Quais os principais sintomas do Autismo Leve?

Uma criança que apresenta os sintomas do autismo leve pode ser facilmente percebida, correto? Não. Eis o que muitos pais temem quando não sabem diferenciar o que pode ser o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou uma introspecção, por exemplo.

As situações podem ser diversas até que os responsáveis pelo pequeno descubram de fato que a criança convive com o distúrbio. No entanto, o caminho tomado até esse ponto não é fácil, devido aos sintomas do grau mais leve do transtorno.

Neste artigo vocês verão os sinais mais marcantes do autismo leve, a existência de transtornos associados e porque seu diagnóstico pode ser dado de forma tardia.

Por que é difícil perceber as características mais comuns?

O motivo que torna essa percepção mais complicada é o fato de uma criança com autismo leve desempenhar funções que um indivíduo sem TEA, e da mesma faixa etária, exerce.

No entanto, vale destacar que se de um lado as competências são colocadas em prática; por outro, o desenvolvimento de tais habilidades não demonstram a mesma desenvoltura. A linguagem é uma das principais.

Outra razão pela qual os sintomas do autismo leve não costumam ser notados se dá em função de o pequeno ir à escola e até conseguir um pouco de interação com os coleguinhas, mas de forma bem reticente, o que muitos acabam confundindo com timidez.

Quais são os sintomas mais comuns do autismo leve?

Finalmente os pontos que podem indicar a existência do TEA em seu grau mais leve. Vejam a seguir:

– Pouco contato visual;

– Interação social e conversas aquém do esperado para a idade;

– Não aceitar a imposição de regras;

– Inflexibilidade para modificar alguma coisa que faça parte da rotina;

– Linguagem verbal fluida, mas de forma mecânica;

– Ausência de contato visual constante (nesse caso, o pequeno costuma olhar mais para a mão de seu interlocutor);

– Não costuma responder quando chamam por seu nome;

– Existência de estereotipias e repetições;

– Apego demasiado a um determinado objeto.

Autismo leve e o diagnóstico tardio

Considerando que o TEA não é possível ser confirmado por exames de imagem, a maneira mais eficaz de se chegar ao diagnóstico é através da observação de pais e professores. Logo depois, o passo que possibilita esse resultado é a consulta médica.

No consultório, os responsáveis pela criança devem relatar ao especialista tudo o que acontece na vida do pequeno, considerando a abrangência da vida familiar, escolar e social. Essa abordagem é extremamente importante para que o profissional realize seus procedimentos e chegue ao diagnóstico de fato.

É sempre válido lembrar que quanto mais tardia for a descoberta, maiores podem ser os impactos na vida do pequeno. Como visto acima, muitas situações corriqueiras podem passar despercebidas.

Podem existir comorbidades no autismo leve?

A resposta é sim. É comum haver comorbidades neurológicas em todos os casos de autismo, inclusive nesse. As situações mais frequentes em pacientes são as seguintes: o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD) e Transtorno Bipolar.

Isso demonstra a real necessidade de um tratamento que acompanhe a criança por um bom tempo. Tal acompanhamento é fundamental para o processo de desenvolvimento de habilidades, cuja evolução tende a resultar em uma autonomia maior do pequeno frente aos desafios que surgirem na pré-adolescência, juventude e fase adulta.

 

Dr Clay Brites

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Comments 2

  1. Achei muito interessante este artigo, tenho um filho de 9 anos e ele está fazendo um trabalho sobre autismo no esporte, então lendo a matéria percebi que ele apresenta alguns sitomas parecidos…

  2. Gostei muito da reportagem. Vcs esclareceram algumas coisas que vinha observando em alguns alunos. Ainda há, muito a ser desvendado, principalmente para professores.

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