Deficiência Intelectual e suas características no decorrer da vida

A deficiência intelectual é caracterizada por uma determinada limitação em habilidades mentais. Isso resulta na perda da autonomia plena, o que significa a necessidade de auxílio para tarefas que uma pessoa atípica (não diagnosticada com a condição) geralmente não precisa.

Parte considerável do nosso público é formada por pais e mães de crianças que convivem com algum transtorno de origem neurobiológica, mas o que dizer daqueles pacientes adolescentes e até mesmo adultos?

O artigo de hoje vai englobar essa parcela da população que vive com a deficiência intelectual, não sem fazer uma abordagem na infância. Vamos passar pelas fases da vida e evidenciar as principais características da doença nesses diferentes estágios.

A deficiência intelectual na infância

A fase escolar é marcada por experiências diversas na vida de uma criança. A partir do contato com os demais coleguinhas, o pequeno começa a estabelecer a interação social além do ambiente familiar. É nesse período que surgem as primeiras afeições por determinadas tarefas, a escolha dos amiguinhos mais próximos, o despertar para interesses mais específicos (um objeto, uma cor, uma brincadeira).

No caso de um aluno com deficiência intelectual, algumas dessas habilidades começam a mostrar déficits (embora a criança já deva ter manifestado anteriormente). As principais características nessa etapa são as seguintes: pouca interação com os colegas e os educadores; dificuldades pontuais na psicomotricidade (coordenação motora fina e grossa); desenvolvimento da comunicação prejudicada; problemas para adaptação aos mais variados espaços, etc.

A deficiência intelectual na adolescência

Esse período é mais complicado no que se refere aos impulsos das pessoas, pois o momento em que o paciente se encontra é marcado pela necessidade que ele tem de expressar seus sentimentos. Falar de adolescência sem abordar a sexualidade é uma tarefa difícil, senão impossível. Muitos pais e mães não imaginam, mas o adolescente com deficiência intelectual pode manifestar a sexualidade. Eis aí o motivo de preocupação para todos eles.

Lidar com essa característica requer sabedoria dos responsáveis, pois a repressão pura e simples sem a orientação de um especialista pode prejudicar o equilíbrio interno do jovem. Portanto, é imprescindível que a consulta com o médico e a equipe de terapeutas seja regular.

Somente esses profissionais estão aptos a orientá-los acerca de um tema tão caro e importante como a sexualidade em casos de deficiência intelectual na adolescência. Além disso, as intervenções visam a trabalhar questões relativas à saúde e prevenção de possíveis situações de risco. Converse com o médico de seu filho ou filha.

Outras questões referentes à exposição ao uso de bebidas alcoólicas, momentos de agressividade causadas por irritabilidade e substâncias que podem alterar o equilíbrio do adolescente também são importantes de serem tratadas com os especialistas, principalmente sobre qual a melhor solução para esses casos. Informação nunca é demais.

A deficiência intelectual na vida adulta

Quando a pessoa atinge a fase adulta, ela pode ter sim uma maior qualidade de vida, mas isso vai depender dos tratamentos proporcionados e, consequentemente, dos estímulos dados até aqui. Vale lembrar que quanto mais precoces forem as intervenções, mais satisfatórios serão os resultados.

No entanto, é preciso salientar que assim como ocorre na adolescência, algumas características costumam pedir mais cautela. A necessidade de contar com alguém da família ou até mesmo um cuidador profissional é imprescindível.

O processo de amadurecimento de um indivíduo com deficiência intelectual faz com que ele perca algumas competências, o que resulta na perda consequente de autonomia em muitas funções executivas, dependendo do grau em que a pessoa se encontra.

Há que se ressaltar o fato de um paciente que convive com tal condição ter qualidade de vida e poder até mesmo trabalhar. Entretanto, para que se chegue a esse patamar, as intervenções devem começar cedo. Nunca se esqueçam desse detalhe.

 

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Comments 5

  1. Excelente artigo. Parabéns! Tenho um filho 7 anos síndrome de down e sempre frequentou escola regular desde 3 anos. Especificamente este ano estou tendo muitos problemas com o comportamento dele dentro da escola; ser muito opositor; não querer obedecer as regras, não querer fazer as atividades; de pegar o
    Material do
    Colega; dedar gritos; de Arremessar objetos; de subir em janelas. Está tudo um caos!!! A escola chegou a dizer se a inclusão está sendo boa p
    Ele ou não hão seria melhor retira lo da escola e levar p
    Escola específica. Meu filho e muito esperto e consegue manipular as pessoas e dançar conforme s música. Na minha opinião ele percebeu q pode e ele está dominando o ambiente… estou sem saber o q fazer. Qual sua opinião?

    1. NeuroSaber Responde
  2. Estou aprendendo muito com os artigos e as neurpalestras! Assim que eu puder farei o cuso da Aprendi!

  3. Amei o artigo .Tenho um pre adolescente com o grau leve e que e é estimulado desde bem cedo com acompanhamento multidisciplinar. Mas tenho muita dificuldade de lidar com a birra.

  4. Maravilhosas informações. Aproveitarei o máximo para elaboração do meu TCC. Grata.

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