O que as pesquisas científicas dizem sobre a CSA

A comunicação suplementar alternativa (CSA)  destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever. 

Uma variedade de dispositivos e estratégias de comunicação suplementares têm se mostrado bem-sucedidas em ajudar muitas crianças a desenvolver métodos de comunicação e até de fala. Esses métodos geralmente são prescritos por um fonoaudiólogo e fazem parte do CSA. E é exatamente por isso que iremos esclarecer a fundação científica para isso. Confira:

Estudos teóricos sobre o CSA 

Em um resumo da pesquisa abrangente de Débora R. P. Nunes para o Jornal Internacional de Educação Especial discutiu-se 56 estudos que ocorreram de 1980-2007. A autora conclui:

“Algumas das vantagens de usar a linguagem de sinais incluem: (a) sua portabilidade; (b) sua característica de ser um verdadeiro sistema de linguagem e, (c) a possibilidade de comunicação ocorrer em um ritmo mais rápido.

Entre os aspectos positivos do uso de um sistema visual-gráfico estão: (a) sua iconicidade; (b) sua natureza não transitória; e (c) os requisitos motores limitados para o seu uso. Os SGDs foram considerados vantajosos por (a) permitirem que a comunicação ocorra a distâncias maiores; (b) permitiram que as mensagens fossem facilmente decifradas e (c) exigiam demandas cognitivas e motoras limitadas. ”(Nunes, 2008).

Em um artigo escrito pela fonoaudióloga Jessica Lenden-Holt e pelo professor de educação especial Forrest Holt, dois estudos de caso de adolescentes com autismo em idade escolar são analisados. Esses adolescentes receberam instruções sobre dispositivos de comunicação de alta tecnologia pela primeira vez, três vezes por semana durante uma hora cada sessão.

Ambos os alunos puderam usar seus dispositivos para comunicar suas necessidades e dar respostas e declarações espontâneas. Além disso, este artigo prova que os alunos do ensino médio não atingiram necessariamente todo o seu potencial de linguagem na adolescência, e as intervenções apropriadas de CSA podem ajudá-los a melhorar e desenvolver habilidades de comunicação. (Holt, 2017).

 A multidisciplinaridade na comunicação

Sendo a CSA um campo de interesse e cunho multidisciplinar, nela estão envolvidas diversas áreas, com diferentes objetivos: Fonoaudiologia, Educação, Terapia Ocupacional, Psicologia, Engenharia, entre outras.

Grande parte dos trabalhos desenvolvidos na área de CSA (Tetzchner e Martinsen, 1992; Lloyd, 1985; Lloyd, Loncke e Arvidson, 199; Chun, 199, entre outros) tende a pensar a linguagem como, prioritariamente, comunicação, ficando a CSA como um meio facilitador da comunicação. Em função disso, investe-se em aparatos tecnológicos, enfoca-se “pré-requisitos” linguísticos e cognitivos a serem adquiridos, ensina-se técnicas e procedimentos que podem ser seguidos para se ter uma melhor eficácia comunicativa.

O que se vê é que certas dimensões da linguagem (discursividade, dialogia e, principalmente, intertextualidade e produção de sentido) ficam em segundo plano, dependentes de aquisições em outros campos: cognitivo e orgânico.

A importância desses terapeutas se dá pelo fato de a criança com autismo conviver com determinadas situações, como a hipersensibilidade. Pode acontecer de o pequeno não se sentir muito bem dentro de sala devido ao barulho excessivo, por exemplo.

Então, a melhor maneira é conhecer o que pode ser feito para propor uma alternativa ao aluno, como levá-lo a um local mais tranquilo e trabalhar as tarefas de forma que ele aprenda de forma mais satisfatória. Por meio de etapas, os profissionais trabalharão esses déficits ou excessos comportamentais que influenciam a vida da criança.

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