Transtorno opositivo desafiador no TDAH

Quem tem uma criança com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) sabe como o dia a dia pode ser um desafio, independente da situação. É importante ressaltar, no entanto, que cada caso apresenta uma peculiaridade.

Agora, e quando o TDAH de seu filho ou filha apresenta aquilo que os especialistas chamam de Transtorno Opositivo Desafiador (TOD)? Muitos pais não conseguem lidar com suas crianças sem que haja o acompanhamento de profissionais. Aliás, nunca é demais salientar que somente com especialistas o tratamento de uma pessoa com TOD associado ao TDAH é aconselhável.

Sabe-se que o número de crianças com TDAH a apresentarem comorbidades chega perto dos 70% dos casos. Além disso, 10% dos pequenos podem manifestar mais de três comorbidades associadas.

O que é o Transtorno Opositivo Desafiador?

Relembrando o TOD, é comum que grande parte dos pais não saiba que o transtorno é uma comorbidade do TDAH, ou seja, há combinação entre eles.

O TOD é uma condição que afeta diretamente o aspecto comportamental da criança, uma vez que ela será acometida pelo sentimento de irritabilidade. Além disso, o pequeno pode ter acessos de raiva e indisciplina. Portanto, a convivência com a pessoa necessita de muita cautela e paciência. O tratamento é essencial para amenizar esses efeitos.

Qual a semelhança nas características do TOD com o TDAH?

Na verdade, por se tratar de uma comorbidade, o TOD exercerá influência na forma em como o TDAH vai se manifestar. Tudo isso pode ter efeito na vida do pequeno, desde o comportamento com familiares até no desempenho escolar.

Contudo, vale elencar abaixo quais são as características mais frequentes em crianças com TOD:

  • Comportamentos que demonstrem raiva;
  • Comportamento agressivo;
  • Desobediência em geral;
  • Hostilidade com o outro;
  • Intolerância a frustrações;
  • Desrespeito a solicitações;
  • Outros.

Interessante trazer ao conhecimento de pais e responsáveis que cerca de 1/3 da população diagnosticada com TDAH apresenta o TOD como uma das comorbidades. Aproximadamente 33% dos casos.

Quando não tratada de forma devida, o TOD pode ser bem sério na vida da criança, levando a quadro de desunião no seio familiar e a outras consequências. Porém, o pequeno não deve ser responsabilizado, uma vez que ele tem um transtorno que o induz a essas situações. Por isso a importância de iniciar um tratamento o quanto antes.

O que fazer quando a criança apresentar essas características?

A primeira providência a se fazer é procurar ajuda profissional. Para que os pais tenham o diagnóstico, é preciso que eles já tenham passado por algum especialista.

A partir disso, o médico vai analisar o caso apresentado e indicará qual a melhor forma de tratamento.

Como é feito o tratamento para o TDAH?

A maneira de tratar o transtorno associado a comorbidades ou não é com medicamentos devidamente prescritos pelos profissionais.

Entretanto, o tratamento é interdisciplinar, contando com a ajuda de outros especialistas na área pedagógica, psicopedagógica e de saúde mental.

Vale reiterar que embora os pais devam mostrar autoridade, não é aconselhável medir forças com as crianças, como uma discussão. A melhor saída é o auxílio profissional.

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Comments 24

  1. Por favor, falem do adulto com essas síndromes! Precisamos muito de informação sobre TDAH, TEA etc no aluno unversitário!

    1. NeuroSaber Responde
  2. Gostaria de saber se o TOD só aparece como comorbidade do TDAH ou se a criança pode ter apresentar somente ele.

    1. NeuroSaber Responde
    1. NeuroSaber Responde
  3. Boa tarde Dra Luciana,participei da II jornada da neurosaber e amei todas as dicas. Tenho um filho de 7 anos que tem muitas dificuldades na escola não sabe os dias da semana (tipo que não compreende bem o certo do errado) não consegue interpretar nenhum texto tá com dificuldades na fala vou começar na fonoaudiologia com ele e também está numa fase de muito abuso falamos com ele mas ele só responde grosseiro tipo agressivo mas não agressivo de bater . Como começo o tratamento com ele. Obg

    1. NeuroSaber Responde

      Você pode procurar um neuropediatra que ele poderá indicar outros profissionais como fonoaudióloga, psicólogo, psicopedagogo. Geralmente a avaliação de uma equipe multidisciplinar é o que fecha o diagnostico

    1. NeuroSaber Responde
  4. Que maravilha poder receber essa gama de informações sobre DTAH. Trabalho na sala de recursos e tenho muitas dúvidas. As Palestras são claras e objetivas e prática podendo auxiliar nas dúvidas

    1. NeuroSaber Responde
  5. Boa Noite!
    Nosso filho Eduardo Henrique de 7anos 11meses vem fazendo um acompanhamento com a Psicologia desde Janeiro desse ano antes de começar o período escolar afinal nosso filho já vem quebrando regras desde a creche quando tinha 2 anos e 7 meses bom foi solicitado pela psicologia passar pelo neurologista infantil com as descrições que ela analisou afinal o período escolar com apenas 4 meses mesmo com boas notas deixa o Professor Fernando Borges aos nervos com tanta inquietude o Neuro Infantil descreveu com o TDAH e receitou remédio para nosso filho porém fico preocupada não entendo nada dessa síndrome e precisamos nos reeducar para essa nova visão sobre esse comportamento inadequado de nosso filho.

    1. NeuroSaber Responde
    1. NeuroSaber Responde
  6. Sou Josiane,tenho um filho de 9 anos com TDAH e TOD ta na terceira série e só sabe o próprio nome ta conseguindo ser alfabetizado melhor agora depois da nova professora de apoio,mas não fica quieto um minuto, não aceita o não em casa não aceita ordens só quer brincar responsabilidade com os a fazeres nada ,já não sei o que fazer pois já toma risperidona e atensina porque os outros medicamentos ele não pode tomar porque cardiopata, uma luz por favor.

    1. NeuroSaber Responde
  7. Ola
    Tenho um filha de 9 anos q desde pequena apresentou dificuldades motoras q foram tratada c fisioterapia. Sempre esteve “atrasada” nas atividades motoras e brincadeiras .
    As relações na escola eram boas mas ocasionalmente tinha atitudes opositoras ou de raiva.
    Precisou de suporte para escrita e Na época da alfabetização foi necessário suporte psicomotor e juntamente c neurologista Dr Gherbelli iniciamos tratamento com Venvance durante a semana, aos finais de semana e férias eu deixava sem remédio ( ela fica sem apetite , insônia muito forte , dor de cabeça e náuseas)
    Ela conseguiu acompanhar a escola mas o comportamento opositor só tem piorado e consequentemente temos finais de semana sem harmonia, bullying na escola, poucos amigos, uma montanha russa de emoções e baixa auto estima ( apesar de aparentar certa arrogância muitas vezes)
    Depois de uma crise vem o choro e arrependimento e muita culpa por “não conseguir se controlar”, chora copiosamente, é de partir o coração. Dorme muito mal, sono agitado e acorda várias vezes a noite ( mesmo quando está sem o venvance)
    Às vezes faz “maldade” com o cachorro, por ciúmes ou raiva. Ela ama a cachorra mas não se controla nos dias que o TOD está muito forte.
    Como pais dela, também oscilamos muito: nem sempre conseguimos ignorar ou ter paciência, “caímos” na provocação …. e só pioramos tudo!
    Gostaria da indicação de um neurologista em São Paulo por favor, que tivesse o mesmo olhar do médico que vi no vídeo de TDO de vcs.
    Muito obrigada!
    Carla

    1. NeuroSaber Responde
  8. Oi bom dia meu filho foi diagnosticadocado com tdah pelo primeiro profissional q o acompanhou, depois mudei de médico agora essa neuro q o acompanha diagnosticou com tod mais sinceramente acho q ele tenha os dois transtornos não sou médica mas ando pesquisando muito sobre isso pois sou eu q estou passando muitas dificuldades com ele, como saber se realmente ele tem os dois???

    1. NeuroSaber Responde
  9. Bom dia,minha filha é portadora de TDAH,tem sete anos,não consegue ler nem escrever,não consigo ajudá-la,faz acompanhamento com fonoaudiologia,psicologia e neuropediatra, porém não consigo ver melhora,a escola diz fazer sua parte, porém ela me disse que fez uma prova sozinha e teve que chutar tudo porque a professora não leu pra ela,que apesar de conhecer as letras não consegue ler, por favor o que faço,estou muito preocupada.

    1. NeuroSaber Responde

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