Manifestações precoces dos transtornos do comportamento

O que vocês entendem por transtornos de comportamento? Certamente, a resposta não é tão simples, tendo em vista que médicos encampam pesquisas bem fundamentadas para tentarem entender mais detalhes dessa série de condições que afetam direta e indiretamente a vida da criança e de sua família. Importante salientar que a medicina trabalha com pontos que determinam a existência dos transtornos de comportamento.

Quais são os aspectos considerados pelos especialistas?

Interessante pontuar esses tópicos para que vocês leitores saibam qual o ponto de partida para os profissionais começarem a investigação. Dessa forma, colocaremos aqui os aspectos levantados e que ajudam a nortear não só o especialista, mas também os pais do pequeno na busca por intervenções que sejam pontuais. Confiram abaixo:

– Problemas no rendimento pedagógico da criança que não sejam explicados por algum fator ligado ao aspecto intelectual ou sensorial, por exemplo;

– Déficits ligados a interação social, considerando todas as possibilidades do contexto do pequeno, incluindo escola, professores e até mesmo a família;

– Reações de comportamento em que o paciente/aluno mostra sentimentos inadequados frente a situações cotidianas. Depressão contínua e tristeza persistente também são consideradas;

– Predisposição ao desenvolvimento de sintomas físicos ou medos associados a problemas do dia a dia.

Estudos sugerem que o prognóstico de determinados sintomas (mais gerais) pode contribuir no diagnóstico. Essa etapa é importante para que as crianças sejam devidamente encaminhadas aos tratamentos que atendam suas respectivas demandas.

Que condições estão ligadas aos transtornos do comportamento?

De acordo com pesquisas, os transtornos de comportamento podem ser observados em algumas condições também reconhecidas pela comunidade científica. Sendo assim, os sintomas apresentados dentro de tais situações podem facilitar a identificação desses quadros: Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e Depressão. Vejam abaixo as principais manifestações precoces que englobam esses transtornos.

– TEA

Dentro do espectro autista, os sintomas que podem vir logo na primeira infância (e até mesmo antes do desenvolvimento da linguagem) são mais sutis, mas não deixam de ser perceptíveis: falta de qualquer elemento que propicie comunicação do pequeno (considerando também os gestos – apontar para um objeto – antes de um ano); crianças que não falam uma palavra solta com um ano e meio de idade; pequenos que não constroem frases aos dois anos; perda na linguagem e déficits severos de socialização.

– TDAH

Já no TDAH, os sinais precoces que tendem a ser percebidos nos pacientes são mais difíceis, pois somente na fase escolar mais desenvolvida os sintomas começam a ser observados com facilidade. Isso após os seis anos.

No entanto, muitos profissionais alertam que antes dessa fase alguns pacientes podem, sim, demonstrar manifestações da existência do TDAH. São elas: a interação social e o aprendizado de forma limitada para a faixa etária podem demonstrar a possibilidade de existência do transtorno em questão. Além disso, existem comorbidades que também precisam de atenção no quesito manifestação precoce: Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD) e Transtorno de Conduta (TC).

– TAG

Nesse caso, as crianças mostram uma preocupação excessiva com tudo que está a sua volta. Os sinais mais precoces são a irritabilidade, a dificuldade de concentração, inquietude e transtornos relacionados ao sono.

– Depressão

Em criança, a depressão pode ser notada por meio de algumas manifestações precoces, como a mudança repentina no comportamento, falta de apetite, baixa autoestima, problemas no sono, etc.

A importância no tratamento

Como todos vocês puderam ver acima, o diagnóstico precoce seguido de um tratamento eficaz ajuda muito no desenvolvimento de habilidades que podem ser trabalhadas pelos pediatras ou neuropediatras. Além disso, é importante ressaltar que a etapa posterior a esse primeiro contato é a indicação de uma equipe multidisciplinar, tendo em vista que essa junção de profissionais é responsável por uma parte considerável das intervenções.

 

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