Tempo para Tratamento no Autismo

Qual o tempo estipulado para o tratamento no autismo?

Por acaso vocês já sabem qual o tempo para o tratamento no autismo? Essa pergunta nem sempre terá uma resposta que apresente consenso, pois cada paciente tem uma evolução diferente. Cada paciente tem uma história única.

Sendo assim, é importante considerar os casos de maneira isolada, mesmo que exista alguns sintomas em comum entre todos eles. O tempo é uma questão peculiar em se tratando desse assunto.

Para falar sobre o tempo voltado ao tratamento no autismo, nada melhor que abordar os eixos de intervenção voltados para o TEA (Transtorno do Espectro Autista). Vale ressaltar que esses eixos melhoram bastante os caminhos e as formas de abordagem dessas crianças.

Eles são considerados eixos significativos para tratar o transtorno. Essas técnicas são utilizadas desde os anos 1950; muitos modelos de intervenção surgiram na década de 1990 e 2000 para inovar o cenário. Além disso, os eixos servem para dar parâmetros aos profissionais responsáveis pelas intervenções.

É importante salientar que tais técnicas de intervenção também apresentam evidências científicas que mostram eficácia; além disso, é possível analisar aqueles que ainda não tiveram comprovação científica. Os especialistas estudam esses métodos de abordagem que ainda estão em processo de aprovação pela comunidade científica. Mas que eixos são esses?

Tratamento no autismo: falando sobre os cinco caminhos básicos de eixo de intervenção

Sempre que a gente faz o diagnóstico de uma criança com autismo, devemos ter em mente a seguinte constatação: a existência de técnicas que servirão para nos direcionar às intervenções necessárias. Cada um desses cinco eixos tem uma ampla base teórica, análise de pesquisa, estudos experimentais (estudos empíricos, ou seja, que ainda não tiveram comprovação, mas que demonstram certa consolidação da literatura científica). Quais são eles?

Eixo comportamental

Como o próprio nome diz, as técnicas abordadas nesse grupo visam a ajustar o comportamento da criança para melhorar sua capacidade de interação e comunicação social; buscando a maneira ideal do paciente se portar no ambiente em que está inserido a partir de suas habilidades funcionais.

Eixo desenvolvimental

Já nesse conjunto, os profissionais procuram trabalhar os desajustes que as crianças têm no desenvolvimento dela para que os pequenos possam atingir o nível esperado para a idade em que estão. As intervenções objetivam observar alguns atrasos nos vários aspectos do desenvolvimento desses pequenos que estão aquém de sua faixa etária.

Eixo individual

São aqueles em que os pacientes vão precisar fazer intervenção fonoaudiológica, terapêutica ocupacional, sensorial; intervenções que trabalham as estereotipias mais graves e mais severas. Esses tratamentos são bastante aprofundados.

Eixo medicamentoso

Aqui, o uso de medicamentos é feito para reduzir os sintomas e abordar as comorbidades do autismo, considerando que 85% das crianças com TEA apresentam de duas a cinco comorbidades. Muitas vezes a medicação tem um papel fundamental para controlar e diminuir os efeitos desses transtornos associados ao autismo.

Suporte escolar e o tratamento no autismo

Por último, mas não menos importante; devemos salientar o papel que esse suporte oferece às crianças que convivem com o TEA. Essa parte utiliza métodos de educação estruturada, formas de intervenção dentro da sala de aula, preparo dos professores e a interação entre professor, família e aluno. Todo esse trabalho deve ser pensado a partir dos eixos citados acima.

Importante saber

Como cada paciente é único, pode acontecer de algumas crianças e jovens com autismo precisarem mais de um eixo do que outro. As intervenções são bem específicas e procuram atender com eficiência todos os pacientes.

Vale lembrar que esses eixos têm evidência científica, o que contribui consideravelmente para o desenvolvimento dos aspectos funcionais das crianças e dos jovens atendidos. Eles são métodos que contam com evidências comprovadas no meio acadêmico.

 

Dr Clay Brites

 

 

Compartilhe este artigo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *