Qual o profissional adequado para tratar o Transtorno Opositivo Desafiador?

Sempre falamos a respeito dos diversos transtornos e distúrbios que afetam crianças, adolescentes e adultos. Em cada artigo, salientamos a importância de contar com uma equipe multidisciplinar de profissionais aptos às intervenções necessárias. O tratamento do TOD (Transtorno Opositivo Desafiador) é um desses casos em que o acompanhamento com especialistas é fundamental para a eficácia na vida do paciente.

Que especialistas são esses?

A multidisciplinaridade é imprescindível em praticamente todas as intervenções que lidam com distúrbios de neurodesenvolvimento. Sendo assim, é preciso reiterar a presença de dois profissionais que representam uma marca indispensável no tratamento do TOD: o neurologista e o psiquiatra infantil. Esses especialistas são devidamente preparados e direcionados para perceber os sintomas e tratá-los assim que há a confirmação do transtorno.

Psicólogos, analistas comportamentais e psicopedagogos também podem compor o grupo de especialistas que oferecem intervenções às crianças e aos jovens que convivem com o TOD. As terapias propostas por esses profissionais também são indispensáveis para o tratamento do transtorno, principalmente se houver alguma possibilidade de comorbidades ou transtornos associados (veja mais abaixo).

As soluções trazidas pelos profissionais

É preciso deixar claro que ambos, sob a perspectiva médica, oferecem soluções que visam ao controle dos sintomas manifestados pelos pacientes. O tratamento do TOD deve ser algo bastante minucioso. Isso significa que os especialistas prescrevem medicações que têm a finalidade de reduzir a raiva e a agressividade excessiva, características de quem convive com o TOD.

Além disso, a presença desses profissionais é responsável pela investigação de alguma comorbidade que possa existir. É preciso salientar que o TOD pode vir acompanhado de outros distúrbios como o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), o TC (Transtorno de Conduta), o Transtorno Bipolar e o TEA (Transtorno do Espectro Autista). Vale ressaltar que a presença de tais quadros podem piorar a situação comportamental da criança e do adolescente, além de interferir diretamente no percurso acadêmico.

A importância do acompanhamento médico

A presença do suporte médico propicia a providência de atendimentos psicológico e psicopedagógico no ambiente escolar. Caso seja necessário, o paciente pode ter acesso a uma atenção mais individualizada na sala de aula; além de recomendar a presença de um acompanhante terapêutico para mediar estratégias entre os professores e este aluno.

O médico também deverá chamar a atenção de todos os envolvidos no sentido de direcionar medidas psicoeducativas, as quais têm o intuito de sistematizar ações de como lidar e dialogar com esta criança, além de orientar como prevenir e manejar possíveis problemas de relacionamentos ou bullying.

Medicação ou terapia: qual é o melhor?

Os dois, sobretudo quando são associados adequadamente. É necessário que somente os especialistas prescrevam. Importante lembrar que todo esse trâmite (medicação e terapias) é excelente para o convívio da criança ou adolescente na vida escolar e externa a esse ambiente.

Nada mais carregado de desafios que a vida social; afinal, quando se têm personalidades distintas dentro de um mesmo espaço, a flexibilidade das pessoas tende a ser a peça-chave para uma ótima convivência.

Links consultados:

Transtorno Opositivo Desafiador tem tratamento?

TOD precisa de tratamento médico?

 

 

Dr Clay Brites

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Comments 7

  1. Adriana Matias
  2. Adriana Matias
  3. Olá…
    Tudo bem?
    Tod é considerado uma doença? Tem cura? É possível um adulto desenvolver Tod?
    Como cuidar?
    Obrigada

    1. Adriana Matias

      Olá Cidinha ,Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD) não é uma doença mas um transtorno os sintomas do TOD podem aparecer em qualquer momento da vida, mas é mais comum entre os 6 e 12 anos e não tem cura mais um melhora significativa quando feito o tratamento corretamente .

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