Quais as capacidades cognitivas de crianças de 4 a 6 anos?

A infância é um período permeado de profundas descobertas e transformações que estão ligadas às capacidades cognitivas. Obviamente que o aspecto da psicomotricidade também significa um passo imprescindível para o desenvolvimento das crianças. O enfoque de hoje, porém, será o da cognição como elemento indispensável no caminho da independência para determinadas ações que antes dependiam da supervisão de um adulto.

O papel da autonomia

A autonomia dos pequenos é um progresso esperado pelos pais e responsáveis, pois ela marca um período de aprendizados baseado na associação de funções e tarefas percebidas ao longo do desenvolvimento nessa fase dos 4 aos 6 anos. Escolher as roupas que deseja vestir e escovar os dentes são apenas alguns dos pontos que conseguem ser realizados por seus filhos. Veja como a capacidade cognitiva é importante.

Comunicação: um grande elemento associado

É impossível estabelecer um desenvolvimento cognitivo considerável sem passar por um aprimoramento da comunicação verbal. Isso se deve ao fato de o pequeno aumentar o seu vocabulário em função do contato com diversas situações onde a fala é usada de maneira diversa. Além disso, a descoberta de diferentes formas de expressão, a interação com outros adultos e crianças também impulsionam esse avanço.

A capacidade cognitiva também permite que seu filho passe a escutar com mais atenção o que as demais pessoas do local estão falando. Isso ajuda na elaboração de sua própria fala, pois os pequenos começam a considerar o diálogo que escutam e, com isso, começam a formular sua habilidade verbal.

Raciocínio: quando a capacidade cognitiva se manifesta com clareza

Se existe um aspecto que faz jus ao desenvolvimento da cognição, ele é o raciocínio. Vale salientar que na fase compreendida pela criança dos 4 aos 6 anos, os ganhos cognitivos e neurológicos são enormes. Isso significa que o pequeno começa a raciocinar com mais facilidade, além de obter mais clareza nas relações de coisas e fatos que acontecem em seu redor.

Outro detalhe importante é o fato de o pequeno saber distinguir algumas situações sociais que antes passavam despercebidas, como a diferenciação entre o que é verdadeiro ou o que é apenas ‘faz-de-conta’. Na esteira de tal desenvolvimento, nota-se também a curiosidade da criança pelo mundo em que ela está; a maneira que as coisas acontecem, o porquê de determinadas ações e fatos (a famosa fase do por quê) e muito mais.

Aspectos sócio-emocionais: o despertar da socialização e da empatia

A capacidade cognitiva também É responsáveL por esse grande passo na vida de uma criança: o desenvolvimento de aspectos sócio-emocionais. Por meio deles, os pequenos passam a perceber que eles também são seres separados dos outros, ou seja, eles têm vida própria. Contudo, isso significa também a descoberta de que as demais pessoas carregam sentimentos e pensamentos.

A socialização, nesse caso, será mais elaborada que anteriormente. No entanto, é interessante pontuar que a interação com outras pessoas é algo que deve ser trabalhado, pois a fase em questão é carregada de desafios (conversar com coleguinhas, dividir objetos, saber esperar, entre outros).

Luciana Brites Psicomotricista

Compartilhe este artigo

Comments 6

    1. Adriana Matias
  1. Trabalho em escola com crianças dessa faixa etária esses artigo é muito para enriquecer meus conhecimentos.Obrigado Neuro Saber por essa iniciativa parabéns.

    1. Adriana Matias

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *