O que é a Epilepsia e como diagnosticar?

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que é uma epilepsia, porque é constantemente confundida com a convulsão. Por isso, neste artigo vamos esclarecer dúvidas importantes sobre o que é uma epilepsia e como é possível diagnosticá-la. Acompanhe!

Definição de epilepsia

A epilepsia é uma condição neurológica que afeta o cérebro e torna as crianças, adolescentes, adultos e idosos mais suscetíveis a convulsões recorrentes não provocadas. É um dos distúrbios mais comuns do sistema nervoso. As crises epilépticas podem, ser bem diferentes em crianças. Além disso, existem muitos tipos de convulsões epilépticas, e encontrar o tipo que seu filho(a) ou paciente tem é importante para entender as causas.

Epilepsia vs convulsão

De forma mais simplificada, é possível dizer que qualquer coisa que interrompa as conexões normais entre células nervosas no cérebro pode causar uma convulsão. Isso inclui febre alta, baixo nível de açúcar no sangue, álcool ou abstinência de drogas, dentre outros. Nestas circunstâncias, qualquer pessoa pode ter uma ou mais convulsões. No entanto, quando uma pessoa tem duas ou mais convulsões recorrentes não provocadas, isso pode ser considerado epilepsia.

Epilepsia no autismo

Especialistas sugerem que algumas das anormalidades cerebrais associadas ao autismo podem contribuir para as convulsões. Essas anormalidades podem incluir desequilíbrios químicos nas moléculas que enviam sinais entre células nervosas do cérebro.

Pesquisas mostram que pessoas com autismo e epilepsia não tratadas correm maior risco de saúde, e em circunstâncias extremas, morte prematura. Em comparação com aquelas que não têm a condição, as crianças com epilepsia também são mais propensas a terem dificuldades de sono e problemas de comportamento.

Qual a relação da epilepsia com a dificuldade de aprendizagem?

Um dos efeitos mais notáveis ​​do funcionamento cognitivo em crianças com epilepsia é o comprometimento da memória. Esta deficiência pode variar desde uma concentração fraca e menor esquecimento até à grande turvação e desorientação da consciência.

As convulsões diurnas, por exemplo, podem afetar a aprendizagem ao reduzir a atenção e interferir no armazenamento e abstração de informações de curto prazo. Convulsões frequentes e descontroladas prejudicam a aprendizagem de novas informações devido à quantidade de tempo que a criança fica inconsciente. Já as convulsões noturnas podem interromper a consolidação da memória.

Sintomas e diagnóstico da epilepsia

Muitos médicos classificam as convulsões em duas categorias principais:

  1. convulsões parciais
  2. convulsões generalizadas

As crises parciais começam em uma área do cérebro. Já as crises generalizadas afetam todo o cérebro. E é importante saber se a criança ou adolescente tem a parcial ou generalizada para o tratamento.

Os diferentes tipos de convulsões causam diferentes conjuntos de sintomas:

Sintomas de ataques generalizados

  • Empurrão dos músculos ou todo o corpo
  • Maior rigidez em todo o corpo
  • Olhar fixo com piscar
  • Perda de consciência

Sintomas de convulsões parciais

  • Aperto dos músculos de um lado ou parte do corpo
  • Empurrão de músculos de um lado ou parte do corpo
  • Olhos e cabeça se movendo para uma direção
  • Mastigação repetitiva e deglutição

Sintomas de ambos os tipos de convulsões

  • Breve perda de memória
  • Perda de consciência
  • Micção descontrolada
  • Movimentos da boca rítmicos
  • Confusão e sonolência após a convulsão

Diagnóstico da epilepsia

O diagnóstico de epilepsia já pode ser considerado se a criança ou adolescente teve mais de uma convulsão. Ele deve ser encaminhado para um pediatra (um médico especializado no tratamento de crianças), e os pais junto com a criança devem descrever em detalhes o que aconteceu antes, durante e após a convulsão.

Ter uma gravação de vídeo da convulsão pode ajudar o pediatra a entender o que está acontecendo.

O pediatra também pode sugerir alguns testes para ajudar com o diagnóstico. Os testes por si só não podem confirmar ou excluir a epilepsia, mas eles podem fornecer informações importantes para ajudar a descobrir por que a criança ou adolescente está tendo convulsões.

Embora o processo de diagnóstico de cada criança varie, os principais passos no processo geralmente incluem:

  • História médica detalhada
  • Conhecimento detalhado da convulsão
  • Exame físico
  • Análise de sangue
  • Tomografia axial computorizada
  • Electroencefalograma
  • Imagem de Ressonância Magnética

Após os exames, testes e um período de observação, o médico determina se uma criança tem epilepsia.

Compartilhe este artigo

Comments 31

  1. Boa noite gostaria de agradecer a você lu e ao dr clay ,pelos esclarecimentos que vocês me tem passado com seus vídeos pois,tenho uma filha de 5 anos que nasceu de 6 meses e teve paralisia cerebral entre a área da fala e da coordenação motora e até hoje ela faz acompanhamento neurológico pois com 2 anos passou a fazer crise convulsiva focal apenas cabeça e olhos. Isto é um pouco da minha história gostaria de ter um contato maior com vocês pois sou cercada de duvidas a respeito do que a Carolina realmente tem e como eu poderia tornar a vida dela melhor.

    1. NeuroSaber Responde
  2. Meu filho começou com ausência infantil com 5 anos. Era uma simples piscada mais lenta, dava uma engolida e saia brincar novamente. Hoje tem 16 anos e trata ainda. Seu eletro normalizou e o neurolgista vai começar a diminuir o medicamento , depakote, unico que ele toma. Ele é autista,
    Asperger. Muito esclarecedora a explicação do Dr Clay, gostei.

    1. NeuroSaber Responde
  3. Sou neuropsicopedagoga.Gostei do tema pois tenho uma paciente de 15 anos com sérias dificuldades de aprendizagem desde a pré escola. A mãe relata que uma professora na época alertou que a menina tinha crises de ausência. Feito eletro, constatou-se epilepsia.

    1. NeuroSaber Responde
  4. Tenho uma filha que tem epilepsia dês de 6anos o diagnóstico da doença e cimdrome de dusi hoje ela tem 11 toma 3 tipos de remédio.mesmo assim tem crises quase todos os dias e sempre quando dorme.ela se trata no hospital das clínicas sao paulo.sr puderem ajudar PR uma melhora dela entrem em contato.

    1. NeuroSaber Responde

      Sem avaliação, não podemos dar uma orientação precisa sobre o caso. É importante buscar um especialista para lhe dar melhores informações e orientações para uma intervenção… Acesse nosso blog e canal do YouTube para saber mais: neurosaber.com.br/artigos/ e goo.gl/8C9wiz

  5. Meu filho tinha acredito ser uma convulsão ele autista quando os médicos descobrirão quando a glicemia abaixava vinha ela,hoje não deixo abaixar a diabete controlo tipo um graças a Deus não teve mais

  6. Como sempre os textos muito esclarecedores…. E o conhecimento que vocês transmitem com muita clareza só me ajuda a crescer…Parabéns!!!!!

    1. NeuroSaber Responde
    1. NeuroSaber Responde
  7. Só tenho agradecer ,me ajudam muito ..nas minhas duvidas …seus artigos são fáceis de interpretar ..contribui para meu conhecimento.!!!
    Grata

  8. Os textos nos ajudam a esclarecer vários fatos vividos na família. Tenho um irmão que teve várias crises de epilepsia quando criança e que deve ter contribuído para o deficit de atenção na escola que ele tem até hoje.

    1. NeuroSaber Responde
  9. Meu filho foi diagnosticado com atividades epilética do lado direito e retardo mental leve sem comprometimento do comportamento, mas nunca deu nenhuma convulsão e isso me abalou muito, pra mim foi muito difícil, mas estou sempre procurando ler e entender através dos artigos, para poder ajudar e saber enfrentar se um dia acontecer.

    1. NeuroSaber Responde
    1. NeuroSaber Responde
  10. As informações colaboram muito para esclarecimentos a pais, educadores e profissionais da saúde. Mariana Binda – Psicóloga/São Bernardo do Campo/Sp

    1. NeuroSaber Responde
  11. Agradeço a todos. Os materiais tem uma linguagem compreensível de entendimento fácil. Em muito facilita o trabalho de um Pediatra Geral

    1. NeuroSaber Responde
  12. Um texto esclarecedor sobre a epilepsia,tenho uma sobrinha que está tendo crises e foi fazer estes exames.Obrigada por divulgar estes problemas de forma clara e objetiva.

    1. NeuroSaber Responde
    1. NeuroSaber Responde
  13. Excelentes orientações, sejam as pessoas: pais, pedagogos, ou psicopedagogos. Estou muito contente com os vídeos e os textos, pois sou psicopedagoga aposentada e não exerço mais a função, o que não significa que não possa me atualizar e continuar estudando e aprendendo sobre os temas em questões.

    1. NeuroSaber Responde

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *