O que é Neuroaprendizagem?

Quem tem o hábito de ler artigos e trabalhos acadêmicos sobre distúrbios de aprendizagem, autismo e síndromes que afetam direta ou indiretamente o cérebro já deve ter visto a palavra neuroaprendizagem em algum lugar.

O termo não é muito conhecido do grande público em função do caráter mais segmentado em que ele pode ser encontrado. Contudo, o seu impacto reflete na vida de todos nós, desde os primeiros minutos de vida até o último segundo.

A neuroaprendizagem é o que podemos definir como o ato de aprender, tendo como base as funções cerebrais. Em outras palavras, tudo que seja referente ao aspecto cognitivo, entre eles: a linguagem, a capacidade de raciocinar, memorizar, tomadas de decisão, concentração, entre outros.

Como ocorre o processo de aprendizagem?

Embora complexo, é importante frisar que todo esse mecanismo do cérebro acontece de maneira minuciosamente conectada com todos os comandos necessários para a aprendizagem.

Para começo de conversa, a primeira coisa que podemos falar é sobre a perfeição na sincronia das conexões neurais para o armazenamento da informação, considerando as diferentes partes do cérebro.

A próxima etapa é o acionamento da múltipla memória, além das várias vias neuronais, para dar o significado aos novos dados que foram recebidas pelo indivíduo. Tudo isso armazenado no cérebro da pessoa.

É interessante ressaltar aquilo que chamamos de plasticidade cerebral que, em outras palavras, significa a capacidade do cérebro em modificar todo o processo de aprendizagem: funcionamento, reorganização e adaptação de acordo com os estímulos vivenciados pela pessoa.

É possível ter ‘várias’ aprendizagens?

A resposta é sim, considerando os tipos de memória. Para ficar mais claro, é o seguinte: isso ocorre quando são usadas diferentes áreas anatômicas dos hemisférios cerebrais, como os que estão listados a seguir: o córtex frontal (a), o mesencéfalo (b), o sistema límbico (c) e o hipocampo (d).

(a) Responsável pela atenção, percepção, pensamento, juízo crítico e raciocínio;

(b) Responsável por comandos como a visão, a audição, a coordenação motora e os movimentos oculares;

(c) Responsável pelas emoções e pela memória;

(d) Responsável pela memória.

Existe um jeito de utilizar a neuroaprendizagem no contexto pedagógico?

Sim. Os educadores podem usá-la em benefício de todos, mas para que isso aconteça de fato, é preciso que o profissional adote estratégias que estimule todas as áreas voltadas para o recebimento das informações e seu posterior armazenamento no cérebro do aluno.

Entretanto, é sempre importante ressaltar que além do aprendizado ocorrido nos campos cerebrais, o ambiente rico em experiências também funciona como um detalhe que contribui muito para o estudante.

A neuroaprendizagem é algo novo?

Não. Há estudos antigos feitos em torno dela, mas faz pouco tempo que o número de pesquisas aumentou consideravelmente, tendo em vista a importância que o assunto tem ganhado na última década.

Cérebro: o comando principal

Todo o corpo humano é fantástico, mas o cérebro representa uma parte bastante relevante em todo esse mecanismo. Ele é responsável por todos os comandos. Portanto, quando ficamos por dentro do poder que a neuroaprendizagem desempenha, podemos ter a ideia do quão fascinante é o nosso sistema cerebral.

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Comments 6

    1. NeuroSaber Responde
  1. Bom dia! Bom artigo, mas sugiro ter sempre em um artigo o autor, referência bibliográfica e a data. Como sendo um site sobre ciências, quanto mais informações mais credibilidade. Sem informações completas, muitos não podem usar esses artigos para usar em trabalhos de TCC, monografia ou pesquisa. ATT

    1. Suporte Neurosaber

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