Sinais de Distúrbios de Aprendizagem na Educação Infantil

A educação infantil pode ser considerada um filtro, uma vez que é durante esse processo de descobertas que as crianças começam a manifestar determinados aspectos comportamentais e pedagógicos cuja tendência visa a sinalizar alguma peculiaridade, como os distúrbios de aprendizagem.

Com isso, cabe aos professores e educadores analisarem tais características e, em um trabalho conjunto e multidisciplinar, providenciarem todas as técnicas para que o aluno seja bem assistido. Os sinais se distúrbios de aprendizagem devem ser notados para que as intervenções sejam precoces e o desenvolvimento do pequeno possibilitado cada vez mais rápido.

Que sinais são esses?

É importante salientar como os distúrbios de aprendizagem são responsáveis pelo aparecimento de sintomas que podem afetar as crianças ainda na primeira infância. No entanto, ao longo do crescimento é que esses sinais ficam mais nítidos. São eles:

– Presença de problemas de fala;

– Trocas de reconhecimento visual e auditivo de letras;

– Problemas de coordenação motora;

– Dificuldade para memorizar sequências de letras e números;

– Inabilidade para quebra-cabeças e espacialidade (não consegue perceber e diferenciar longe/perto, dispor em ordem peças de montagem, confunde sequencias visuais, etc.);

– Não consegue ter boa coordenação visuo-motora em atividades bi-manuais, hiperatividade (agitação psicomotora excessiva e impulsividade);

– Dificuldade em seguir ritmos nas apresentações lúdicas ou de dança;

– Problemas de sono e de alimentação.

Importante relembrar que quando a criança nasce com baixo peso ou de forma prematura, esses sinais citados acima tendem a ser notados com maior frequência. Além disso, existem outros fatores que também podem influenciar: comportamento de risco durante a gestação (uso de drogas ilícitas, tabagismo e abuso no álcool); problemas ocorridos no parto, atrasos motores e de fala ou linguagem, meningites, problemas de visão ou audição, traumatismo craniano ou epilepsia.

O que as pesquisas falam a respeito?

Estudos feitos por cientistas conseguiram perceber uma ligação nos diagnósticos que englobam os distúrbios de aprendizagem (Dislexia, Discalculia, Disgrafia e TDAH – os principais) com os genitores da criança; ou seja, o histórico familiar diz muito sobre a probabilidade do pequeno também conviver com algum transtorno manifestado por seus pais, por exemplo.

Os principais distúrbios de aprendizagem

– Disgrafia

A disgrafia ocorre como resultado de uma alteração que atinge a funcionalidade da escrita. Os problemas começam a ficar mais evidentes principalmente quando o aluno precisa desenvolver sua grafia. O traçado evidencia a ocorrência. Além disso, vale lembrar que a pessoa com disgrafia apresenta uma escrita mal elaborada, mostrando uma deficiência em tal competência.

– Discalculia

A discalculia é um transtorno de aprendizagem cuja característica principal é a dificuldade da criança em desempenhar tarefas que estejam ligadas a toda e qualquer operação matemática. Para se ter ideia, a compreensão de conceitos numéricos e a utilização de fórmulas, símbolos ou qualquer outro ícone que faça alusão ao saber matemático gera esse bloqueio na compreensão do aluno. Há casos em que o estudante não consegue associar o nome de um número ao algarismo correspondente.

– Dislexia

A dislexia, por sua vez, é um transtorno que afeta a aprendizagem da criança, mas em outras habilidades. Sua origem é neurobiológica e suas principais características são as seguintes: dificuldades de leitura e também na decodificação e no reconhecimento das palavras. Os tratamentos existentes para a dislexia proporcionam melhoras consideráveis, mas é preciso salientar que o processo é gradativo. Portanto, é aconselhável aos pais que eles tenham paciência para ver os resultados.

– TDAH

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é marcado por um padrão comportamental, sendo que a criança pode manifestar desatenção e impulsividade (e, a partir disso, vários sintomas).

Não deixe de procurar ajuda com profissionais que têm toda a capacidade de auxiliar na orientação das melhores intervenções.

 

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Comments 1

  1. Artigo excelente, trabalho na educação infantil, e muitos acham que na educação infantil não há necessidade de diagnósticos.

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