O que é epilepsia e como evitar os ataques?

A epilepsia é algo que você provavelmente já deve ter ouvido falar. As crises, por exemplo, requerem uma série de medidas para assegurar a integridade física do paciente, uma vez que durante o ataque, a cabeça da pessoa pode bater várias vezes contra o chão, podendo causar danos irreversíveis. No entanto, a situação não se resume somente a isso. Então, torna-se importante saber sobre o que se trata e como evitar a possibilidade de ataques. Afinal, como fazer para diminuir a frequência? O artigo de hoje tem o objetivo de informar a todos vocês sobre esses pontos e outros acerca do tema.

O que é epilepsia?

Ela pode ser definida como um transtorno neurológico responsável por causar alterações na estrutura cerebral. Importante ressaltar que a epilepsia pode ter origem genética, mas também carrega a possibilidade de ser gerada por fatores externos.

As crises, por sua vez, são descritas como a expressão clínica de descarga dos neurônios que estão situados na região do córtex cerebral. Um detalhe importante é que essas descargas apresentam um aspecto anormal e excessivo.

Incidência da epilepsia

A taxa de casos de epilepsia em pessoas por volta dos 15 anos é de 40 a cada 100 mil. Existem pesquisas que trazem a situação por países e continentes. Em localidades como os Estados Unidos, Canadá e União Europeia, a proporção de pacientes/caso é de 3,6 e 6,5 para cada 1 mil crianças. Na África e na América Latina a situação é ainda mais preocupante: 6,6 a 17 por 1 mil. Esse levantamento foi feito por Guerrini (2006). No entanto, um dado curioso chama a atenção: estima-se que em Porto Alegre (RS), a incidência seja de 16,5 por 1 mil, de acordo com Fernandes et al. Esses últimos números somente na capital gaúcha, o que acende um alerta.

Estudos também revelam que cerca de 10% da população convive com a possibilidade de um dia ser acometida com algum ataque de epilepsia em qualquer fase da vida, embora a infância e a adolescência sejam as fases mais propensas para tal. Pelo menos em metade dos casos.

Como evitar os ataques de epilepsia?

O tratamento é sempre a melhor forma de se evitar as crises. Entretanto, para que as intervenções sejam eficazes, o aconselhável é que as drogas antiepilépticas, conhecidas por DAE, não sejam prescritas de forma rotineira para aquelas pessoas que foram acometidas com as seguintes crises epilépticas: única, febril, focal benigna ou por indivíduos que apresentam quadro de retardo no desenvolvimento neuropsicomotor em decorrência de um ataque leve ou não frequente.  (SILVA et al, 2013)

É importante salientar que a prescrição da DAE única é o aconselhável, uma vez que pode haver uma maior adesão do paciente ao tratamento. Além disso, os efeitos colaterais tendem a ser menores. Um detalhe é que o objetivo do tratamento é proporcionar qualidade de vida às pessoas que convivem com a epilepsia.

Problemas que a epilepsia pode gerar na vida do paciente

Engana-se quem pensa que os ataques epilépticos ficam restritos somente ao que fora mencionado acima. Problemas psicossociais, de baixa autoestima, limitações para o desenvolvimento das atividades diárias e todo o contexto cultural e social do indivíduo também estão envolvidos nesse processo.

Sendo assim, é importante que haja uma compreensão mais ampla das condições de vida e de saúde, apresentadas por tais pessoas. Vale ressaltar que é fundamental “considerar aspectos relacionados à escolaridade, às condições de trabalho, ao seu contexto social e familiar, aos aspectos psicológicos e ao conhecimento acerca da doença e dos impactos sobre suas vidas.” (HOPKER et al, 2017).

Referência:

HOPKER, Christiane Del Claro et al. A pessoa com epilepsia: percepções acerca da doença e implicações na qualidade de vida. CoDAS, v. 29, n. 1, Curitiba, 2017.

SILVA, Cléber Ribeiro Álvares et. al. Considerações sobre epilepsia. Boletim Científico de Pediatria, v. 2, n. 3, Porto Alegre, 2013.

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