Técnicas para terapia cognitiva comportamental infantil

A terapia cognitiva comportamental infantil vem ao encontro das intervenções adequadas para estimular e trabalhar determinados aspectos das crianças que convivem com algum tipo de transtorno. Geralmente, esses quadros envolvem distúrbios do neurodesenvolvimento que tem como consequência a alteração de humor e a oscilação no comportamento.

Formas de desempenhar resultados

É importante salientar que após os primeiros contatos com um especialista, o paciente passa pelos tratamentos que melhor se encaixam em sua demanda e seu perfil. Os terapeutas podem inclui-lo em um conjunto de técnicas que versam sobre a terapia cognitiva comportamental, com o objetivo de, junto com a criança e sua família, desempenhar formas de trazer resultados satisfatórios para todos, principalmente o pequeno.

O que é a terapia cognitiva comportamental?

Podemos defini-la como uma junção da terapia cognitiva com a terapia comportamental. A terapia cognitiva comportamental (TCC) é, então, uma psicoterapia cuja atuação se dá sobre os pensamentos surgidos por uma dada situação estimulante. Isso tudo ocorre tendo em vista que tais concepções são responsáveis por gerar os comportamentos e os sentimentos que caracterizam a relação do sujeito com o espaço em que ele está inserido.

Em outras palavras, a terapia cognitiva comportamental tem o poder incrível de trabalhar a autorregulação por parte das crianças, assim como ensiná-las a obterem o autocontrole do que se sente e como se comportar. Vale lembrar que as técnicas procuram a intensidade e a gravidade de aspectos comportamentais inadequados, além de mudanças nas atitudes, nas emoções e na cognição do pequeno, induzindo a um comportamento desejado.

Quais são as técnicas de terapia cognitiva?

Escolhemos algumas técnicas para apresentarmos a vocês leitores, mas é sempre bom relembrar que o acompanhamento profissional é fundamental; e só o especialista é quem deve aplicar tais terapias para que o resultado seja eficaz e eficiente na vida da criança.

  • Treino de habilidades sociais (utilizado em casos de crianças que convivem com transtorno de comportamento disruptivo, ansiedade, transtornos invasivos de desenvolvimento, depressão, entre outros). Além disso, é importante salientar que essas crianças geralmente lidam com exclusão, isolamento e rejeição; e esse treino surge a partir da demanda apresentada pelos pequenos;
  • Relaxamento muscular progressivo;
  • Uso de determinados objetos para estimular a tranquilidade (para o autocontrole e a autorregulação);
  • Uso de cartões simbólicos (com figuras que estão ligadas ao cotidiano da criança) para promover o relaxamento dos pacientes;
  • Reversão do hábito: a aplicação de intervenções comportamentais surgem como uma forma efetiva de lidar com tiques, hábitos repetitivos e nervosos, gagueiras, etc. Esta técnica consiste em estimular o pequeno a praticar as ações “reversas” a sua rotina diária;
  • Habilidades comportamentais de tolerância à frustração: responsável por auxiliar as crianças a administrarem e a aceitarem situações que podem promover instabilidades emocionais (lembrando que a intolerância emocional provoca o caráter instável do comportamento, além da impulsividade, da vulnerabilidade e da autorregulação inconsistente;
  • Reforço positivo: uma excelente técnica, cujo objetivo envolve uma consequência positiva para comportamentos adequados. O terapeuta procura estimular uma frequência maior desse aspecto comportamental na vida da criança.

Luciana Brites Psicomotricista

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