Letra Cursiva ou Letra Bastão: qual a melhor letra para se começar o processo de alfabetização?

Hoje trataremos aqui sobre um assunto muito importante para a criança: o domínio da escrita. Dentro do processo de alfabetização, o que a gente aprende antes: ler ou escrever? É imprescindível que saibamos isso. A resposta é leitura.

A escrita vem depois. A leitura parte de um pressuposto processual, pois ela começa a partir dos olhos. Vale dizer que há um processamento visual.

Então a escrita é mais difícil?

Sim. A escrita é um processo extremamente elaborado em nosso cérebro e exige muito mais coordenação de várias áreas cognitivas do que a leitura. Quando vamos escrever, por exemplo, geralmente escrevemos algo que já lemos; ou a letra que já decodificamos. Sendo assim, a escrita é algo difícil para o cérebro.

Como acontece o processo da escrita?

O processo de escrita formal, quando a criança está entre seus 6 e 7 anos, tem que estar sendo estimulado desde 1 ou 2 aninhos. É um longo caminho.

– Movimento de pinça

O movimento de pinça começa a se desenvolver na criança a partir dos 9 meses. Isso é muito importante, pois futuramente vai ser necessário esse detalhe para exercitar a força e a capacidade de segurar objetos.

– Desenvolvimento da mão

Nos 3 primeiros anos, a criança precisa explorar as mãos, seja com massinhas e outros objetos que trabalhem essa habilidade. Daí que entre os 3 e 4 anos, nós começamos a desenvolver linhas horizontais e verticais. A gente percebe que os pequenos demonstram uma exploração que pende mais para essas formas. Seus desenhos passam a adotar contornos mais definidos.

– Pontilhados para aprimorar os movimentos

Por volta dos 5 anos, as crianças podem trabalhar com pontilhados para aperfeiçoar os movimentos. Já a partir dos 6 anos, o pequeno pode ser apresentado à letra cursiva para começar a exercitar movimentos um pouco mais complexos.

– Finalmente a letra cursiva

Por volta dos 6 a 7 anos ocorre a exploração da letra cursiva. No caso da alfabetização, a letra bastão apresenta maior facilidade, pois ela é mais separada. Na percepção visual do pequeno, a bastão é mais convidativa, mas, depois de estimulada, as crianças tendem a ir para a letra cursiva.

Autismo: como ocorre a questão da escrita?

Tanto no autismo quanto no TDAH, a dificuldade de coordenação motora e a escrita exigem muito do cérebro. Essa prática exige um mecanismo que se chama autorregulação (para organizar os movimentos). No caso desses transtornos, elas têm muita dificuldade em tais aspectos.

Em tal situação, a criança é estimulada no desenvolvimento da letra cursiva. Entretanto, quando ela apresenta muita dificuldade, especialistas recomendam a letra bastão, que embora seja mais custosa ao cérebro de uma criança, pois ela pode significar a solução.

O que dizem as pesquisas?

Estudos dizem que crianças, cuja alfabetização se dá com letra cursiva, têm o percentual cognitivo maior do que crianças alfabetizadas no tablet, por exemplo.

Criança que é alfabetizada com letra cursiva erra menos questões ortográficas, porque o pequeno tem uma memória motora melhor do que quando ele escreve com outro tipo de letra.

As cinco dicas importantes para auxiliar o desenvolvimento

– Habilidade de esquema e imagem corporal;
– Equilíbrio e postura;
– Força e tônus (atividades que elas precisam pegar pesos diferentes);
– Trabalhar com os olhos (pois a criança percebe o movimento que faz com as mãos).
– Pegar pedrinhas e massinhas para trabalhar as mãos.

 

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Comments 9

  1. Amei a matéria. Sou formada em Magistério, e tenho um filho com TEA q está no processo de alfabetização.
    Meu sonho é poder fazer um curso com vcs.
    Amo essa página e se eu pudesse Dr. Clay seria o médico do meu pequeno.

  2. Boa tarde! Excelente matéria…como sempre ,gosto de ler tdas com seu conteúdo interessante e bem explicativo. Estão de parabéns!

  3. Boa tarde!
    Estou amando todos os conteúdos postados.
    Desde a IV jornada Neurosaber, não paro de acompanhar.
    Parabéns!

  4. Muito esclarecedor o assunto o conhecimento nos permite melhorar cada vez mais nossa prática.

  5. DESDE QUANDO PARTICIPEI DA IV JORNADA DA NEURO SABER, ESTOU SEMPRE ESTUDANDO SOBRE O ASSUNTO E CADA DIA APRENDO MAIS COMO LIDAR COM AS DIVERSAS SITUAÇÕES QUE ACONTECEM EM SALA DE AULA. COMPREI O GUIA TOD, ELE É EXCELENTE.

    HÁ POUCOS DIAS O MEU FILHO FOI DIAGNOSTICADO ( TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA) TEA, SÍNDROME DE ASPERGER ( COMORBIDADE) COM TOD .

    DESDE ENTÃO NÃO PARO DE BUSCAR CONHECIMENTOS SOBRE ESSE ASSUNTO.

  6. AMEI ESSA AULA SOU PROFESSORA DOS ANOS INICIAIS E DE ALFABETIZAÇÃO, ESSA QUESTÃO É MUITO DEBATIDA SOBRE A LETRA CURSIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA AS CRIANÇAS NA PRE ESCOLA. É MUITO BOM SABER QUE DEVEMOS SIM TRABALHAR COM LETRA CURSIVA COM AS CRIANÇAS DESDE CEDO.

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