alguma. Elas têm evidências científicas o que, comprovadamente, confirma a eficácia dos procedimentos adotados.

No entanto, é importante conciliá-los com opções que só tendem a ajudar tanto crianças como adultos. No caso dos pequenos, pode-se recomendar yoga, pois eles auxiliam no controle de impulsos e a diminuem ansiedade nas crianças.

Para os adolescentes e os adultos, a indicação é tanto o shiatsu como a acupuntura, responsável também por acalmar e controlar os sintomas que tendem a causar irritação nesse grupo. O importante é tratar sob o acompanhamento de um especialista sempre.

 

Dr Clay Brites

 

 

 

Compartilhe este artigo

Comments 8

    1. Instituto Neurosaber
    2. Instituto Neurosaber
    1. Instituto Neurosaber

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *