Qual a importância da alimentação no desenvolvimento infantil?

A alimentação no desenvolvimento infantil é um dos pilares de uma vida saudável. Falar sobre esse assunto nunca foi tão necessário, tendo em vista a tendência de envelhecimento que o Brasil já pode enfrentar. Sim, é isso mesmo. Estudos apontam que, no futuro, nosso país terá mais idosos que crianças.

Sendo assim, falar sobre hábitos alimentares que proporcionem qualidade de vida deixou, há muito tempo, de ser tema para quem quer perder medidas ou cortar glicose do organismo, por exemplo. Cada vez mais, pais e mães têm se preocupado com a qualidade de vida. Nesse contexto, a alimentação entra em lugar de destaque.

O tempo passa e as preocupações mudam

Quem foi criança no passado deve se lembrar de como a infância transcorria sem muitas regras alimentares, embora a criação fosse mais rígida. No entanto, era normal termos aquela lata de doce em casa; ganhar balas ou bombons como recompensa por bom comportamento na escola.

Hoje em dia, por mais que nossos pequenos sejam apaixonados por alimentos ricos em açúcares (refrigerantes, sucos industrializados), gorduras (empanados, chips, fast-foods), entre outros; é bem verdade que há uma preocupação maior por parte dos adultos, uma vez que na nossa infância não havia tal consciência.

Atualmente, é impossível quem não tenha conhecimentos suficientes acerca de uma alimentação ruim como fator de doenças futuras na vida de uma pessoa. Com isso, a atenção está muito maior sobre aquilo que as crianças ingerem.

Amamentação: a primeira e mais importante alimentação

Falar sobre alimentação no desenvolvimento infantil sem abordar a amamentação é uma negligência. É impossível que um bebê se desenvolva de forma eficaz sem o aleitamento materno.

A importância desse alimento na vida do pequeno se dá por vários motivos, sendo os principais voltados para o desempenho das funções cerebral e endócrina. A ciência já comprovou que o leite humano conta com proteínas que são altamente benéficas para as conexões cerebrais. Além disso, a criança passa a receber anticorpos da mãe, o que impede o aparecimento de infecções que poderiam surgir.

O primeiro contato com alimentos sólidos

No sexto mês de vida, o bebê passa a ter contato com a alimentação mais sólida, incluindo as frutas. Vale ressaltar que como a dentição do pequeno é incipiente nessa fase, os adultos devem fazer as famosas papinhas. A composição dessas papas depende muito, mas é recomendável que seja rica em vitaminas e nutrientes. Batata, arroz, feijão, entre outros costumam ser ideais.

Criança que se alimenta bem cresce saudável

É fato: criança que se alimenta bem cresce saudável. Isso inclui desde o desenvolvimento social (com suas funções sociais) e o desempenho na escola. Quando o pequeno tem uma alimentação adequada, o seu rendimento pedagógico tende a ser muito bom devido ao papel que os nutrientes representam nas habilidades cerebrais.

Outro fator influenciado pela qualidade dos alimentos ingeridos é a facilidade e a força que a criança vai ter em atividades que exijam esforço corporal. Por exemplo, as aulas de Educação Física são excelentes para o desempenho dos alunos. As vitaminas e os nutrientes proporcionam essa performance.

Aprendendo a comer de forma lúdica

Vocês podem apresentar ingredientes ricos para a saúde da criança por meio de estratégias que apostem no aspecto lúdico. A disposição de legumes, hortaliças, carnes e tubérculos no pratinho é determinante para atrair os pequenos. Portanto, aposte na criatividade e apresente um mundo de possibilidades para seus filhos.

Consulte o pediatra

A importância da alimentação no desenvolvimento infantil ocorre também em função do contato que os pais têm com o médico da criança. Nunca deixe de consultar o pediatra para se informar acerca da saúde do pequeno. E lembre-se: o segredo da alimentação não está necessariamente na proibição de determinados itens, mas na quantidade diária. Medida é a palavra certa.

 

Dr Clay Brites

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Comments 2

  1. Parabéns pelos cursos e palestras! Tenho um neto que nasceu no Japão e minha filha retornou para o Brasil quando ele tinha uns 2 aninhos de idade. Após chegar no Brasil passou a ter uma alergia tipo urticária na pele. Foi realizado vários testes e não descobriram a causa. A médica sugeriu a minha filha, pra retirar o glúten da alimentação dele. Após um tempo, ele que estava muito gordo, voltou a ter peso normal, e a alergia desapareceu. É muito importante sim o tipo de alimentos que damos as nossas crianças na sua primeira fase de desenvolvimento. Temos alunos com deficiências físicas com alguns desses transtornos. Alguns com deficiências múltiplas, associados com alguns problemas alimentares também. Obrigada pela sua atenção.

    1. Suporte Neurosaber

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