Dislexia – Entenda definitivamente o que é

Por acaso vocês já repararam que existem crianças cujo percurso acadêmico é mais complicado? Elas simplesmente não conseguem aprender. Isso pode ser a dislexia, um transtorno de aprendizagem que precisa ser tratado.

Qual o processo da ocorrência da dislexia?

Para que possamos nos transformar em leitor competente e fluente, é necessário que nós tenhamos a chance de aprender e nos apropriar de requisitos básicos como o reconhecimento e o acesso ao som das letras; além de identificar visualmente suas formas; desenvolver a fala e a linguagem; perceber a existência de leves diferenças entre elas; e conseguir formar palavras.

Vale ressaltar que esse processo depende de circuitos cerebrais e conexões neuronais íntegras e preparadas para serem dispostas para a aprendizagem e para o oferecimento dos conteúdos que são da responsabilidade da escola.

Por motivos genéticos ou por distúrbios adquiridos nos primeiros anos de vida, tanto os circuitos quanto as conexões não se estruturam devidamente, levando a uma insuficiência de ligações entre as áreas responsáveis pela formação da competência da leitura e da escrita.

Consequentemente, a criança passa a ter uma dificuldade considerável para adquirir a capacidade de entender, compreender, memorizar, raciocinar, interpretar conteúdos veiculados pela leitura e pela escrita.

Existem sinais precoces? Quais são?

– História familiar de dislexia ou de dificuldade de leitura na família

– Problemas ao nascimento: prematuridade, internação prolongada em UTI neonatal;

– Atraso de fala desde os primeiros anos

– Dificuldade de seguir desenhos de material com sentido gráfico, como letras e números;

– Esquecimento frequente para aprendizagem que envolvem palavras, sons de letras, sequências de letras;

– Pouca compreensão e memorização para rimas, letras de canções, parlendas e até historinhas;

– Pouca habilidade com sequência motora;

– Dificuldade com atividades espaciais

– Dificuldade em lembrar nomes de objetos e até de pessoas;

– Pouco prazer com atividades que envolvem livros, materiais gráficos e didáticos.

 Dislexia não tem cura e nem é uma doença

Considerando a existência de um transtorno de aprendizagem ligado à funcionalidade cerebral, resultando numa inabilidade muito grande para aprender por meio da leitura, a dislexia não tem cura e nem é uma doença. Na verdade, ela precisa ser tratada como medida de remediação fonológica, reabilitação para buscar meios de compensação pela pouca frequência de competência de leitura.

Importante o suporte escolar com medidas para facilitar a absorção de conteúdos e otimizar as avaliações escolares para essas crianças.

Alunos com dislexia: dicas para lidar com esse público em sala de aula

– Oralizar, ler as provas para essas crianças;

– Dar mais tempo de prova e permitir que elas possam rever as questões para checarem possíveis equívocos na hora de ler ou escrever;

– Priorizar a resposta do aluno e não a ortografia que ele utilizou;

– Permitir nas provas de matemática o uso de tabelas e fórmulas matemáticas

– Usar trabalhos, pesquisas de campo, projetos de pesquisa, para somar pontos juntos às provas escritas.

Técnicas que podem ajudar os pacientes       

É interessante ressaltar que tais técnicas têm o poder de abranger a questão fonológica, além de outras, como as técnicas de metacognição, por exemplo. O suporte escolar também é muito utilizado pelos especialistas responsáveis. Esse auxílio tem a finalidade de facilitar a absorção de conteúdos e otimizar as avaliações acadêmicas para todas essas crianças ou adolescentes.

Outro detalhe é que existem estratégias para proporcionar meios e formas de conseguir bons resultados, respeitando algumas de suas dificuldades mais contundentes. Portanto, os professores e educadores são os responsáveis por essas técnicas por dominarem os meandros da pedagogia. Psicopedagogos também são excelentes para acompanhar o caso de crianças com dislexia.

Como ocorre a investigação?

A investigação multidisciplinar é fundamental, pois a dislexia é uma condição que ter várias causas. Dentre as possibilidades, interessante ressaltar que as disfunções neurobiológicas devem ser colocadas sob suspeita.

Referência

VOCÊ sabe o que é dislexia? [Arapongas]: Neurosaber. 1 vídeo (7 min.). Publicado por Neurosaber. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=toSveL3JpAQ&t=249s. Acesso em: 17 jan. 2020.

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Comments 5

  1. Tenho um amigo que e dislexo…e conta que teve muitas dificuldades e com 12 anos foi quando descobriu..

    Repatiu varias vezes …chegou a faculdade e educação fisico…quase desistiu de tudo…teve 6 anos tratamento com fonoaudióloga…a mãe super protegeu…e com isso ate achavam que tinha algum disturbio mental,passou por Bullying…e ate hoje no trabalho sente diferente fos outros …tem auto estima baixa….mas noto uma pessoa muito inteligente…
    Hoje com 33 anos..
    Ele percebe que os pais ainda cuida como fosse um menino..

    E se sente sufocado..

    1. Suporte Neurosaber

      Olá Silvia , obrigada pelo seu interesse em participar.
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  2. O disléxico adulto em relação a ortografia, como avaliá-lo em uma redação? Deve-se levar em conta a ortografia mesmo com o seu problema?

    1. Suporte Neurosaber

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