Semana de Conscientização do Autismo: Como vencer os desafios na escola?

As crianças e os adolescentes que convivem com o autismo precisam lidar com desafios constantes. O ingresso na vida escolar, no entanto, pode ser uma experiência enriquecedora, tendo em vista a gama de possibilidades existentes.

A permanência bem-sucedida desses alunos depende de uma série de fatores responsáveis pelo resultado final: um percurso pedagógico repleto de conquistas e aprendizados. No entanto, o que pode ser feito para favorecer os estudantes, suas famílias e até mesmo os educadores?

A adaptação da sala de aula é algo aconselhável?

É preciso chamar a atenção para o fato de que crianças e adolescentes incluídos no Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem apresentar sintomas variados. Isso significa que esses episódios sintomáticos não devem ser generalizados. Porém, torna-se ponderável a escolha de um ponto em comum: uma sala de aula que não tenha tantos estímulos visuais.

Embora as pessoas diagnosticadas com o espectro autista sejam muito ligadas a elementos que contam com imagens, é interessante que o local tenha objetos e desenhos que sejam estrategicamente usados para o desenvolvimento dos estudantes com autismo.

Estímulos em demasia podem distraí-los ou irritá-los, dependendo das cores. Dessa maneira, os alunos terão maiores chances de focarem suas atenções aos itens que realmente farão a diferença para o seu aprendizado.

O que fazer quando a criança/adolescente estranhar o ambiente?

É relativamente normal que haja estranhamento em uma sala de aula ‘nova’, principalmente se o pequeno/jovem for novato na escola. Nesse caso, a sugestão é que os educadores utilizem uma estratégia que torne o local mais familiar. Para isso, é normal buscar apoios que despertem a atenção do estudante, como forma de ‘chamá-lo’ para dentro da situação.

Além disso, outra dica é que os professores, em um primeiro momento, observem quais os objetos e atividades que o estudante mostrou mais interesse em desenvolver. A finalidade é aproveitar esse foco para a realização de tarefas a serem feitas.

É importante salientar que o primeiro desafio não é necessariamente a capacidade acadêmica, mas, sim, a autonomia e a aquisição de habilidades sociais conquistadas no ambiente escolar. Isso favorece o treinamento e o aprendizado de outras práticas.

A comunicação professor-aluno: um processo que faz a diferença

Um dos elementos fundamentais para a aprendizagem do educando é a forma a qual o professor se comunica. Recomenda-se que os educadores utilizem palavras e frases cujos objetivos sejam claros.

O funcionamento social da linguagem é de grande importância, principalmente no fato de o aluno compreender o significado da palavra antes de seu uso, por meio da codificação simbólica de experiências.

O papel da escola na mobilidade

O estímulo aos movimentos pode ser realizado através de materiais pedagógicos e aulas de educação física que incentivem o aspecto lúdico e o convívio com outras crianças/adolescentes. Além de promover a socialização, a coordenação motora também é impulsionada.

Em busca da independência

Embora já tenha sido mencionado anteriormente, é sempre válido lembrar que a conquista da autonomia de um estudante com autismo é o ponto em comum entre todos os desafios trazidos para o ambiente escolar.

 


Referência bibliográfica

SILVA, Evaldo Alves da. Os desafios do autista no cotidiano escolar. 2011. 37f. Monografia (Especialização) – Instituto de Psicologia, Programa de Pós-Graduação em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde, Universidade de Brasília, 2011.

Compartilhe este artigo

Comments 2

  1. Meu filho é adulto, 33 anos não tem autonomia para sair só. Tem dificuldade para ler e não sabe lidar com números, dinheiro. Quero ajuda para fazê-lo ter vida social

    1. NeuroSaber Responde

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *