Dicas para lidar com o TDAH

Quem acompanha nossos artigos sabe que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) impacta não apenas a vida da pessoa que convive com o distúrbio, mas também daqueles que fazem parte de sua rotina, como familiares e professores. Diante dessa variedade de comportamentos e ações, o fato de saber como lidar com o TDAH se torna bastante necessário.

TDAH: os dois lados

Enquanto uma parte das crianças, por exemplo, tende a manifestar um lado mais disperso, distraído; outros costumam mostrar uma face mais hiperativa ou impulsiva da situação. Para que pais e adultos saibam como contornar esses momentos, o artigo de hoje dará algumas informações imprescindíveis.

O que pode ser feito para lidar com o TDAH do meu filho?

Estudos revelam que existem formas de aplicar algumas atividades nas crianças de modo que elas consigam direcionar seus impulsos de maneira saudável e bastante proveitosa. Vejam quais são elas.

  • Dica 1: primeiramente, o passo mais importante para saber lidar com o TDAH está na precocidade das intervenções, ou seja, quanto antes procurar tratamento, melhor. A partir dos 3 anos, os pequenos já podem ser submetidos a alguns processos que estão incluídos nas intervenções. Inclusive, especialistas alertam que se nenhuma medida for tomada ainda na fase da infância, a adolescência do paciente tende a ser problemática.
  • Dica 2: estudo publicado pelo Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry mostra que o uso de medicamentos regulares (Risperdal) com estimulantes (tudo devidamente prescrito pelos médicos) também são excelentes para evitar ou diminuir consideravelmente os casos de agressão. Junto a isso, o treinamento e o acompanhamento da família são indispensáveis.
  • Dica 3: segundo especialistas da área, outra forma de lidar com o TDAH é através da adoção de atividades organizadas e supervisionadas por um adulto, como alguma prática esportiva, por exemplo. Elas geralmente contam com a presença de outras crianças e isso ajuda a interação social dos pequenos (saber esperar sua vez, controlar os impulsos, etc.).
  • Dica 4: terapias individuais são excelentes para crianças agressivas. Nesse caso, a maneira de lidar com TDAH exige mais de um profissional. O aspecto multidisciplinar é importante nesse processo.
  • Dica 5: já para aqueles casos envolvendo déficit de atenção, a solução é procurar por alguma terapia que pode ajudar a desenvolver essa dificuldade de concentração enfrentada por muitas pessoas com TDAH.

Quais são os fatores de riscos do TDAH

Embora a literatura médica ainda não tenha chegado a um consenso sobre o que causa o TDAH, muitas pesquisas já evidenciaram a ligação genética como aquela que influencia de forma considerável a incidência do transtorno. Vejam alguns deles abaixo:

– Exposição a drogas;

– Uso de nicotina;

– Beber durante a gravidez;

– Nascimento abaixo do peso;

– Nascimento prematuro;

– Aditivos nutricionais (conservantes);

– Traumas cerebrais;

– Outros.

Não deixe de procurar ajuda profissional, lembre-se que o diagnóstico precoce é a melhor saída para que as intervenções sejam ainda mais eficazes.

 

Dr Clay Brites

 

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Comments 5

  1. Olá psicopedagoga Luciana e doutor Clay, gosto muito dos artigos de vocês tenho muito interesse em me formar como psicopedagoga futuramente e é por isso que eu leio todos os artigos de vocês e estou me identificando bastante com essa área. Eu quero fazer uma pergunta para vocês se possível me responder eu ficarei agradecida, eu tenho um sobrinho de 3 anos de idade ele tem um ótimo convívio com quase todas as pessoas da família, mas comigo que sou a tia dele e com a avó dele ele agride dando tapas, ponta pés e socos sabe dá para perceber que a intenção dele é de conseguir machucar eu e a avó dele. Com as outras pessoas da família ele conversa, vai no colo, brinca mais comigo e com a avó dele ele nos recusa. Eu queria saber o porque desse comportamento dele de agredir eu e avó dele que tanto demostramos amor e carinho por ele. Agradeço desde já vocês e parabéns pela Neurosaber está contribuindo bastante para os pais, e profissionais dessa área e até mesmo para quem tem interesse de no futuro como eu me formar como psicopedagoga.

    1. Adriana Matias

      Olá Emanuela ,

      lei não autoriza nenhum tipo de avaliação ou orientação online , o mais indicado nesse caso é procurar um psicólogo que vai avaliar esse comportamento e buscar os motivos dele ser agressivo somente com você e avó .

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