Crianças com hiperatividade e distúrbio do déficit de atenção necessitam de educação diferenciada?

O ensino, para atender a todos, deve ser adaptável a ponto de todos os alunos de uma determinada turma serem contemplados com a exposição de conteúdos, correto? Essa observação é para chamar a atenção de uma situação que pode ocorrer com estudantes diagnosticados com o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).

Afinal, crianças que vivem sob essa condição necessitam de educação diferenciada? Eis a dúvida que muitos pais e mães trazem aos consultórios e às escolas, pois é comum que eles fiquem receosos em relação aos sintomas que podem se manifestar, implicando em uma experiência pedagógica sem tanto êxito. No entanto, o cenário tende a ser diferente, principalmente quando há intervenção precoce.

Existe adaptação pedagógica para os casos de déficit de atenção e hiperatividade?

A resposta é sim. Quando se fala em estratégia pedagógica nos casos de TDAH, os especialistas têm a possibilidade de seguir três eixos de abordagem para promover a ação que visa a proporcionar o desenvolvimento do aluno. Eles são os seguintes: didática em sala de aula, meios de avaliação e apoio organizacional.

Didática em sala de aula

A didática em sala de aula tem o objetivo de buscar os meios necessários que melhorem a concentração do estudante, a saber:

– Mudança no tom de voz de acordo com o contexto, dando mais ênfase em momentos mais importantes do assunto;

– Tentar colocar a criança para sentar mais próximo do professor;

– Iniciar a aula optando por algum tipo de motivação, por exemplo: uso de pergunta que deve ser respondida ao final após a transmissão do conteúdo e que, em caso de acerto, pode ser dada uma nota que se somará à média final;

– Fazer a associação do assunto da aula com alguma situação do contexto que desperte interesse ao aluno ou então que represente uma aplicação prática;

– Procurar utilizar–se mais de estímulos audiovisuais ou sensoriais, que são responsáveis por desempenhar grande poder de memorização;

– Além dos itens acima, ser mais emocional na transmissão da aula, como uma maneira de despertar na criança um interesse maior.

Meios de avaliação

Já esse eixo é voltado para o papel do professor em relação ao desenvolvimento do aluno mediante avaliações. O educador pode e deve adaptar essas tarefas de acordo com a necessidade do estudante por meio de provas, trabalhinhos, trabalhos de campos, pesquisas, apresentação, participação em atividades coletivas, etc. Vale lembrar que tudo isso é feito para que o professor possa analisar se a criança conseguiu absorver o conteúdo dado em sala.

Importante ressaltar que todos esses meios de avaliação devem ser enxutos para que o aluno consiga manter-se concentrado, principalmente pelo fato de estarmos tratando de estudantes que convivem com a hiperatividade e o distúrbio de déficit de atenção. Outro detalhe é a ajuda de algum educador na leitura dos enunciados antes de aplicar a prova. Nem todos necessitam desse auxílio mas, caso precise, a atitude não atrapalha em nada.

Apoio organizacional

Na parte do apoio organizacional, devemos salientar que o professor pode ser muito eficaz na criação de uma rotina que seja pré-estabelecida para a criança. É interessante que o aluno siga repetida e diariamente para que essa estratégia seja eficaz. Essa espécie de roteiro serve basicamente como um lembrete diário cujo objetivo é ajudar a criança com seus deveres diários.

O papel da família

É imprescindível que a família tem um papel fundamental nesse processo, pois a criança terá que contar com o apoio no ambiente doméstico na realização de atividades. Por isso, pais e mães também devem adaptar a forma que explicam alguma questão do dever de casa ou trabalho.

 

 

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Comments 2

    1. Suporte Neurosaber

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