Dicas para desenvolver a psicomotricidade fina com alunos autistas

A psicomotricidade é um conjunto que compreende as cognições de uma pessoa. Isso envolve o movimento, a inteligência e o afeto. É importante que se trabalhe esse fator desde a primeira infância por meio de atividades que são condizentes com a idade mental e fisiológica da criança.

No caso dos autistas, em ambiente escolar, o cuidado que se deve ter está na preocupação que educadores devem exercer através de práticas que valorizem todo o conjunto de ações do pequeno. Quando a criança atinge determinada autonomia sobre o seu corpo (saber o que quer para brincar, interesse em determinados objetos), a missão do profissional toma outro caminho. O motivo é simples: é preciso analisar a habilidade psicomotora dos alunos autistas.

Dicas que podem ser usadas dentro do ambiente escolar

Há exercícios muito bons que os educadores devem trabalhar com crianças autistas. É importante lembrar que atividades dadas em sala a outros alunos são essenciais, como estimular a prática de desenhos, pinturas, recortes e colagens. Além disso, há outras formas de interação:

– Brincadeiras que envolvam objetos lúdicos;
– Brincadeiras que estimulem a curiosidade do autista;
– Brinquedos que não tenham textura muito mole ou áspera (é preciso entender e respeitar as hipersensibilidades que os autistas sentem);
– Jogos que trabalhem com cores suaves e peças presas ao objeto (impossibilitando o risco de algum acidente);
– Outros.

Crescimento vem acompanhado de desafios

À medida que a pessoa com autismo cresce, maiores são os cuidados quanto à atenção àquilo que causa de dificuldade a ele. Não é novidade que os autistas encontram muitas dificuldades com as habilidades psicomotoras, sobretudo quando envolve a coordenação motora.

Por conta disso, os educadores têm um papel excepcional na sala de aula para esse público. As atividades devem incidir, principalmente, sobre alguma barreira encontrada pelos alunos autistas. É muito comum que eles apresentem dificuldades relacionadas à escrita, para citar apenas um.

Há relatos de crianças que, com o empenho da força sobre o lápis, rasgam a folha ao escrever. Outras escrevem de forma tão leve que é quase impossível ler. Fazemos questão de sempre ressaltar que cada um tem uma demanda, então jamais podemos generalizar.

Psicomotricidade fina e os benefícios de seu desenvolvimento

Você já ouviu falar em psicomotricidade fina? Ela está ligada ao progresso da coordenação motora dos pequenos músculos, mais precisamente aos das mãos. No entanto, para os alunos autistas essa atividade deve ter algo a mais, como itens que despertem neles atenção e não rejeição.

Ambiente deve ser propício e acompanhamento correto

Além de a escola oferecer um ambiente que permita a interação do aluno autista com o educador e os colegas; o acompanhamento dado ao pequeno deve seguir à risca todo o tratamento por meio da intervenção de outros profissionais. A equipe deve ser multidisciplinar.

É importante que se tenha total compreensão das dificuldades apresentadas pelas crianças com autismo. Cada uma tem um desafio a ser superado e você, educador ou psicomotricista, exerce um papel fundamental na vida delas.

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Comments 6

  1. Lendo essas informações, passa um filme em minha cabeça e vejo as reações de um dos nossos alunos que passou por algumas avaliações e foi detectado como autista. Ele adora atividades que envolvam pinturas, mesmo que esse interesse dure pouco tempo…

  2. Amei esse artigo sobre coordenação motora fina. Uma dúvida uma me passou que não posso fazer atividades com pontilhados para o autista?

    1. NeuroSaber Responde
  3. Excelente texto.Sou agente de apoio de uma criança altista.Ela tem 4 anos.Super inteligente…E este material me ajudou muito .obg

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