Intervenção psicopedagógica em casos de TEA

As intervenções são terapias que especialistas aplicam em pacientes a fim de promover o desenvolvimento de aspectos fundamentais para a sua autonomia. Dentro dos casos envolvendo distúrbios e doenças que interferem na cognição, esses tratamentos são bastante necessários. Sendo assim, o artigo de hoje falará sobre a psicopedagogia no TEA (Transtorno do Espectro Autista) e como essa área do conhecimento pode contribuir para a pessoa que vive com autismo.

O que é a psicopedagogia?

De acordo com definições acadêmicas, a Psicopedagogia é uma área destinada a investigar a relação da criança com a aprendizagem. Isso inclui uma abordagem que transita entre aspectos psicológicos, pedagógicos, cognitivos e afetivos. Esses quatro pilares são comumente observados em uma criança ou jovem com autismo, pois eles são responsáveis também pelo comportamento da pessoa no espaço em que vive.
Deve-se salientar que o campo psicopedagógico é amplamente investigativo, dando ao profissional total condição para que o especialista crie formas de desenvolver o melhor caminho para a aprendizagem.
Pesquisadores da área afirmam que a psicopedagogia tem a prerrogativa de se basear na “observação e análise profunda de uma situação concreta”. Isso possibilita que o psicopedagogo tenha conhecimentos prévios e fundamentados das características do TEA e, assim, proporcionar aos pequenos uma intervenção eficaz; principalmente que trabalhe os aspectos comportamentais e cognitivos.

A psicopedagogia no TEA: impulsionado o conhecimento

O profissional da área tem a missão de estabelecer a maneira mais adequada de socializar os conhecimentos que estão disponíveis, incentivar o desenvolvimento cognitivo da criança e ajudá-la na construção de regras de conduta mais assertivas; enfocando a convivência do indivíduo na sociedade.
Além disso, vale ressaltar que a psicopedagogia no TEA tem a função de contribuir na compreensão, assimilação e orientação comportamentais, possibilitando aos pacientes um novo padrão de se relacionar com o mundo e até mesmo a quebra de paradigmas.

Desafios da psicopedagogia no TEA: estímulo para os especialistas

Diante da abrangência da psicopedagogia nas intervenções propostas para o autismo, pode-se afirmar que a área em si lida com a aprendizagem como processo de construção. Isso é responsável pela formulação de aspectos (inquietações, curiosidades e reformulações) que se apresentam como desafios para os profissionais, sobretudo na busca por uma interação mais aprofundada com o indivíduo.
Existe outro ponto que simboliza o desafio para a psicopedagogia no TEA: o fato desses profissionais atuarem com o enfoque diferente dos demais especialistas, cujas intervenções também são voltadas para esses casos (autismo). Importante salientar que a ação psicopedagógica procura focar não a patologia em si (TEA), mas os aspectos que contribuem na aprendizagem da criança. Isso é possível graças ao papel do psicopedagogo em apresentar o ato de aprender, mas de uma forma que una a aprendizagem com a peculiaridade que a criança tem de construir o seu conhecimento.

Respeitando cada caso

A psicopedagogia no TEA é uma área de extrema relevância para o desenvolvimento de uma pessoa que viva com autismo. No entanto, é imprescindível que os terapeutas saibam abordar cada caso de forma separada a fim que as intervenções promovam os pontos desejados para a criança e adolescente: capacidade de compreensão e assimilação na interação com outras pessoas; desenvolvimento de técnicas comunicativas, entre outro.

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Comments 7

    1. Adriana Matias
    1. Adriana Matias
  1. Sou psicopedagoga e pela primeira vez vou trabalhar com uma criança com TEA de 2 anos. Gostaria de receber mais informações, artigos sobre o trabalho com esta faixa etária.
    Obrigada

    1. Adriana Matias

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