Neurologia e Neurociência do TDAH

O conteúdo que vocês veem aqui é resultado de uma análise muito bem fundamentada. Afinal, toda pesquisa divulgada deve ter embasamento científico e a validação de outros cientistas para se fazer valer. As afirmações que veiculamos em nossos artigos são possibilitadas graças ao conhecimento descrito pela neurociência e também pela neurologia. Questões referentes ao TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e demais transtornos que conhecemos são evidenciadas por essas respectivas campos do saber.

O que é neurologia?

A neurologia é uma especialidade da área médica responsável pelo tratamento de doenças que atingem o sistema nervoso de forma geral, considerando todas as partes que compõem esse conjunto interligado.

Um dado interessante é que a neurologia trata não apenas doenças neurológicas, mas sintomas de fundo neurológico, geralmente originados de outras condições como o diabetes, doenças autoimunes, neoplásicas, entre outras.

O que é neurociência?

Já a Neurociência consiste no estudo sobre o sistema nervoso e suas funcionalidades, além de estruturas, processos de desenvolvimento e alguma alteração que possa surgir no decorrer da vida. É uma análise minuciosa sobre o que manda e desmanda em nossa vida.

Vale ressaltar que a neurociência é responsável por analisar de forma bastante minuciosa três elementos de extrema importância para essa rede interligada no corpo de todo ser vivo: o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos. Dentro da neurociência encontra-se campos específicos que descrevem a complexidade do sistema nervoso: Neuropsicologia, Neurociência cognitiva, Neurociência comportamental, Neuroanatomia e Neurofisiologia.

O TDAH, a neurociência e a neurologia

Considerando que o TDAH é um transtorno neuropsiquiátrico, percebe-se quão necessárias são a neurociência e a neurologia para a proposição de investigação e pesquisas que visam ao avanço das técnicas adotadas em tratamentos.

Estima-se que o TDAH atinge uma média que varia entre 3% e 7% das crianças em idade escolar em todo o mundo. Além disso, adolescentes e adultos também convivem com ele, sendo que muitas vezes o indivíduo acima dos 20 anos descobre a existência do TDAH após chegar a essa fase da vida.

A abordagem da neurociência no TDAH

Um detalhe que merece total atenção é o fato de as descobertas no campo da neurociência serem imprescindíveis para a transposição de uma classificação com base na descrição clínica dos sintomas do TDAH para um modelo plenamente embasado nas causas do transtorno.

Além disso, vale enfatizar que modelos mecanicistas desse tipo costumam ser suscetíveis de levar a uma determinada caracterização objetiva dos pacientes adotando uma definição mais precisa dos subtipos existentes no TDAH e com o eventual desenvolvimento de tratamentos eficazes, muitas vezes fundamentados na fisiopatologia.

Diferenças na neuroquímica cerebral em caso de TDAH

Segundo pesquisa, “a convergência das informações genéticas, neuropsicofarmacológicas, de neuroimagiologia e do modelo animal sugerem que vários sistemas neurotransmissores (como os sistemas dopaminérgico, noradrenérgico, serotoninérgico e, possivelmente, colinérgico nicotínico) estão envolvidos na patofisiologia do TDAH”.

Além disso, é importante ressaltar que a análise constatou que “estudos espectroscópicos preliminares relataram alterações da proporção entre a creatina e diversos neurotransmissores (compostos da colina, o N-acetil-aspartate e o glutamato/ glutamina [um regulador da dopamina)”.

Relembrando os principais sintomas do TDAH

– Desatenção frequente em situações do cotidiano (obrigatórias e lúdicas);
– Dificuldade para seguir instruções ou finalizar o que devia (alguma tarefa);
– Não se familiarizar com atividades que peçam raciocínio ou atenção (atividades que necessitam de esforço mental);
– Ficar distraído por estímulos externos e não prestar atenção ao que se passa dentro do contexto ao que está inserido;
– Perder objetos que fazem parte de alguma função rotineira;
– Bater mãos e pés quando precisa ficar parado;
– Levantar-se da cadeira a todo instante (inquietação total);
– Não ter paciência de esperar o outro terminar as atividades e querer passar na frente.

Links consultados:

https://neurosaber.com.br/o-que-e-neurociencia/

https://neurosaber.com.br/tdah-sintomas-e-tratamento/

Dr Clay Brites

Compartilhe este artigo

Comments 4

  1. Olá , sofro com isso a muito tempo , minha mãe nunca foi atrás, por também não saber , tive muitas reclamações na escola por falta de atenção todos acham que eu era muito destruída mas nada foi feito.
    Queria saber se na minha idade 34 anos eu consigo tratar o TDH , pois não consigo me concentrar para ler um livro, me ajude obrigado .

    1. Adriana Matias
  2. O TDAH é considerado como um transtorno neuropsiquiátricos? Deixa de ser biológico ou só acrescenta o neuropsiquiátrico? Tem como me explicar?
    Obg!

  3. Estou entusiasmada pela quantidade e qualidades das informações, que muito vão contribuir no meu trabalho

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *