Técnicas de aprendizado e habilidades metacognitivas

O ato de aprender, para muitos alunos, pode ser uma verdadeira tortura diante dos obstáculos encontrados no meio do caminho. Os motivos são os mais variados possíveis, mas a não compreensão da própria dificuldade ao aprendizado é o que já foi mencionado na literatura científica de ignorância secundária (Brown, 1978).

Antes de explorar algumas técnicas de aprendizado e habilidades metacognitivas, é importante que vocês saibam o que é a metacognição e como ela pode influenciar a vida pedagógica não só de crianças, mas de adultos também.

O que significa a metacognição?

A metacognição é algo que está ligado à “consciência e ao automonitoramento do ato de aprender” ou como a definição a seguir: “aprendizagem sobre o processo de aprendizagem ou a apropriação e comando dos recursos internos se relacionando com recursos externos”. É compreensão do aprendizado.

Que influências ela pode trazer para o estudante?

De acordo com levantamentos, a metacognição influencia campos diversos do saber, como a comunicação e a compreensão oral; além da escrita e da resolução de problemas. Isso significa um elemento imprescindível ao ato de ‘aprender a aprender’.

Mas os benefícios não param por aí. Estudos revelam que a metacognição também influencia a motivação dos alunos. O fato de eles terem a autonomia de “controlar e gerir os próprios processos cognitivos lhes dá a noção da responsabilidade pelo seu desempenho escolar e é responsável por gerar confiança nas suas próprias capacidades.”

Qual o papel da metacognição nas atividades do cérebro?

É importante destacar que tamanhas habilidades que direcionam as ações metacognitivas do estudante pedem a utilização de determinados mecanismos, por vezes bem complexos, resultando em “planificação, verificação, monitoração, revisão e avaliação das realizações cognitivas.”

Que técnicas podem ser usadas com meus alunos?

Vale ressaltar aqui que as estratégias de metacognição visam ao melhoramento dos estudantes. Vejam quais são elas:

– Induzir as pessoas ao autoconhecimento

É muito importante enfatizar isso, pois quando os alunos percebem o momento que começa sua dúvida e o que ele pode fazer para saná-las, eis aí um passo cujo resultado poderá trazer benefícios para eles. O educador tem a missão de induzi-los quanto à melhor forma de aprendizagem para cada estudante. Estimular o autoconhecimento de todos eles.

– Anotações durante a aula

Um dos mecanismos mais eficazes é a anotação das explicações que são dadas durante a aula. Os principais conceitos podem ser sublinhados ou grafados com uma caneta de cor diferente, por exemplo. O professor deve indicar como hierarquizar essas informações e fazer pequenas pausas para saber como está o rendimento da turma com a exposição do conteúdo.

– Avaliação da matéria ao final da aula

Ao fim de cada explicação, peça aos alunos para fazer um pequeno resumo sobre o que foi passado. Não é um texto, mas apenas um parágrafo que possa sintetizar as ideias exploradas no dia. Dessa forma, o estudante vai perceber os obstáculos que se fizeram presentes em sua concepção.

– Mapas conceituais

Essa dica pode ser utilizada em turmas de adolescentes, por exemplo. A unificação dos conceitos em um esquema tende a auxiliá-los bastante no entendimento de uma matéria. É preciso que o educador ensine-os como estruturar esse mapa.

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